Empreendedorismo: fatos, verdades e equívocos

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Caro leitor, já se foi o tempo em que abrir mão de uma carreira sólida (em areia movediça, é claro) em uma grande empresa para abrir o próprio negócio causava espanto e estranheza. Quando eu mesmo comecei, vivenciei um pouco desse estado.

Estava lá bem instalado em um banco de investimentos, quando decidi seguir a estrada solo do empreendedorismo. Eu me recordo ainda, como se fosse hoje, dos olhares espantados dos meus colegas de MBA ao escutarem o relato da minha decisão. Valeu a pena.

Naquela época (e calma, não faz tanto tempo assim), a expressão “empreendedorismo” pouco era pronunciada, os cursos de gestão e negócios não abordavam o assunto e pouquíssima literatura dedicada existia à disposição.

Contudo, em meio a tanta carência, existia também a falta de algo que nunca é demais faltar no mundo real: os clichês e conceitos, quase sempre desconectados da realidade, empacotados e anunciados com frases pré-fabricadas, pronunciadas por mestres que muitas vezes jamais empreenderam na vida (ou se empreenderam, invariavelmente colecionaram uma leva de quebradeiras travestidas e explicadas por afirmações do tipo “ah, matamos a primeira hipótese e estamos seguindo a segunda”, como se o ambiente de negócios e o universo legal/fiscal vivenciado pelo empresário brasileiro – esteja instalado em São Paulo, no Rio Grande do Sul ou em Manaus – fosse idêntico ao enfrentado na Califórnia, ou em outros polos e regiões no mundo, que para turbinar a livre iniciativa coloca à disposição ambientes extremamente desburocratizados em uma dinâmica pouco punitiva ao fracasso e irrigada com um sistema de crédito amigável).

Sugiro a conversa com um empresário de verdade (que tenha enfrentado crises, consequências pessoais difíceis por conta do caminho que decidiu escolher e perseverado construindo e colocando cada tijolo para erguer algo sólido), independentemente do porte ou setor de atuação, para questionar se este mundo colorido, leve e engraçadinho existe. Ele vai rir de você.

Então, para encurtar esse assunto e provocar um mergulho na realidade, compartilho abaixo alguns fatos bem reais sobre o mundo empreendedor, que vale a pena sim e pode trazer muita realização e bons lucros, desde que saibamos sonhar e ambicionar sem tirarmos os pés do chão.

Vamos lá:

01. Você não enfrentará menos pressão e uma carga de trabalho mais suave ao se tornar dono da sua própria empresa. Ao contrário, a pressão se multiplicará e sua carga de trabalho será exaustiva;

02. Você terá contato íntimo com a loucura burocrática do Brasil. Isso é chatíssimo e tomará um tempo precioso do seu processo criativo. Para compensar, você terá de contar com os finais de semana ou feriados e eventualmente se acostumará a acordar muito mais cedo do que acordava e encerrar seu dia tarde da noite;

03. Nem sempre seus familiares apoiarão da forma que você necessita, a dedicação que terá de dirigir para o seu projeto/negócio;

04. Você de fato vai ganhar liberdade e autonomia, que pode ser muito prazeroso para alguns, mas muitos sofrem com isso. Junto com esses benefícios vem a solidão. O empreendedorismo é sim uma atividade bastante solitária. Ao final do dia, você e seus sócios precisam tomar decisões difíceis, pagar as contas e arcar com as responsabilidades, enquanto seus funcionários vão descansar tranquilamente;

05. Você terá que ser duro muitas vezes e encarar isso com naturalidade para não sucumbir. Nem sempre você vai conseguir manter a máscara do “líder legal” e parecerá muito mais com o “chefe chato”. Não há como escapar dessa dualidade.

