Horizontalidade? Criando a liberdade para o sucesso!

E se os líderes de organizações horizontais se engajassem mais em inspirar pessoas a construir uma cultura de uma empresa sem jaulas, através do estabelecimento de uma nova mentalidade e comportamento, da mesma forma que investem em desconstruir as verticais e restritivas funções que resumem o espaço em uma estrutura hierarquizada?

Por Dov Seidman, texto originalmente publicado no site da The Economist

Minha própria empresa, a LRN, trabalha para tentar responder essa questão através da nossa “jornada horizontal”.

Derrubar nossa estrutura vertical foi fácil. A construção de uma nova e auto-regulada mentalidade é onde o verdadeiro trabalho começa. O equilíbrio deve ser atingido entre a liderança, governança e cultura, em fornecer em orientar as decisões cruciais, como quem vai gastar dinheiro (quanto) e quem será recompensado (como).

Enquanto estudávamos os casos de outras empresas que resolveram traçar a mesma missão, nós vimos que precisávamos transitar de mentalidade de “Liberdade de” para uma de “Liberdade para”. Eliminar velhas estruturas dá às organizações uma liberdade para uma microadministração para tratar de processos de demorada aprovação e outros obstáculos, para tomar decisões rápidas, inovar e muito mais.

Essa liberdade de autogoverno requer certos comportamentos, deriva de valores compartilhados, que precisam estar alinhados para que possamos alcançar o objetivo final. Hoje, muitas empresas acreditam que disseminar a crença de companhias horizontais é necessário para termos um mundo horizontal. David de Wetter, consultor sênior da Towers Watson, diz que o uso de uma horizontal, ou ideal, estrutura organizacional está crescendo. Ele também nota que essas organizações enfrentam certa dificuldade para alcançar esse ideal devido à falta de clareza na definição de suas missões e objetivos.


Construindo autogovernança

Como os líderes podem superar esses desafios e construir uma mentalidade de autogovernança? Isto leva tempo, e deliberadamente demanda trabalho e atenção com as seguintes atividades:

Como liderar: Desistir dos modos tradicionais de controle muitas vezes gera desconforto para os líderes/gerentes. Durante diferentes trechos dessa minha caminhada para mudança em minha empresa, eu certamente me senti desconfortável. Enquanto a desconstrução representa um esforço de cima para baixo, a construção de uma cultura de autogovernança é um “esforço coletivo”. Na LRN, quatro conselhos democraticamente eleitos aderiram ao nosso conselho executivo como uma forma primária dessa nova aproximação/abordagem. Essas equipes iriam decidir como a empresa irá se organizar e se comportar.

Apesar do desconforto em meio às lideranças, nós descobrimos que os líderes continuaram a acreditar na visão de um projeto de apoio a evolução em direção a uma estrutura horizontal e de uma mentalidade autogovernança como uma forma essencial de prosperar em meio a condições de negócios no mundo atual.

Como falar: Todo esse quadro de incertezas que acompanham essa transformação faz com que seja essencial a necessidade uma linguagem alinhada com os objetivos e esforços. Em nossa companhia, estamos tentando substituir nossa linguagem hierárquica (de termos como “chefe”, “empregado”…) por termos que suportem essa mentalidade de autogoverno (“colaborador”, “parceiro”, “colega”). Essa atenção com a linguagem engloba novas formas de tratamento em que as “funções” das pessoas não descrevem um certo nível de conhecimento ou de comando, e sim como elas estão ajudando nossa organização a atingir sua missão.

Como medir desempenho: Um dos nossos conselheiros desenvolveu uma nova avaliação de desempenho em que os nossos colegas tinham a opção de escolher entre gerentes e parceiros quem ia medir sua performance. Nós dávamos as diretrizes para essa escolha (devia ser alguém que tivesse liderado uma equipe onde você atuou ou que tivesse conhecimento sobre seu trabalho), mas a decisão final da escolha cabia à pessoa.

Como reconhecer e recompensar pelo desempenho: Jason Fried, coautor de “Rework” (Crown Business, 2010) e cofundador da empresa de softwares 37signals, fala que sua empresa valoriza a “ambição horizontal” sobre a “ambição vertical”. Companhias horizontais empregam quem ama o que faz e quem continuamente luta para se superar dentro de sua paixão. Para viver esses valores, as empresas recompensam aqueles que demonstram um alto desempenho em sua área de interesse e não aqueles com posição de gerência.

