Em “Conectado pelas Ideias”, criador do Google Adsense afirma que a internet é igual ao cérebro humano.

Jeffrey M. Stibel, já esteve à frente da empresa desenvolvedora da tecnologia utilizada no Google Adsense e de diversos outros empreendimentos online. Sua outra área de atuação pode parecer muito distante do universos dos negócios na web: a neurociência. Em seu livro, Conectado pelas Ideias (DVS Editora), ele prova que não. Stibel afirma que a rede mundial de computadores nada mais é que um cérebro humano artificial e super poderoso, mas que para realmente entendê-lo a fundo é preciso estudar o nosso próprio sistema nervoso.

Com sua teoria inovadora, o autor transforma a Internet em uma máquina de fazer previsões, o que deixa tudo mais fácil para quem deseja criar ou investir em negócios nesse setor. A obra é rica em exemplos e previsões que despertam insights no leitor e o deixa surpreendido com as possibilidades que o mundo online ainda proporciona.

Clique no link a seguir para ler online o prefácio e o primeiro capítulo do livro Conectado pelas ideias: Como o cérebro está moldando o futuro da Internet, de Jeffrey M. Stibel (encontre mais trechos no link: livros online). Veja abaixo o release completo do lançamento.

Conectado pelas ideias

Autor compara Internet ao cérebro humano para desvendar segredos sobre o futuro da rede  

– Aplicando conhecimentos da neurociência é possível desvendar o futuro da web.
– Obra originalmente publicada pela renomada Harvard Business Press.
– Análises e prognósticos essenciais para empreendedores online.

Você já deve ter ouvido falar que, das criações humanas, o computador é a que mais se assemelha ao cérebro, mas agora o neurocientista e empreendedor Jeffrey M. Stibel irá revolucionar este pensamento. Em seu livro Conectado pelas Ideias, publicado originalmente pela Harvard Business Press e com lançamento no Brasil pela DVS Editora, Stibel propõe que a Internet é o equivalente ao cérebro humano e os computadores apenas fazem parte de um sistema inteligente maior.

Além das conexões nas quais trafega a informação – analogia mais óbvia às sinapses por onde passam os impulsos nervosos, a Internet possui características que não podem ser encontradas em outros inventos, e que dizem respeito ao sistema nervoso. Ela tem vida própria, é capaz de aprimorar-se, processar a informação e retransmiti-la. Algumas coisas podem acabar esquecidas, mas inesperadamente voltam com força total, como quando fotos, textos ou vídeos antigos, de uma hora para outra, passam a ser amplamente compartilhados após anos sem chamar a atenção.

Nem sempre esse processo é aleatório – e na maioria das vezes não é mesmo. A obra, que tem como subtítulo Como o cérebro está moldando o futuro da Internet, compara o amadurecimento do nosso órgão pensante ao da rede mundial. Desse modo, é possível ter algumas pistas sobre o futuro da Internet.  As previsões acertadas do autor lhe garantem credibilidade. Seu livro antecipou acontecimentos que já se comprovaram na prática, como quando escreveu:

Jeffrey M. Stibel

“Acima de tudo, a equipe do MySpace deve ficar atenta ao Facebook, que está (relativamente) há pouco tempo na rede. Na realidade, suspeito que, quando este livro for publicado, o Facebook já será a maior rede social da Internet, superando o MySpace em número de usuários e acessos à página na Web.”

 

Formulações desse tipo não faltam à obra, servem para exemplificar a comparação proposta por Jeffrey M. Stibel, e para nos dar insights dos rumos que a rede mundial poderá tomar. O que faz de Conectado pelas Ideias uma leitura indispensável – e fascinante – tanto para quem pretende criar ou financiar empreendimentos online, como para interessados em entender os processos humanos atuais.

Para atingir seus objetivos, o autor caminha com naturalidade pela filosofia, neurociência, análise de negócios e muito outros campos do conhecimento. Arriscando-se até em terrenos que poderiam pertencer à ficção, não fosse o forte respaldo científico, como quando imagina o desenvolvimento da tecnologia que permite a implantação de chips em nossas cabeças. Assim como as lentes podem aprimorar a capacidade da visão, tais dispositivos permitiriam ao nosso cérebro buscar imediatamente novas informações, respondendo em segundos a questões das quais nunca antes tivera conhecimento. Se isso vai acontecer, para Stibel parece não haver dúvidas, a pergunta é apenas quando.

