Especialista vem ao Brasil lançar o livro “Aerotrópole – o modo como viveremos no futuro”

Além de professor da Universidade de Carolina do Norte e de integrar o Instituto de Comércio Aéreo, John D. Kasarda é também consultor do governo de Minas Gerais desde 2004 para a implementação no estado do conceito de “Aerotrópole”, do qual é mentor. Kasarda estará no Brasil, dia 10 de julho, para lançamento do seu livro, que explora amplamente a teoria de integração entre cidades e aeroportos que criou. A revista TIME considerou “Aerotrópole” como uma das 10 ideias que mudarão o mundo no século 21.

Saiba mais sobre o livro | Imagens em alta para a imprensa

“Dúzias de aerotrópoles estão se desenvolvendo ao redor do mundo de forma planejada ou mesmo espontaneamente. Entre as mais proeminentes temos as de Amsterdam com o aeroporto de Schiphol, Hong Kong, Incheon na Coreia do Sul, Dubai, Chicago, Dallas-Ft Worth, Washington Dulles, e Memphis. Elas têm atraído uma notável quantidade de investimentos nos negócios localizados na área do aeroporto e causando grande impacto econômico em suas regiões e nações. Em muitos casos, esses investimentos batem a casa dos US$ 10 bilhões ao ano”, relata Kasarda.

Para oferecer uma análise precisa sobre este fenômeno, o livro aborda urbanismo, economia global, relações internacionais, sociologia e, principalmente, globalização. Após a leitura da obra, é possível imaginar um novo formato para o mapa mundial em que as aerotrópoles poderiam ser colocadas lado a lado, independente da distância real entre elas.

CONVITE:

Lançamento do livro
Aerotrópole – o modo como viveremos no futuro
Editora: DVS Editora
Autores: John D. Kasarda e Greg Lindsay

Local: Galeria BDMG Cultural
Endereço: Rua Bernardo Guimarães, 1600 – Lourdes
Belo Horizonte (MG)

Confirme presença
Tel.: 31 3915 3055
E-mail.: aitn@desenvolvimento.mg.gov.br

Aerotrópole – Livro mostra como o transporte aéreo está transformando as cidades

-Aerotrópole traz estudos de caso sobre enormes aeroportos que se transformaram em verdadeiras cidades;
-Novo modelo é capaz de reestruturar os negócios e a vida urbana, alavancando a economia de regiões inteiras.
-Livro trata relação do Brasil com os aeroportos como exemplo a não ser seguido.

Livro AerotrópolePense numa cidade construída ao redor de um aeroporto, que ofereça ao mundo dos negócios uma rápida conectividade com fornecedores, clientes e parceiros a nível nacional ou internacional. O estudo de caso sobre estas novas experiências de integração aeroportuária e urbana estão presentes em Aerotrópole – o modo como viveremos no futuro (DVS Editora).

O livro é uma parceria entre o jornalista Greg Lindsay e o professor John D. Kasarda, da Universidade da Carolina do Norte. Foi Kasarda quem cunhou o termo aerotrópole ao se dar conta que, na era da globalização, as pessoas desejam viver em cidades conectadas por um farto e acessível transporte aéreo. Tal questão é ainda mais preponderante no mundo dos negócios, em que a necessidade de viajar não é mais exclusividade dos cargos mais altos – é uma realidade também para pessoas que estão em níveis intermediários.

“Dúzias de aerotrópoles estão se desenvolvendo ao redor do mundo de forma planejada ou mesmo espontaneamente. Entre as mais proeminentes temos as de Amsterdam com o aeroporto de Schiphol, Hong Kong, Incheon na Coreia do Sul, Dubai, Chicago, Dallas-Ft Worth, Washington Dulles, e Memphis. Elas têm atraído uma notável quantidade de investimentos nos negócios localizados na área do aeroporto e causando grande impacto econômico em suas regiões e nações. Em muitos casos, esses investimentos batem a casa dos US$ 10 bilhões ao ano”, relata Kasarda.

Para oferecer uma análise precisa sobre este fenômeno, o livro aborda urbanismo, economia global, relações internacionais, sociologia e, principalmente, globalização. Após a leitura da obra, é possível imaginar um novo formato para o mapa mundial em que as aerotrópoles poderiam ser colocadas lado a lado, independente da distância real entre elas.

O caso brasileiro
O Brasil é citado diversas vezes durante o livro. Brasília é, inclusive, mencionada como um exemplo negativo de cidade planejada. Infelizmente, a realidade nacional é condenada por Kasarda. “Apenas a China planeja investir cerca de US$ 240 bilhões nesse setor nos próximos cinco anos, incluindo a construção de 11 novos aeroportos comerciais. Ásia e Oriente Médio têm uma visão diferente da brasileira. A maioria dessas nações enxerga os aeroportos como ativos de infraestrutura primária, enquanto no Brasil, os aeroportos são vistos muitas vezes como um dano ou uma ameaça ao ambiente a ser controlada”, discute.