06. Caso seja você um empreendedor precavido e com a cabeça no lugar, sua dinâmica de aquisição de bens materiais, conforto e supérfluos vai se reduzir drasticamente, mesmo que já esteja na fase onde ganha mais dinheiro do que ganhava como empregado. O motivo é simples: o seu contato com a realidade econômica e suas consequências em caso de estresse e insucesso passa a ser tão real, que cada gasto é observado com cautela. E, acredite, isso é muito bom.

07. Não se prenda a padrões e clichês estruturais ou de comportamento na construção do seu negócio. Você não precisa ser nem o “líder legal”, nem “o chefe rabugento”, nem o “oráculo visionário do futuro” ou mesmo ambicionar ter uma sala de convivência com jogos e almofadas colorias e bolas de basquete misturadas com raquetes e mesas de pingue-pongue. Tudo isso pode ser muito legal e realmente divertido, mas não pode se transformar em um propósito em si. No lugar disso, seja você mesmo, desde que muito eficiente, e preocupe-se em contar com uma estrutura funcional e organizada de trabalho. Não perca tempo.

08. Muito do que se lê sobre empreendedorismo passa a impressão a um observador com pouca astúcia de que, “no mundo de hoje”, empreender necessariamente relaciona-se com inovação ou inovação tecnológica. Isso é falso, e você não precisa lidar com tecnologia, com a web ou com a inovação necessariamente dita para se tornar um empreendedor bem sucedido. O mundo não pode prosseguir sem agronegócio, fertilizantes, açougues, hotéis, serviços para pets, serviços domésticos, segurança privada, supermercados, lojas de rua (quase nenhuma ou pouquíssimas operações de e-commerce são rentáveis), restaurantes, bares, casas noturnas, serviços de limpeza e lavanderias, estruturas de escritórios compartilhados, iniciativas culturais, produção de conteúdo, cinema, teatro, consultorias presenciais com empenho de cérebros humanos realmente preparados e privilegiados, etc., etc., etc., etc. E naturalmente tudo aquilo que é intrinsecamente ligado à tecnologia da informação e do processamento. Não se enquadre em modelos. Procure trabalhar com o que você gosta de fazer e diferencie-se seja pela exploração de um nicho de mercado, de uma forma nova ou significativamente melhor de atender e trabalhar, pelo atendimento de necessidades reais, ou simplesmente fazendo melhor aquilo que muitos já fazem há séculos.

09. Dependendo do negócio que pretende montar, você não precisará necessariamente de um investidor, seja um “anjo” ou um venture. Necessitará, sim, de alguma reserva para eventualidades e coberturas. Trate o processo de atração de um investidor de risco com o máximo de maturidade e apenas se for mesmo imprescindível.

10. Acostume-se com o fato de que por mais que adore atuar no setor onde decidiu empreender, muitas vezes (cotidianamente) terá de se dedicar a atividades chatas e desagradáveis. Isso faz parte e talvez seja o antídoto para que não se transforme em um compulsivo pelo trabalho e deseje sustentar uma vida pessoal e afetiva satisfatória e totalmente dissociada da sua empresa. Não abra mão desse equilíbrio.

11. Por último, é importante que se entenda que empreender está mais para um estilo de vida que decidiu viver do que para um passeio no bosque. Exigirá paciência, resiliência, sangue frio e força. Não é para qualquer um e não é nada fácil, mas vale muito a pena.

Até o próximo.

Vida empreendedora: as vantagens da ética com sustentabilidade

Por: Cláudia Martinelli, especialista em economia sustentável, e articulista da Plataforma Brasil Editorial

Em tempos em que a falta de ética de diversas instituições públicas e privadas está na pauta dos jornais e nas conversas, é importante lembrar que esse conceito é uma das bases da sustentabilidade. De acordo com Flávia Moraes, consultora de sustentabilidade e professora do Curso de Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa da FGV, a “ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionado com o sentimento de justiça social”.