Segundo Fried, essas empresas também pagam acima dos patamares de mercado e dão às pessoas total liberdade para tomarem suas próprias decisões sobre os projetos em que estão trabalhando. Mas deixemos claro que essas recompensas não estimulariam o desejo por esse tipo de comportamento se a empresa se a 37signals não complementasse isso com uma mentalidade de autogovernança.

Atingir essa mentalidade que capacita as empresas horizontais ao sucesso requer este tipo de pensamento. Não enquadre as coisas, apenas dê liberdade para que as pessoas possam fazer o seu maior e melhor trabalho.

Dov Seidman é fundandor e CEO da LRN, empresa que ajuda outras organizações a desenvolver uma cultura de ética corporativa e princípios de desempenho. Ele também é autor de “Como: Por que o COMO fazer Algo Significa Tudo…”

Como - Dov SeidmanSobre o livro COMO

“O mundo mudou”, defende o autor, “a popularização da tecnologia da informação tem feito do bom comportamento um fator de extrema importância porque se torna cada vez mais difícil esconder o mau comportamento. Em última análise, a única maneira de desfrutar de uma boa reputação é a ganhá-la vivendo com integridade. Nós não podemos controlar nossas histórias, mas podemos controlar a forma como vivemos nossas vidas.”

Dov Seidman é chefe da LNR, empresa que tem ajudado algumas das mais respeitadas companhias do mundo a criar culturas vencedoras do “fazer o certo”. Em seu livro COMO: Por Que o COMO Fazer Algo Significa Tudo . . . nos Negócios (e na Vida), ele mostra como a avalanche de informações e a transparência sem precedentes remodelaram o universo empresarial de hoje e mudaram expressivamente as regras do jogo. Não é mais o quê se faz que o distingue dos outros, mas o como faz. Os o quês são itens básicos, fáceis de serem copiados ou de se aplicar engenharia reversa. A vantagem sustentável e o sucesso duradouro – tanto para as companhias como para as pessoas que nelas trabalham – hoje estão na esfera do como, a nova fronteira da conduta.


O que os CEO´s deveriam fazer?

Um dos pontos mais freqüentes que ouvi este ano no Fórum Econômico Mundial em Davos surgiu durante as discussões em que líderes empresariais revelaram que estavam ansiosos para conduzir suas organizações em uma jornada. As abordagens iam menos para um campo da trajetória linear que a maioria das empresas seguem trimestre a trimestre e muito mais na direção das viagens curvilíneas que buscamos na vida.


Por Dov Seidman


A todo momento, eu ouvia alguém querendo levantar a seguinte questão: a sua empresa não tem passado por uma dura jornada nos últimos três anos, durante a pior crise econômica desde a Grande Depressão? Esses diretores executivos respondiam acenando com cansado, mas com um brilho de esperança nos olhos. “Com certeza, têm. Mas se nós nos comprometermos durante está jornada, ela irá nos impedir de pular de crise em crise e nos ajudará a gerar um valor de negócio sustentável, de maneira que os nossos concorrentes não conseguirão.”


Creio que essa resposta demonstra que esses empresários hoje enxergam suas companhias não mais como empresas que “podem”, mas como empresas que “devem”.

Este Fórum Econômico Mundial definiu claramente os riscos para as empresas no século 21. O tema da conferência, “Normas Comuns para a Nova Realidade”, sublinhou que entramos em uma nova fase. Vivemos em um mundo interconectado e eticamente interdependente. Isso significa que as normas reinam (ou seja, as práticas comerciais tangíveis baseadas em valores comuns), e não mais apenas regras. A sustentabilidade do negócio não se refere mais ao que as organizações podem e não podem fazer, e sim sobre o que elas devem fazer. Normativa significa “deve”.

