Antecipando-se à velocidade

Vince Poscente, Carreira, DVS, DVS Editora, Blog EditorAntecipar-se à velocidade significa preparar-se ativamente para as demandas do novo ambiente – recepcionar a velocidade na varanda da casa em vez de se esconder atrás da cortina enquanto ela põe a porta a baixo. Sabemos que a velocidade vem chegando (estamos pedindo para ela vir), portanto devemos nos preparar para recebê-la, descobrir como colocar em uso a sua energia.

Por Vince Poscente.

Se não aprendermos a nos antecipar à velocidade agora, as consequências se agravarão cada vez mais com o passar o tempo, porque a demanda de velocidade só continuará a crescer. Todo dia, para cada vez mais pessoas, a velocidade tem se tornado expectativa. Se encontramos acesso a internet em um café ou um hotel, esperamos que seja banda larga (e gratuita). Quando adquirimos algum novo serviço, esperamos ter opções de pagamento automático para agilizar a tarefa de pagar as contas. Esperamos acessar as informações com menos cliques do mouse. O desejo de velocidade transforma-se em expectativa de velocidade em mais e mais áreas da nossa vida todos os dias.

A diferença entre expectativa e desejo é sutil, mas importante.


A diferença entre expectativa e desejo é sutil, mas importante – principalmente em relação às conseqüências enfrentadas quando nos antecipamos ou deixamos de nos antecipar tanto à expectativa quanto ao desejo. Quando nos antecipamos ao desejo do cliente, proporcionamos-lhe um sentimento de satisfação, talvez até o impressionemos. Quando nos antecipamos a alguma expectativa, no entanto, simplesmente ratificamos a nossa competência (pense na avaliação do quesito “atende às expectativas” em uma análise de desempenho). O cliente talvez não fique impressionado, apenas satisfeito. Portanto será que se antecipar ao desejo seria mais importante do que se antecipar a alguma expectativa? Dificilmente. Imagine-se chegando a um restaurante, o maître o conduzindo à mesa, e o garçom aparecendo imediatamente com a água, um pires com fatias de limão, uma entrada variada (não apenas pão e manteiga) e a carta de vinhos. Ele o aguarda decidir, e sai rapidamente para preencher o pedido do seu drinque. Ele se antecipou ao seu desejo de acesso imediato à comida e à bebida, de limão na água, e de algo além de pão para beliscar – e atendeu ao desejo com um serviço rápido e de alta qualidade. Como você se sentiria? Provavelmente impressionado e satisfeito com a vivacidade dele. Talvez você desejasse água com fatias de limão, mas, se o garçom não se antecipasse ao seu desejo e você tivesse que lhe pedir que trouxesse algumas fatias, será que você ficaria irritado? Provavelmente não.

Mas qual seria a reação quando não nos antecipamos a alguma expectativa? Imagine-se chegando a um restaurante, sentando-se à mesa, e não recebendo um cardápio. Você aguarda. Finalmente, o garçom traz o cardápio, pão e manteiga. Você percebe a falta de talheres e água. Acaba pedindo a algum atendente para trazer talheres e, talvez, aproveitando a presença dele ali, alguns guardanapos. Como você se sentiria agora? Provavelmente irritado. Você espera receber o cardápio ao se sentar. Espera ter talheres e guardanapos antes da chegada da comida. Se simplesmente queremos algo, por exemplo, água com rodelas de limão, ficamos satisfeitos se assim nos servirem, mas não ficamos ativamente decepcionados se não. Mas, se esperamos algo, por exemplo, o cardápio, ficamos satisfeitos se nos trouxerem um e frustrados se não. Se não nos antecipamos à expectativa de velocidade, enfrentamos o julgamento que se segue à primeira má impressão. Deixamos um gosto amargo na boca do cliente, e será necessário certo malabarismo para mudar esse sentimento de irritação.

