Um guia pioneiro sobre o Pensamento Produtivo

O modelo de pensamento produtivo é uma estrutura comprovada. Podemos de fato pensar melhor, mais eficazmente e mais solidamente se aplicarmos essa ferramenta genial, empregada por várias empresas e indivíduos para criar soluções originais para problemas empresariais de grande complexidade e solucionar problemas pessoais prementes. Tanto no âmbito pessoal quanto no empresarial, o pensamento produtivo pode mudar significativamente a vida das pessoas.

Concebido para lhe ensinar a pensar produtivamente, este livro se concentra e se fundamenta em princípios objetivos e consistentes, mostrando como é possível e essencial separarmos o pensamento criativo e crítico, estendermo-nos no problema, batalharmos pelo “terceiro terço”, isto é, pelas idéias mais criativas e inovadoras, como verdadeiros garimpeiros de ouro, e buscarmos analogias inesperadas, como bem nos recomenda o filósofo Heráclito, para quem “A analogia inesperada é mais pungente do que a óbvia”. A analogia inesperada é o cerne do pensamento produtivo.  Continue lendo

Treinamento versus carreamento

“Na teoria, não existe nenhuma diferença entre teoria e prática. Na prática, existe.” Yogi Berra

Pensar melhor pode mudar a vida das pessoas. Este livro foi concebido para lhe mostrar que sabor tem o processo de pensamento produtivo. Seus princípios são objetivos e diretos: distinguir entre pensamento criativo e crítico, estender-se no problema, batalhar pelo terceiro terço e procurar analogias inesperadas. Esse modelo razoavelmente simples é composto de seis etapas entrelaçadas. Suas ferramentas são decisivas. Entretanto, conhecer seus princípios, etapas e ferramentas não é suficiente. Para compreendê-las verdadeiramente, é necessário empregá-las.

Por Tim Hurson

Nos seminários e oficinas da thinkX realizados ao redor do mundo, já apresentei o pensamento produtivo a pessoas de um amplo espectro de atividades empresariais e culturais. Para dar aos participantes uma percepção de como podem usar esse modelo, eu e meus colegas normalmente finalizamos as oficinas com a abordagem Galeforce (Força do vendaval): uma versão condensada do processo global por meio da qual os participantes podem se ocupar e tentar resolver um desafio pessoal.

Quase inevitavelmente, alguns dias após, nas oficinas, recebemos e-mails dos participantes que começaram a aplicar as soluções obtidas com a abordagem Galeforce a seus desafios profissionais e pessoais. Veja aqui alguns exemplos dos comentários que costumo receber:

“Finalmente consegui entender um problema que tem me intrigado e aterrorizado há semanas.”

“Achava que havia examinado meu problema de todos os ângulos, e então fiquei mais do que impressionado com o que sua abordagem foi capaz de fazer por mim em tão curto espaço de tempo.”

“Se ao menos todas as pessoas que se sentem confusas, oprimidas e desarmadas pudessem saber que um processo desse tipo existe na vida real.”

Com base nos resultados do trabalho que realizamos com empresas e indivíduos, temos ótimas evidências de que o pensamento produtivo funciona. Contudo, é árduo quebrar um hábito antigo. Para quase todos nós, esse hábito antigo não é pensar produtivamente, não é distinguir o pensamento crítico do pensamento criativo e definitivamente não é nos impulsionar para o terceiro terço. Habituamo-nos a empregar métodos improdutivos para usar nossa mente ao longo de uma vida inteira. Não é de surpreender que tenhamos essa inclinação de recorrer aos nossos meios habituais de pensar mesmo depois de aprendermos formas mais eficazes? Qualquer pessoa que já tenha tentado mudar uma tacada de golfe ou mudar uma gaveta de talheres sabe como é fácil retroceder aos padrões habituais e menos eficazes que passamos tanto tempo reforçando. O mesmo ocorre com o pensamento: não importa quão eficaz seja a nova técnica que aprendemos, tão logo diminuímos a atenção inevitavelmente retrocedemos aos velhos métodos e estilos.