“Risco”, “Inovação” e “Crescimento”
Estes empresários escolheram o caminho certo a seguir e, como eles (falo de qualquer outro líder global de hoje em dia), vários se encontram nesta mesma bifurcação da estrada. Quando eu pergunto por que se comprometeram com esta viagem, eles respondem com termos do tipo “risco”, “inovação” e “crescimento”. Eu acho na citação de Einstein: “Não podemos resolver problemas usando o mesmo tipo de pensamento que utilizamos para criá-los”.

Estes mesmos empresários se tocaram de que eles não podem liderar sozinhos esse processo de sucesso sustentável no século 21. É preciso de ajuda para achar a solução para os grandes problemas – concorrência global mais intensa, a escassez de talentos, diminuição dos recursos naturais, a volatilidade geopolítica – e eles podem começar a traçar esse caminho conectando-se com seus funcionários, parceiros da cadeia de valor, governos, comunidades, e até com o meio ambiente através de valores partilhados.

A questão é que nem todos os líderes se tocaram disso, e essas pessoas ainda não estão certas de que precisam liderar suas organizações nesta jornada.

Isso porque quando esses empresários vêem qualquer sinal de melhora da economia, há uma natural inclinação em recuar para os antigos métodos e achar que tudo isso são os “negócios como eles sempre foram”.

Estes executivos continuam não convencidos de que o mundo e a economia global estão sofrendo uma mudança estrutural. Eles acreditam que o ambiente “normal” de negócios deve voltar assim que esse soluço cíclico passar.

 

 

Sobre o livro COMO

“O mundo mudou”, defende o autor, “a popularização da tecnologia da informação tem feito do bom comportamento um fator de extrema importância porque se torna cada vez mais difícil esconder o mau comportamento. Em última análise, a única maneira de desfrutar de uma boa reputação é a ganhá-la vivendo com integridade. Nós não podemos controlar nossas histórias, mas podemos controlar a forma como vivemos nossas vidas.”

Dov Seidman é chefe da LNR, empresa que tem ajudado algumas das mais respeitadas companhias do mundo a criar culturas vencedoras do “fazer o certo”. Em seu livro COMO: Por Que o COMO Fazer Algo Significa Tudo . . . nos Negócios (e na Vida), ele mostra como a avalanche de informações e a transparência sem precedentes remodelaram o universo empresarial de hoje e mudaram expressivamente as regras do jogo. Não é mais o quê se faz que o distingue dos outros, mas o como faz. Os o quês são itens básicos, fáceis de serem copiados ou de se aplicar engenharia reversa. A vantagem sustentável e o sucesso duradouro – tanto para as companhias como para as pessoas que nelas trabalham – hoje estão na esfera do como, a nova fronteira da conduta.


Brastemp leva pau nas redes sociais!

Dov Seidman, autor do livro “Como”, fala sobre a mudança de rumos e como o comportamento tornou-se o ponto crítico que pode nos diferenciar dos nossos concorrentes.
Segundo o autor, hoje qualquer produto, por melhor que seja, pode ser copiado e vendido por um preço menor ou igual ao que você oferece. Hoje tudo virou commodity! Sendo assim, num mundo hiperconectado e hipertransparente, já não é o que fazemos que nos diferencia dos outros, mas como fazemos.
“O mundo mudou”, defende o autor, “a popularização da tecnologia da informação tem feito do bom comportamento um fator de extrema importância porque se torna cada vez mais difícil esconder o mau comportamento. Em última análise, a única maneira de desfrutar de uma boa reputação é a ganhá-la vivendo com integridade. Nós não podemos controlar nossas histórias, mas podemos controlar a forma como vivemos nossas vidas.”
Dov Seidman é chefe da LNR, empresa que tem ajudado algumas das mais respeitadas companhias do mundo a criar culturas vencedoras do “fazer o certo”. Em seu livro COMO: Por Que o COMO Fazer Algo Significa Tudo . . . nos Negócios (e na Vida), ele mostra como a avalanche de informações e a transparência sem precedentes remodelaram o universo empresarial de hoje e mudaram expressivamente as regras do jogo. Não é mais o quê se faz que o distingue dos outros, mas o como faz. Os o quês são itens básicos, fáceis de serem copiados ou de se aplicar engenharia reversa. A vantagem sustentável e o sucesso duradouro – tanto para as companhias como para as pessoas que nelas trabalham – hoje estão na esfera do como, a nova fronteira da conduta.