Sobre o autor
JEFFREY M. STIBEL é um cientista do cérebro e empreendedor que ajudou a criar diversas empresas de capital aberto e fechado, entre elas a Simpli, que desenvolveu a tecnologia utilizada no Google Adsense. No momento, ele é presidente da Web.com, uma empresa de capital aberto que ajuda empreendedores a iniciar e desenvolver seus negócios na Internet. Ele também é presidente da BrainGate, uma empresa especializada em implantes no cérebro que capacitam pessoas a usarem o pensamento para controlar dispositivos elétricos.

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Conectado pelas Ideias

Autor:
Jeffrey M. Stibel
Editora:DVS Editora
Páginas: 184
Preço: R$ 48,00
ISBN: 978-85-88329-73-7

 

Google não inovou, apenas fez cosmética, diz criador do Adsense

Desde que criou a caixa branca para busca de informações na web, o Google não inovou, apenas fez “cosmética”. A opinião foi dada pelo criador do Google AdSense (programa de gerenciamento de anúncios relevantes), Jeffrey M. Stibel, em entrevista exclusiva ao IT Web.

Autor da obra Wired for Thought (Conectado pelas Ideias, a ser lançado em breve no Brasil pela DVS Editora), o cientista era um dos fundadores da empresa Simpli, focada no desenvolvimento de softwares de buscas semânticas. A Applied Semantics, empresa que vendeu a tecnologia do Adsense para o gigante de buscas em 2003 por US$102 milhões, baseava seu software na tecnologia da Simpli.

Stibel, atualmente, é presidente da Web.com, uma empresa de capital aberto que ajuda empreendedores a iniciar e desenvolver seus negócios na web. Ele também é presidente da BrainGate, companhia especializada em implantes no cérebro que capacita pessoas para o uso do pensamento para controlar dispositivos elétricos.

Reconhecido por publicações internacionais, como ForbesBusinessWeek, por ser um CEO de sucesso com menos de 40 anos, Stibel disse, em conversa pelo telefone, que o verdadeiro feito do Google, que comemora 13 anos nesta terça-feira (27/09),  foi democratizar a internet, por meio da criação do sistema de buscas.

“Google é 99% busca, em termos de uso, utilização, receita e margem”, avaliou. Na visão dele, mesmo com diferentes iniciativas – apenas para citar alguns exemplos, Gmail, Google+, Adwords, Places, Maps, Android, Chrome, Earth, Picasa, Youtube, Street View, Docs, Apps e, recentemente, com a compra da Motorola Mobility – a companhia não conseguiu se firmar como dominantes em diferentes áreas.

Jeffrey M. Stibel, autor da obra Wired for Thought (Conectado pelas Ideias, a ser lançado em breve no Brasil pela DVS Editora)

 

 

Leia, na sequência, trechos da entrevista

IT Web – O Google é o principal buscador do mundo. Seu sistema operacional é o mais utilizado, segundo o Gartner, com mais de 40% do mercado global de smartphones. Além de suas inúmeras iniciativas, ele, recentemente, anunciou a compra da divisão de dispositivos móveis da Motorola, a Motorola Mobility. O Google vai dominar o mundo?

Jeffrey M. Stibel – O Google é 99% busca, em termos de uso, utilização, receita e margem. Pessoas pensam nele como buscador e é esta a imagem. Eles (Larry Page e Sergey Brin), recentemente, adquiriram centenas de diferentes companhias e lançaram centenas de produtos diferentes. Mas poucos deles tiveram um sucesso no mesmo nível que o buscador. O Google quer dominar o mundo? Quer. Ele vai? Não.

IT Web – Mesmo saindo em tantas frentes?

Stibel – O que eles fizeram foi, de muitas formas, democratizar a web. Eles fizeram uma caixa de pesquisa com um fundo branco e esta foi sua maior inovação. E isso é ótimo. Mas eles não inovaram desde então. Tudo o que eles fizeram foi cosmética.

IT Web – O Google sabe o que eu busco na web, sabe quem me manda e-mails, sabe aonde vou, porque meu sistema operacional é o Android. Não são muitas informações para apenas uma companhia?

Stibel – Sim, na verdade, sim. Este é o verdadeiro Big Brother (uma alusão ao livro 1984, escrito por George Orwell em 1949, que fala sobre uma sociedade fiscalizada pelo Grande Irmão) nos olhando. Mas não é apenas o Google. Há uma série de companhias nos vigiando e este é o novo mundo em que vivemos. E as pessoas deveriam ter muito cuidado ao falar sobre isso. É tanto uma grande oportunidade quanto uma grande preocupação. Se for usado pelo bem, é uma tremenda vantagem ter tantos dados. Mas se for usado para o mal [risadas], há coisas tremendas que você pode fazer que são extremamente destrutivas com tantos dados nas mãos.

IT Web – As pessoas devem então, deletar todos os e-mails, desligar o Android e buscar alternativas?