O nosso desejo de velocidade evoluiu transformando-se quase completamente em expectativa. Odiamos esperar na fila, esperar a página da internet carregar, esperar o atendimento e ter de gaguejar diante de um menu de telefone automático prolixo. Suportamos quando necessário, mas ficamos impacientes e reclamamos, às vezes até recusando a fazer negócios com uma companhia que categoricamente não consegue atender à nossa expectativa de velocidade. Como a nossa expectativa de velocidade tem sido atendida com mais freqüência e em mais situações, ela se dissemina por mais e mais facetas da vida.

A Era da Velocidade, Velocidade, DVS Editora, Livros Online, Livros, Empresas, NegóciosA velocidade está rapidamente se tornando item básico, e, se não conseguirmos competir na área da velocidade em nosso ambiente, nosso mercado, não teremos chance de atrair clientes, consumidores ou investidores. Antecipar-se à velocidade não é necessário apenas para ter muito sucesso, mas também para sobreviver no mundo dos negócios.

Os riscos hoje são maiores. Assim como qualquer tendência, é necessário antecipar-se à velocidade se quisermos que ela trabalhe a nosso favor e não contra. Antecipação é a primeira lição que podemos aprender com o aikido e é a primeira maneira de se tornar um agente da velocidade. Se nos anteciparmos à velocidade e entendermos que os riscos vêm aumentando, o passo seguinte na abordagem ativa para o avanço da velocidade seria adiantar-se e aproximar-se dela, ir ao seu encontro.

Leitura recomendada: A era da velocidade

Velocidade, Sucesso e Fracasso

Quando se está em um ambiente que requer velocidade, é preciso adotá-la. E se ela for adotada, é necessário saber o que conduz ao sucesso em alta velocidade, para evitar a colisão.
Por Vince Poscente
A minha filha Alex teve muita dificuldade para aprender a andar de bicicleta. Ela insistia em aprender sozinha, e o processo foi demorado e acompanhado de uma quantidade impressionante de joelhos esfolados. Mas me lembro do dia em que ela finalmente teve um avanço extraordinário.
Ela estava pedalando devagar para não bater e se machucar de novo, mas parecia não conseguir manter o equilíbrio. As rodas da bicicleta balançavam de um lado a outro, e ela deu uma guinada frenética para se manter de pé quando inclinou, primeiro para a esquerda e, depois, para a direita. Eu a vi começando a cair e fiquei tenso, pronto para sair correndo e acudi-la. Então, no último esforço resistindo para se manter de pé, ela começou a pedalar mais rápido.
De repente, a bicicleta estava seguindo em linha reta, não mais balançando ou inclinando de um lado a outro. Assim que Alex acelerou, tudo ficou bem mais simples. Ela adquiriu ritmo, mantendo um movimento rápido e regular.
Ela conseguiu desviar facilmente de uma pedra no caminho, e continuou descendo pela calçada como se já pedalasse há anos. Mas, aí, a sorte mudou. No seu entusiasmo, ela olhava para mim com um enorme sorriso de orgulho. Estava andando rápido, mas sem olhar na direção em que seguia – que, infelizmente, dava direto em um carro estacionado. Ela saiu da provação com alguns arranhões, mas descobriu algumas lições importantes.
Quando Alex acelerou, descobriu que conseguia manter o equilíbrio com pequenas correções conforme continuava pedalando, em vez de balançar aos trancos o guidão de um lado ao outro. A velocidade ajudava a estabilizar a bicicleta. Ela conseguia contornar os obstáculos pelo caminho sem entrar em pânico e cair – manter-se de pé ficava infinitamente mais fácil. Ela descobriu que o segredo para uma pedalada segura e tranqüila estava em acelerar até o limite de manter o controle e olhar para frente, sem balançar desesperadamente e sem ficar olhando para as rodas. Alex aprendeu que resistir à velocidade levava ao tombo, ao passo que aproveitá-la tornava a pedalada mais fácil e bem-sucedida – até ela perder o foco e o controle.
Observando Alex no primeiro fracasso e, depois, no êxito ao aprender a aproveitar a velocidade, pensei em como os mesmos princípios se traduziam no sucesso ou fracasso das empresas e das pessoas na EV. Quando se está andando de bicicleta, se está em um ambiente que estabelece uma velocidade mínima para o êxito. Muitas pessoas e empresas hoje se encontram em situação semelhante. Mas aproveitar a velocidade não foi o suficiente para manter Alex em cima da bicicleta. Com isso ela superou a primeira bateria de obstáculos, mas tinha de fazer algo mais para evitar colidir com o carro. Hoje, o mesmo vale para as pessoas e empresas se empenhando na busca do sucesso. Quando se está em um ambiente que requer velocidade, é preciso adotá-la.
E se ela for adotada, é necessário saber o que conduz ao sucesso em alta velocidade, para evitar a colisão.
Avaliando essas três questões centrais – se a velocidade é adotada ou evitada, se ela é exigida em algum ambiente específico ou é irrelevante, e se ela atua a favor ou contra a pessoa ou a organização em questão – percebi o surgimento de quatro padrões de comportamento na EV. Para descrevê-los, apresento quatro perfis: Zepelins, Balões, Rojões e Jatos. Juntos, eles se encaixam em uma matriz de dois por dois:
Depois de conhecê-los, será possível reconhecer os comportamentos que categorizam esses perfis por toda parte que se observar – entre os colegas, na família, na empresa, na recepcionista do consultório do dentista, nas personalidades da TV. Será possível reconhecer até mesmo os seus próprios padrões de comportamento.