Vejam o vídeo acima. Ele manifesta a revolta de um consumidor com os serviços prestados e produtos da Brastemp. Acreditem, em pouco mais de dez dias (o vídeo foi posta dia 20 de janeiro) foram mais de 160 mil views. A marca foi para nos trending topics mundiais do twitter e gerou um baita buzz no facebook. E é lógico que a Brastemp procurou reparar devidamente o consumidor e (tentou, pelo menos) a sua imagem.

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Liderança Ética: Um Manual Operacional

Dov SeidmanA demanda por líderes que se pautem pela está ética crescendo, mas a oferta permanece baixa, como evidenciado pela recente crise de crédito, que provocou a pior recessão global desde a década de 1930. A crescente e atual geração de profissionais deste tipo parece formar líderes equipados apenas para navegar, em vez de guiar. A navegação descreve como nós naturalmente reagimos e nos adaptamos a um mundo interconectado enquanto guia refere-se à forma como forjamos um caminho sustentável e construimos empreendimentos de valor sustentável em um mundo eticamente interdependente.

Por Dov Seidman

Felizmente, existem protótipos de líderes éticos, graças em parte ao trabalho do professor Elie Wiesel, ganhador do Nobel da Paz pelo seu trabalho no Elie Wiesel Foundation for Humanity que há mais de 20 anos vem jogando luz sobre outras formas de liderança para o século 21. No entanto, antes de discutir mais sobre a organização de Wiesel, eu quero falar sobre liderança ética.

Em resposta à crise financeira, muitos líderes estão repensando as noções sobre fontes de vantagem competitiva, que estão cada vez mais fincadas em como nós nos comportamos, em vez do que nós produzimos. Estamos repensando a nossa liderança, colocando fatores como inspiração e humanidade no centro das nossas organizações. Esses esforços, se forem bem sucedidos, requerem uma liderança ética, que inspira os comportamentos das pessoas necessárias para criar vantagem competitiva.

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Sobre as empresas que simplesmente confiam em seus clientes

empresa confiam

Uma companhia de chá gelado nos deu outro exemplo do sistema de honra no trabalho. E isto exemplifica exatamente o que precisamos hoje: o nosso melhor comportamento, mesmo quando ninguém está olhando.

Por Dov Seidman

A Honest Tea é uma companhia independente e, em parte, de propriedade da Coca-Cola. Recentemente, a empresa criou a seguinte campanha: várias barracas de chá foram instaladas ao redor de Nova Iorque (EUA). Nelas, as pessoas podiam se servir de chá pelo preço de US$ 1. No entanto, não havia ninguém trabalhando ou monitorando a barraca. A pessoa podia depositar o dinheiro em uma jarra ou simplesmente sair andando. Ao todo, 89% das pessoas colocaram dinheiro na jarra – o que, segundo a companhia, foi uma surpresa para muitos analistas de Wall Street.

Embora isso pareça apenas um esforço de marketing inteligente, é também uma abordagem da liderança do século 21 para construir confiança: dá-la à distância, sem fiscalização. Quando estendemos a confiança para outras pessoas – clientes, colaboradores, investidores e até mesmo às pessoas na rua – eles tendem a nos reembolsar por fazer a coisa certa com mais freqüência e nos brindar com mais negócios.

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WikiLeaks irá expor mundo corporativo

wikileaksA imagem de grandes empresas dos EUA e do mundo pode estar à prova. O fundador do site WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, anunciou que divulgará no começo do ano que vem dezenas de milhares de documentos internos do universo coorporativo dos EUA, especialmente os bancos.

“Acredito que no futuro iremos ter mais material pertencente à comunidade corporativa”, disse o porta-voz do site “dedo-duro”, disse Kristinn Hrafnsson, nesta semana.

Falando num evento em Londres, Hrafnsson confirmou que o WikiLeaks possui material a respeito de um grande banco dos EUA, mas não o identificou.

Segundo o especialista em ética empresarial e autor do livro COMO (DVS Editora), Dov Seidman, a postura do WikiLeaks vem para reforçar a nova lógica presente do universo corporativo e que deveria servir de guia para as empresas: o importante não é mais o quê, mas o sim o como se faz, produz ou age.