Stibel – Eu deixo isso para a opinião pessoal. Em minha opinião, não acredito que o mundo seja de todo bom, mas eu tenho que correr o risco, no caso de ele ser mau. Mas cada pessoa tem que determinar o nível de risco ao qual quer se expor.

Sete coisas que este CEO odeia nos negócios

Eu desfruto do luxo de poder atuar em várias áreas – como acadêmico, cientista, homem de negócios e consultor. E, assim como tudo nesse mundo, há coisas boas e más para cada carreira. A verdade é que estar envolvido em alguma empreitada é extremamente recompensador em termos de dinheiro, sociedade e de educação, mas existem algumas poucas coisas que particularmente me frustam em se tratando de negócios. Aqui vão elas, de acordo com uma ordem particular minha.

Por Jeffrey M. Stibel

Ego. Por que as pessoas simplesmente não conseguem conter seus egos? Eu costumava achar que isso ocorria em poucos casos, mas eu juro que posso sentir o cheiro dos egos inflamados quando entro em certas reuniões de negócios. Confiança é uma coisa, mas o mundo dos negócios existe a arrogância, que vai muito além disso.

Dinheiro. Se o dinheiro não tiver envolvido em tudo, os negócios podem ser muito divertidos. Fazer dinheiro deveria ser algo secundário. O dinheiro surge quando você para de pensar sobre riqueza e começa a pensar sobre valores. Nós todos éramos piadistas e descontraídos quando o dinheiro era algo secundário no início da internet (quando poucas pessoas sabiam como ganhá-lo), mas aí a bolha da internet estourou e a coisa mudou. Mas a verdade é que a maioria das empresas que colocam o dinheiro como algo secundário se saem melhor do que aquelas que o focam como prioridade. Basta comparar empresas como Google, Amazon, eBay, Lehman, Citi e Wachovia.

Viajar. Deve haver uma maneira melhor para fazer negócios. Eu viajo constantemente e quanto mais eu odeio, mais eu não consigo evitar. Telefone e e-mail são muito indiferentes; vídeo conferência é muito impessoal, e é simplesmente importante demais olhar alguém nos olhos e construir um relacionamento de verdade. (Talvez a Cisco me mande seu novo sistema de conferência por telepresença e isso mude meu modo de pensar…)

Linguagem corporativa. Sinergia, um lado vendedor, soluções corporativas, ouvido para ouvido, olho no olho, pensar fora da caixa, ser um facilitador…. preciso dizer mais?

Reuniões. A maioria dos homens de negócios passam metade das suas vidas em reuniões. Por quê?

Livros de negócios. Para ser justo, nem todos os livros de negócios são ruins, mas a maioria deles cheiram mal. O livro de negócios médio é desprovido de qualquer coisa remotamente útil. Mesmo os melhores livros de negócios costumam ter uma grande ideia e nada mais,  além de uma enxurrada de exemplos, estudos de caso e palavreado barato. É raro encontrar um autor que pode conduzir um assunto de negócios ou tecnologia e incorporá-lo em uma história provocativa que torne a leitura a verdadeira alegria que deveria ser.

Tempo. Eu ficaria feliz se pudéssemos eliminar a jornada de oito horas por dia. Embora não seja prático, isso traria um monte de coisas boas. Primeiro, isso forçaria os gerentes a serem mais criativos na maneira como engajam seus empregados. Segundo, isso forçaria os empregadores a focar e aproveitar melhor o tempo que gastam com trabalho. Eu nem consigo imaginar o número de horas que passo trabalhando na semana, mas que realmente não sinto como se estivesse trabalhando. Se as coisas não estão dando certo, ou se simplesmente não está rolando, eu vou para casa, e digo para o meu time fazer o mesmo. Se está doente, cansado, aborrecido… simplesmente vá para casa. Volte quando estiver disposto a realmente se dedicar ao trabalho e se não estiver afim, simplesmente desista e vá atrás de outro – a vida é muito curta e trabalhar realmente pode ser algo bom.

O que você acha? O que te incomoda mais sobre o mundo dos negócios?

Sobre o autor

Jeffrey M. Stibel é o autor da obra Conectado pelas ideias (DVS Editora) e criador do Google AdSense (programa de gerenciamento de anúncios relevantes), além de um cientista do cérebro e empreendedor que ajudou a criar diversas empresas de capital aberto e fechado.

O autor também é presidente da Web.com, empresa de capital aberto que ajuda empreendedores a iniciar e desenvolver seus negócios na Web. Stibel também é presidente da BrainGate, empresa especializada em implantes no cérebro que capacita pessoas para o uso do pensamento para controlar dispositivos elétricos.