Quando o que está em pauta é desenvolver novas habilidades, de qualquer espécie, o maior e principal desafio geralmente não são aprendê-las, mas torná-las permanentes. Tente-se lembrar do último programa de treinamento corporativo de que tenha participado. É provável que tenha durado um dia e meio ou que tenha sido compactado em um único dia. Você esperava aprender uma nova habilidade em uma única sessão de meio período ou mesmo no que se convencionou chamar de seminário “almoce & aprenda”. Independentemente da duração do programa, é provável que tenham lhe passado um princípio fundamental, apresentado um conjunto de ferramentas e tentado convencê-lo dos enormes benefícios que você e sua empresa obteriam assim que passasse a empregar essa nova habilidade em seu trabalho.

Agora, avance rapidamente a fita para o dia seguinte, já no ambiente de trabalho. Primeiro, seu trabalho está atrasado. Você tem de recuperar o tempo que perdeu enquanto freqüentava o programa de treinamento. Isso significa que provavelmente está sob pressão. Segundo, nada mudou. Você continua enfrentando os mesmos problemas que enfrentava no dia anterior ao programa de treinamento. Tendo em vista essas duas circunstâncias, quais são suas chances de empregar sua nova habilidade? Bem remotas. Você fará tudo do modo como sempre fez porque é mais fácil do que tentar mudar. Talvez ainda esteja entusiasmado com a habilidade que acabou de aprender, mas neste exato momento se vê obrigado a dar cabo das atividades que tem a fazer. A atração gravitacional dos hábitos antigos é tremenda. Não há tempo para experimentar e praticar. No prazo de alguns dias, o programa de treinamento do qual participou talvez não passe de uma recordação do quanto se sentiu bem. Em uma semana, até essa recordação terá se esvaído. Sua empresa investiu dinheiro, você investiu tempo e, no final das contas, pouquíssimas coisas mudaram. Isso lhe parece familiar?

 

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Os treinamentos, do modo como são experimentados nos EUA corporativo, é um espantoso desperdício de recursos. O fato é que não é possível treinar alguém em um único dia. Podemos até ensinar algo às pessoas, mas não podemos treiná-las. Treinamento tem a ver com criação de mudanças comportamentais, e isso não ocorre do dia para a noite. Em teoria, o seminário de treinamento é a extremidade inicial de um processo que demorará e exigirá reforço contínuo para incorporar um novo conjunto de habilidades. Lamentavelmente, em inúmeras empresas e organizações, essa extremidade inicial é a única extremidade que existe. O termo treinamento, do mesmo modo que tantas outras palavras do jargão de negócios, perdeu seu significado. Pelo fato de no momento ser mais comumente empregada em referência à transferência de informações, e não ao desenvolvimento de habilidades, prefiro a palavra carreamento. Em química, arrastar significa aprisionar partículas suspensas em uma solução e carreá-las. Esse conceito é uma metáfora apropriada para o desenvolvimento de habilidades. Introduzimos novas habilidades e tentamos aprisioná-las em nossa maneira de ser.

O carreamento dá lugar a um fluxo de trabalho novo e diferente. Para que essas novas partículas de habilidade se mantenham suspensas em nosso fluxo de trabalho, precisamos realizar mudanças comportamentais. A mudança comportamental, por sua vez, exige a formação de novas conexões sinápticas, novos caminhos neurais. Um programa de um único dia pode abrir portas. Contudo, para fomentarmos uma verdadeira mudança comportamental, temos de reforçar novas habilidades de maneira regular. Do mesmo modo, embora este livro tenha lhe apresentado alguns conceitos úteis, se desprezá-lo e não aplicar seu conteúdo de forma alguma, pouca coisa mudará para você. Se for seu desejo se beneficiar do pensamento produtivo, é indispensável que se comprometa a usá-lo. Se for seu desejo que o pensamento produtivo persista, é essencial conhecer as quatro condições para que ocorra o carreamento de um novo conjunto de habilidades:

1. Evidência

2. Beneplácito

3. Linguagem

4. Prática

 

 

Sobre Tim Hurson

Tim Hurson é o autor do livro Pense Melhor (DVS Editora) e sócio-criador da empresa de formação de capital intelectual thinkX (www.thinkxic.com), que oferece treinamento, assistência e consultoria a empresas internacionais sobre pensamento produtivo e inovação, além de membro do corpo docente e do conselho de administração da Fundação de Educação Criativa, é diretor-fundador da Facilitators Without Borders (FWB).