Estamos vivenciando o aparecimento de uma era verdadeiramente global e a leitura de Aerotrópole é essencial para entendermos como e onde viveremos e trabalharemos nesta nova realidade. Além do interesse que desperta no público geral, Kasarda explica que a obra serve de aconselhamento a governantes públicos e empresários do setor.

Sobre os autores
John D. Kasarda é professor de Estratégia e Empreendedorismo e Diretor do Instituto Kenan das Empresas Privadas, na Universidade de Carolina do Norte, e também integra o Instituto de Comércio Aéreo. O autor publicou mais de 100 artigos e nove livros sobre cidades aeroportuárias, infraestrutura aeronáutica, desenvolvimento econômico e competitividade. Ele é frequentemente citado no The Wall Street Journal, The New York Times, Business Week, e mídia internacional em geral. Kasarda já ofereceu numerosos programas voltados para executivos onde tratou de questões como logística aérea, localização empresarial, gestão da cadeia de abastecimento global e desenvolvimento aeroportuário de empresas multinacionais, como a Boeing, a Airbus, a FedEx, a Lufthansa, DHL, vias aéreas tailandesas International, Caterpillar Logistics, Prudential Real Estate , Bank of America e Deloitte & Touche.

Greg Lindsay é jornalista e já escreveu artigos para as revistas Time, Fortune, BusinessWeek e Fast Company.

Aerotrópole – o modo como viveremos no futuro
Autores: John D. Kasarda e Greg Lindsay
Editora: DVS Editora
Páginas: 616
ISBN: 978-85-88329-80-5
Preço: R$ 75,00

Aeroporto é arma para competir, diz autor de ‘Aerotropolis’

Ao negligenciar os investimentos em aeroportos, o Brasil corre o risco de ficar para trás na competição global com outros emergentes.

Por MARIANA BARBOSA, publicado originalmente na Folha Online.

Essa é a opinião do professor da Universidade da Carolina do Norte John Kasarda. O autor de “Aerotropolis“, lançado em março nos EUA –e com previsão de sair no Brasil, pela DVS Editora, em novembro,– concedeu entrevista à Folha por telefone.

*”INTERNET FÍSICA”

A cidade construída no entorno do aeroporto permite maior e mais rápida conectividade e a formação de redes de negócios globais. Os aeroportos formam uma internet física que movimenta produtos e pessoas. Um terço do comércio mundial viaja de avião –embora a carga aérea represente só 1% do volume. Você só pode competir como economia global se tiver infraestrutura aeroportuária.

VANTAGENS

Uma “aerotrópolis” oferece serviços para apoiar negócios que são de alguma forma ligados à aviação, mas também a milhares de passageiros. O conceito atrai empresas com cadeias de suprimento globais, com componentes produzidos em meia dúzia de países e que são montadas num sétimo país.

BRASIL

O aeroporto é a primeira, e a última, impressão que se tem de um país. Hoje o Brasil não tem a mais atraente porta de entrada. Quando você sai do Galeão até chegar a Copacabana, o que se vê pelo caminho tampouco é atraente.Apresentei o conceito da aerotrópolis à Infraero, mas nada aconteceu. A exceção foi Belo Horizonte [Confins], que é um aeroporto pequeno.

BRICS

A China e a Índia estão andando muito mais rápido e o Brasil está ficando para trás. É uma pena. O país tem muito potencial para ser líder. O problema é a burocracia governamental. O governo não opera no ritmo dos negócios.

PRIVATIZAÇÃO

Só vi o anúncio preliminar, mas achei muito bom. É preciso agir rápido por conta da Copa. A exploração de terrenos no entorno dos aeroportos, sobretudo nos mais importantes, tem de ser feita de forma eficiente, atraindo empresas que dependem dessa proximidade. Os que não dependem só contribuem para piorar o trânsito.

 

FATOR SOCIAL

O planejamento do entorno de Guarulhos pode afetar as pessoas que vivem em ali [5.000 famílias]. É preciso levar em conta o fator social, mas muitas vezes é preciso também tomar decisões difíceis, em nome da prosperidade do país. O fato dessas famílias morarem perto do aeroporto não as beneficia.

TRANSTORNO

Na China e no Oriente Médio, os aeroportos são vistos como a infraestrutura-chave para competir no século 21. No Brasil, são tidos como transtorno ou ameaça ambiental. As pessoas não entendem a importância deles para a prosperidade, que determina a qualidade de vida.