DVS, DVS Editora, Blog do Editor, Vince PoscenteQuando se está em um ambiente que requer velocidade, é preciso adotá-la. E se ela for adotada, é necessário saber o que conduz ao sucesso em alta velocidade, para evitar a colisão.

Por Vince Poscente.

A minha filha Alex teve muita dificuldade para aprender a andar de bicicleta. Ela insistia em aprender sozinha, e o processo foi demorado e acompanhado de uma quantidade impressionante de joelhos esfolados. Mas me lembro do dia em que ela finalmente teve um avanço extraordinário.

Ela estava pedalando devagar para não bater e se machucar de novo, mas parecia não conseguir manter o equilíbrio. As rodas da bicicleta balançavam de um lado a outro, e ela deu uma guinada frenética para se manter de pé quando inclinou, primeiro para a esquerda e, depois, para a direita. Eu a vi começando a cair e fiquei tenso, pronto para sair correndo e acudi-la. Então, no último esforço resistindo para se manter de pé, ela começou a pedalar mais rápido.

De repente, a bicicleta estava seguindo em linha reta, não mais balançando ou inclinando de um lado a outro. Assim que Alex acelerou, tudo ficou bem mais simples. Ela adquiriu ritmo, mantendo um movimento rápido e regular.

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Rebelde, rebelde velocidade

Velocidade, Livros Online, DVS Editora, Empresas, Negócios, EditoraRepense a velocidade quando adotada no desenrolar de atividades do seu dia a dia. Ser rápido é diferente de ser irresponsável. Sob outro ângulo, a velocidade também deve ser vista como nossa amiga, devemos abraçá-la e utilizá-la a nosso favor e não o contrário, sendo subjugados e oprimidos por ela.

Por Vince Poscente.

Reflita no que aprendemos quando nos são ensinados os fundamentos básicos do certo e errado, prudente e imprudente. Embora a velocidade seja vital para o sucesso e contribua no século XXI para as grandes realizações, a rapidez poucas vezes é retratada como atitude nobre, responsável ou inteligente. Muitas vezes, é caracterizada como atitude negligente, rebelde e impaciente. Querer tudo rápido significa querer compensação imediata, e a compensação imediata muitas vezes é considerada imatura e irresponsável, até mesmo moralmente errada. Ela é comparada à impaciência, curto período de atenção e atitudes infantis mimadas.

rápido ≠ irresponsável

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