 

É possível e essencial separarmos o pensamento criativo e crítico

Pense Melhor é uma obra que tem a missão de contrariar um pensamento ainda muito vigente em meio à sociedade atual de que a criatividade é algo inerente a pessoa e que não pode ser “aprendida e desenvolvida”. Tim Hurson, autor da obra, é o responsável pelo modelo de pensamento produtivo, uma estrutura comprovada que realmente te faz pensar melhor, mais eficazmente e solidamente. Tanto no âmbito pessoal quanto no empresarial, o pensamento produtivo pode mudar significativamente a vida das pessoas.

“Nos trabalhos que realizei com empresas e organizações sem fins lucrativos, pude perceber que o modelo thinkX e seus princípios básicos provocam mudanças profundas no modo como os indivíduos e as organizações atuam. O modelo Thinkx esclarece nitidamente as estratégias de pensamento produtivo que as pessoas que louvamos por sua criatividade têm usado há séculos.”

Concebido para lhe ensinar a pensar produtivamente, Pense Melhor se concentra e se fundamenta em princípios objetivos e consistentes, mostrando como é possível e essencial separarmos o pensamento criativo e crítico, estendermo-nos no problema, batalharmos pelo “terceiro terço”, isto é, pelas idéias mais criativas e inovadoras, como verdadeiros garimpeiros de ouro, e buscarmos analogias inesperadas, como bem nos recomenda o filósofo Heráclito, para quem “A analogia inesperada é mais pungente do que a óbvia”. A analogia inesperada é o cerne do pensamento produtivo.

O modelo de pensamento produtivo (MPP) compõe-se de seis etapas intimamente entrelaçadas:

1ª Etapa: O que está havendo? Investigar e compreender verdadeiramente qual é o desafio que temos à nossa frente.

2ª Etapa: O que é sucesso? Prever o resultado ideal e estabelecer critérios de sucesso.

3ª Etapa: Qual é o problema? Identificar com precisão o problema ou oportunidade real.

4ª Etapa: Gerar respostas. Relacionar as várias soluções possíveis.

5ª Etapa: Forjar a solução. Determinar qual solução é a melhor. Em seguida, potencializá-la.

6ª Etapa: Alinhar recursos. Criar um plano de ação.

Sobre Tim Hurson

Tim Hurson, sócio-criador da empresa de formação de capital intelectual thinkX (www.thinkxic.com), que oferece treinamento, assistência e consultoria a empresas internacionais sobre pensamento produtivo e inovação, além de membro do corpo docente e do conselho de administração da Fundação de Educação Criativa, é diretor-fundador da Facilitators Without Borders (FWB).

 

Pense Melhor!

Pensamento Produtivo, Tim Hurson, Blog do Editor, DVS, DVS EditoraTim Hurson é o autor do fantástico livro Think Better (Pense Melhor). Ele é um grande entusiasta do pensa­mento produtivo, que é essa capacidade extraordinária dos seres humanos de utilizar sua inteligência criativa como um eficaz mecanismo de mudança. Hurson tem profunda convicção de que a inteligência criativa é um conjunto de habilidades que pode ser aprendido e cultivado por todas as pessoas.

O autor é sócio-fundador da Thinkx Intellectual Ca­pital, empresa que oferece, para organizações de todo tipo e tamanho, treinamento, assistência e consultoria em pensamento produtivo e inovação.

Diz Tim Hurson: “No meu livro, me concentro em princí­pios objetivos e consistentes, mostrando como é pos­sível e essencial separarmos o pensamento criativo do crítico. Por sinal, o foco é justamente alcançar sempre o ‘terceiro terço’, constituído pelas idéias mais criativas e inovadoras; como verdadeiros garimpeiros de ouro, buscamos analogias inesperadas, baseando-nos no que  disse Heráclito: ‘A analogia inesperada é mais pungente do que a óbvia’. Sem dúvida, a analogia inesperada é o cerne do pensamento produtivo.”