COISA DE RICO

Os mais prejudicados quando a aviação entra em crise são os produtores rurais da África, de rosas da Colômbia, que ficam sem vender para a Europa. E também os taxistas, as camareiras de hotel. Os ricos viajantes são o lado visível, mas eles sofrem apenas com a inconveniência. Os pobres são os que têm o seu sustento afetado.

 


Manhatan Conection: Aerotrópolis traz importância econômica para as cidades

Matéria exibida no programa Manhatan Conection, da Globo News, discute o livro Aerotrópolis de John D. Kasarda, que será lançado pela DVS Editora no segundo semestre deste ano.

Aerotrópolis: o nome é interessante e a sacada é boa. Aeroporto é sinônimo de atraso, transtorno, barulho e poluição. Mas os autores do livro “Aerotrópolis” não embarcam nessa viagem infernal. Para eles, o aeroporto é o centro da vida urbana moderna. A China está destruindo cidades para criar 100 aeroportos até 2020. O motivo é a globalização. No Brasil, os aeroportos estão em espaços decadentes.

Conheça uma Aerotrópolis!

Os principais aeroportos tornaram-se os nós-chave na produção global e sistemas corporativos oferecendo-lhes velocidade, agilidade e conectividade. Eles também são potentes motores do desenvolvimento econômico local, atraindo empresas ligadas à aviação de todos os tipos para os seus arredores, junto com elas chegam hotéis, entretenimento, varejo, convenção, comércio e exposições, e edifícios de escritórios.

A rápida expansão do aeroporto ligados instalações comerciais está servindo de portal de transição para um novo modelos de desenvolvimento das metrópoles no século 21, onde os viajantes distantes e locais podem conduzir os negócios, trocar conhecimentos, fazer compras, comer, dormir e se divertir, tudo isso ao redor do aeroporto. Esta evolução espacial e funcional está transformando os aeroportos da cidade em muitos municípios do aeroporto.

À medida que mais e mais empresas de aviação orientadas estão sendo atraídas para as cidades do aeroporto e ao longo dos corredores de transporte irradiados a partir deles, uma nova forma urbana está surgindo: a Aerotrópolis que se estende até 30 km para fora de alguns aeroportos.

Sim, a Aerotrópolis consiste em um aeroporto de uma cidade e dos corredores periféricos e agrupamentos de empresas ligadas à aviação e de desenvolvimento residencial.


 

Sobre o livro Aerotrópolis

O livro Aerotrópolis (que será lançado no segundo semestre pela DVS Editora) apresenta vários estudos de caso de cidades como Chicago (EUA), Shenzhen (China), Nova Songdo (Coreia do Sul) e Haíderabad (Índia) que atingiram grande crescimento econômico através da implantação de aeroportos gigantes. O livro também joga luz e apresenta soluções para a infraestrutura aeroportuária brasileira, já deficitária no presente e em crise de planejamento e de execução de obras visando a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

“A era do instante, com viagens que favoreceram a ubiquidade, escalas de trabalho de 24 horas, sete dias por semana e cadeias globais de suprimentos –, exigirá uma reconfiguração radical. Cidades deverão ocupar o entorno do aeroporto em círculos concêntricos de zonas comerciais e residenciais. As forças econômicas e tecnológicas que vão guiar essa transformação são irresistíveis”, afirma Kasard.

Segundo os autores Kasard e Lindsay, Aerotrópolis é uma obra de aconselhamento voltada para o público em geral, mas com elevada utilidade para empresários do setor e governantes público. O alerta é claro: os executivos e planejadores urbanos no Ocidente têm obrigação de envolver-se nessa tendência.


 

Sobre os autores

John D. Kasarda é professor de Estratégia e Empreendedorismo e Diretor do Instituto Kenan das Empresas Privadas, na Universidade de Carolina do Norte, e também integra o Instituto de Comércio Aéreo. O autor publicou mais de 100 artigos e nove livros sobre cidades aeroportuárias, infra-estrutura aeronáutica, desenvolvimento econômico e competitividade. Ele é frequentemente citado no The Wall Street Journal, The New York Times, Business Week, e mídia internacional em geral.  Kasarda já ofereceu numerosos programas voltados para executivos onde tratou de questões como logística aérea, localização empresarial, gestão da cadeia de abastecimento global e desenvolvimento aeroportuário de empresas multinacionais, como a Boeing, a Airbus, a FedEx, a Lufthansa, DHL, vias aéreas tailandesas International, Caterpillar Logistics, Prudential Real Estate , Bank of America e Deloitte & Touche.

Greg Lindsay é jornalista e já trabalhou com as revistas Time, Fortune, BusinessWeek e colabora também com a Fast Company. Nesses veículos, escreve frenquentemente sobre a intersecção entre transporte, urbanização e globalização.