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Por que não podemos “motivar” o engajamento

técnicas de motivação de funcionários

Engajamento de funcionários é uma forma de trabalhar, não um objetivo.

por Dov Seidman

Os CEOs (Chief executive officers) estão preocupados com o engajamento dos funcionários – e com razão. Equipes de gerência sênior estão investindo muito tempo, esforço e dinheiro para melhorar os níveis de engajamento da força de trabalho. E isto não deve acontecer – pelo menos não até que eles realmente entendam o que fazer para aproveitar a energia total da força de trabalho envolvida.

Apesar do esforço significativo para melhorar o engajamento dos funcionários, ele continua muito abaixo de média histórica entre os trabalhadores dos EUA. Isso desencadeou uma onda de orientações valiosas sobre como transformar os trabalhadores desligados em funcionários engajados.

Infelizmente, a maioria das iniciativas de melhoria deste ponto continua a tratar o engajamento dos funcionários como um objetivo final. Envolvimento dos funcionários é uma condição – se manifesta através da inspiração de um empregado que se traduzirá numa outra forma dele trabalhar quando ele está profundamente ligado a uma missão, finalidade e valores.

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HSM Expomanagement, destaques de 2010 e prévia de 2011

HSM Expomanegment

O HSM Expomanagement é o maior evento voltada para conhecimento de gestão de pessoas, empresas e negócios. O evento deste ano ocorreu entre os dias 8 a 10 de novembro, em São Paulo (SP), e contou com a presença dos nomes mais influentes da atualidade sobre assuntos ligados à liderança, marketing, inovação, sustentabilidade, economia e outros temas que abrangem o universo corporativo.

Entre os palestrantes do HSM Expomanagement 2010 estavam:

Philip Kotler (Marketing 3.0)

Considerado o guru do marketing e autor das mais importantes obras já editadas na área, traduzidas para mais de 20 idiomas e que ultrapassam a marca de cinco milhões de cópias vendidas em 58 países. Kotler é o famoso defensor da criação um novo patamar para as organizações: o Marketing 3.0.

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Direitos humanos ainda não são prioridade em meio às empresas brasileiras, mostra pesquisa

Os direitos humanos ainda não são prioridade para as empresas brasileiras. A constatação foi publicado em uma matéria do jornal Valor Econômico, tendo com base um encontro realizado nesta semana (dia 18), na BM&FBovespa. Durante o seminário, foram apresentados dados de uma pesquisa realizada com mais de 800 funcionários de empresas de médio e grande porte. A pesquisa apontou que 31% dos entrevistados sofreram violações graves de seus direitos no trabalho nos últimos dez anos. São situações como racismo, roubo e assédio sexual que afetam, principalmente, negros, mulheres e pessoas com menor renda. Outras violações como maus-tratos são realidade para 20% dos empregados.
Segundo o jornal, a percepção de que é preciso “olhar para dentro”, como complemento das iniciativas de sustentabilidade, recebe menos atenção do que ações nas áreas social e ambiental. Durante a apresentação da pesquisa, foi discutido o fato de as empresas valorizarem cada vez mais itens como governança corporativa e responsabilidade social – 65,5% delas possuem programas permanentes nessa área – e não avançarem na mesma medida na questão do respeito aos direitos humanos.
Segundo o especialista em ética empresarial e autor do livro “Como” (DVS Editora), Dov Seidman, isto evidencia um cenário onde boa parte dos donos e gerentes de empresa não se dão conta do novo cenário econômico global, onde cada vez mais as empresas são diferenciadas pela maneira “como” fazem e não pelo “o quê ” produzem.
De acordo com o autor, a postura dos empresários brasileiros é preocupante. “Não é mais o quê se faz que o distingue dos outros, mas o como faz. Os o quês são itens básicos, fáceis de serem copiados ou de se aplicar engenharia reversa. A vantagem sustentável e o sucesso duradouro – tanto para as companhias como para as pessoas que nelas trabalham – hoje estão na esfera do como, a nova fronteira da conduta”, afirma.
O levantamento mostrou, porém, que empresas com iniciativas relacionadas à sustentabilidade registram melhores resultados também em relação aos direitos humanos.
Segundo os empresários ouvidos pelo jornal Valor Econômico, é importante que as organizações deem o mesmo peso a ambos os temas em suas políticas internas. O conselheiro e ex-presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, acredita que a leitura da pesquisa revela que a questão não está tão presente nas empresas como a da sustentabilidade. No entanto, elas estão enfrentando melhor alguns temas do que outros. A desigualdade de gênero, por exemplo, já é menor do que a de raça. “Ainda assim, avançamos pouco nos últimos anos”, afirma.