Todos temos capacidade para pensar melhor, e o ponto de partida é nos libertarmos dos padrões de pensamento improdutivo que nos refreiam.

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Os elementos do pensamento produtivo

Pensamento Produtivo, Think Better, Tim Hurson, DVS Editora, DVS, Empresas, Livros Online, NegóciosO pensamento produtivo é composto por duas habilidades de raciocínio distintas: o pensamento criativo e o pensamento crítico. Este é o princípio universal do pensamento produtivo: o pensamento criativo tem de ser apartado do pensamento crítico. Nossa postura habitual é não distinguir essas duas habilidades; ao contrário, tendemos a sobrepô-las.

Por Tim Hurson.

Tente se lembrar da última vez em que tentou solucionar um problema ou que tenha proposto uma nova abordagem. Provavelmente você deve ser seguido uma seqüência de raciocínio mais ou menos assim:

Hum… já sei. Vou…. Não, é muito caro. Bom, o que aconteceria se tentasse… Não, nunca conseguiria executar isso a tempo. Então, que tal… Não, muito arriscado. Eu poderia sempre…. Pode esquecer. Os caras criticariam e conseguiriam provar em dois segundos que está tudo errado. É, talvez não haja mesmo um caminho melhor.

Este é o princípio universal do pensamento produtivo: o pensamento criativo tem de ser apartado do pensamento crítico!!!

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Por que e como

Tim Hurson, DVS Editora, Livros Onlie, Empresas, Negócios, Pense MelhorEm ambientes empresariais ou de qualquer outro tipo é comum encontrar aquelas pessoas que gostam de complicar as coisas. Pois é, realizar tarefas de um modo simples – pensar melhor – traz grandes  benefícios para a vida, apesar de nem sempre ser algo simples ou fácil. Digamos que simples é fazer, mas talvez não seja tão simples entender como se faz.

Por Tim Hurson.

Eu costumo ajudar os clientes com o planejamento estratégico e vivo me espantando em ver como as pessoas conseguem complicar isso. Eles debatem sobre visão, missão, prioridades estratégicas, fins e objetivos, geralmente sem definir o significado desses termos. Daí isso começa a ficar realmente estranho quando termos como intenção estratégica, dinâmica integrativa, KPAs, Kras, Kris, e estrato-objetivo táticos começam a voar sobre a mesa de reunião, como discos de hóquei em um pré-aquecimento do jogo.

Há alguma obsessão por parte dessas pessoas em fazer dessas reuniões de estratégia algo tão confuso? Às vezes, eu acho que elas gravitam em direção à complexidade, porque quanto mais complexa a nossa visão, mais “heróicos” nós nos imaginamos ao enfrentá-la.

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Os perigos da padronização

Embora a padronização normalmente seja algo bom — ela preserva a energia do pensamento, prevê o futuro, dá conta rapidamente das tarefas cotidianas, facilita a aprendizagem e nos ajuda a entender o mundo —, do ponto de vista do pensamento produtivo, ela pode ser um problema.

Por Tim Hurson.

Comumente, a padronização nos leva a presumir coisas que na verdade não existem em um dado lugar ou situação, como minha visão da cobra ou como quando imaginamos que Janie tem 10 anos de idade. Ou como nossa provável interpretação da ilusão de ótica a seguir, de Oliver Selfridge.

Tim Hurson, Pense Melhor, DVS Editora, Criatividade, Empresas, Negócios

É praticamente impossível não enxergar isso como THE CAT (O Gato)

O caractere do meio em cada conjunto não é nem H nem A. É um híbrido de ambas as letras e é idêntico em ambos os conjuntos. No entanto, é praticamente impossível a um leitor de língua inglesa não enxergar a aglomeração de formas como THE CAT. Nenhum leitor deste livro, com certo referencial da língua inglesa, conseguirá olhar para essas formas e dizer: “Não faço a menor idéia do significado disso”. E poucas pessoas conseguirão se forçar a ver a forma de ambas as letras como uma única letra — por exemplo, THE CHT.

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