Os direitos humanos ainda não são prioridade para as empresas brasileiras. A constatação foi publicado em uma matéria do jornal Valor Econômico, tendo com base um encontro realizado nesta semana (dia 18), na BM&FBovespa. Durante o seminário, foram apresentados dados de uma pesquisa realizada com mais de 800 funcionários de empresas de médio e grande porte. A pesquisa apontou que 31% dos entrevistados sofreram violações graves de seus direitos no trabalho nos últimos dez anos. São situações como racismo, roubo e assédio sexual que afetam, principalmente, negros, mulheres e pessoas com menor renda. Outras violações como maus-tratos são realidade para 20% dos empregados.

Segundo o jornal, a percepção de que é preciso “olhar para dentro”, como complemento das iniciativas de sustentabilidade, recebe menos atenção do que ações nas áreas social e ambiental. Durante a apresentação da pesquisa, foi discutido o fato de as empresas valorizarem cada vez mais itens como governança corporativa e responsabilidade social – 65,5% delas possuem programas permanentes nessa área – e não avançarem na mesma medida na questão do respeito aos direitos humanos.

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Mídias sociais passam a ser o diferencial no cenário do e-commerce brasileiro

Novas tendências e hábitos no mercado de comércio eletrônico brasileiro. Segundo uma pesquisa recente do e-Bit (empresa de e-commerce), 23 milhões dos cerca de 67 milhões de internautas já fazem compras pela internet, o que em 2010 deve representar faturamento de RS$ 14,3 bilhões, um crescimento de 30% com relação ao ano passado.

Como consequência disso, as empresas têm se utilizado de novas ferramentas que facilitam e dão maior segurança ao internauta na hora da compra. Dentro deste cenário, ganha o destaque o uso das mídias sociais (Blog, Twitter, Facebook etc.) como canal de comunicação com o cliente.

Tais ferramentas têm sido usadas não como um simples canal de venda, mas sim de conversa com o público alvo, de modo a mapear nichos, gostos, tendências e principalmente como forma de gerenciar a imagem da empresa frente ao seu público alvo.

Segundo o especialista em ética empresarial e autor do livro “Como” (DVS Editora), Dov Seidman, as mídias sociais fazem com que as empresas se exponham mais e com isso dêem uma maior mostra de como agem e do que pensam.

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Dov Seidman, agora o comportamento é o ponto crítico

Dov Seidman, autor do livro “Como”, fala sobre a mudança de rumos e como o comportamento tornou-se o ponto crítico que pode nos diferenciar dos nossos concorrentes.

Segundo o autor, hoje qualquer produto, por melhor que seja, pode ser copiado e vendido por um preço menor ou igual ao que você oferece. Hoje tudo virou commodity! Sendo assim, num mundo hiperconectado e hipertransparente, já não é o que fazemos que nos diferencia dos outros, mas como fazemos.

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Dov Seidman em “Sobrevivendo às Crises”

Em palestra do New York Forum 2010, Dov Seidman, autor do livro “Como” e especialista em ética empresarial, fala sobre como as diversas crises vividas pela humanidade exigem uma mudança de postura para a sua superação.

Para ele, a moral, a ética e a interdependência são as ferramentas chaves para esta superação. Dov Seidmam afirma que a questão não reside mais no o que se faz, mas no como se faz. Este seria o caminho para traduzir desenvolvimento sustentável – tão almejado nos dias de hoje –em práticas corporativas e comportamentos de liderança.

Legendas

Agora o Youtube possui uma ferramenta de inserção de legendas. Basta clicar no botão vermelho escrito “CC”, ir em “Tradução de Áudio” e logo depois na opção “Traduzir Legendas”, escolher “Português”.

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