É importante lembrar que a ética está ligada à relação com o outro e este não precisa ser necessariamente um indivíduo próximo ou que viva na mesma época que você. Ao pensarmos eticamente nossa relação com o outro, é importante considerar aqueles que serão afetados direta e indiretamente pelas suas decisões e também como estas afetarão as gerações futuras.

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Quando a empresa tem processos produtivos questionáveis, mantém um relacionamento desigual com seus fornecedores, age de forma desrespeitosa com a comunidade do entorno e/ou não se preocupa com o bem estar de seus funcionários, essa empresa está sendo antiética.

No entanto, nessa análise, precisamos ir um pouco além. Muitas vezes consideramos a empresa como uma entidade independente das pessoas que nela trabalham. Isso faz com que, quando a empresa possui práticas antiéticas, esqueçamos as responsabilidades dos indivíduos envolvidos nas decisões tomadas. Dessa forma, uma empresa é o resultado do conjunto de decisões e ações das pessoas que trabalham nela.

Nos tempos atuais, é importante lembrarmos da nossa responsabilidade com o outro no nosso dia a dia. Como é minha conduta no trabalho, na minha empresa? Como lido com os meus funcionários ou subordinados? Eu tenho práticas que considero antiéticas, mas faço “porque todos os meus concorrentes também fazem” ou “porque é a cultura da empresa”?

A reflexão sobre as decisões éticas individuais, que também se refletirão na empresa, não é apenas uma questão moral. Ela pode ser vista também como uma questão de competitividade. O Relatório Global de Corrupção da Transparency International 2009 aponta diversas vantagens que uma empresa ética pode obter:

• Quando a empresa possui forte governança interna e integridade empresarial, esta gera “dividendos de integridade”, o que contesta a alegação que as instituições não poderiam deixar as práticas antiéticas sem comprometer as possibilidades de negócios.

 Empresas que possuem mecanismos de combate à corrupção e normas éticas sofrem até 50% menos corrupção. Essas empresas também possuem menor probabilidade de perder oportunidades de negócios do que as empresas sem esses programas.

 Muitas empresas com boas práticas de cidadania corporativa muitas vezes superam suas concorrentes.

 Companhias com governança empresarial robusta, localizadas em economias emergentes, estão associadas ao melhor desempenho e à valorização no mercado.

Para finalizar, proponho a você, caro leitor, que examine suas atitudes e decisões dentro da sua empresa, especialmente se você for um empreendedor, e questione se elas estão dentro do que a sociedade e você consideram éticos. O que poderia ser feito para a sua empresa ter práticas mais próximas do seu ideal ético? Esse questionamento periódico ajudará você a ajustar suas ações e terão um reflexo grande no seu entorno.

Até o próximo.

12 pontos que você deve evitar para não destruir o seu plano de negócios

Empreendedorismo

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Caro leitor, caso seja você um empreendedor que está desprovido de capital próprio para tocar a sua ideia e necessita do capital de terceiros, seja ele originado em um venture capital ou em um conjunto de investidores anjo, um Plano de Negócios será peça fundamental para o êxito da captação.

Neste contexto é redundante explorar sobre o quanto de efetividade e clareza devem estar expressos no documento que será elaborado, e é óbvio que ninguém deseja projetar o seu negócio a partir de um Plano de Negócio ineficaz e sem sentido, mas por mais elementar que isso possa parecer, algumas armadilhas no momento de sua concepção, podem resultar justamente no efeito contrário ao desejado.

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Então, já que existem inúmeras publicações que abordam como concebê-los, mas quase nenhuma ou pouquíssimas deixam claro o que não se deve fazer na hora de montar o seu business plan, decidimos caminhar na contramão e exibir justamente o que deve ser evitado a todo custo.

Vamos lá:

01. Ocupe um imenso espaço do conteúdo com informações subjetivas, retóricas e de entendimento abstrato do negócio;

02. Não apresente uma tese clara de investimentos, explicitando objetivos e destinos claros, e nem se preocupe em detalhar o empenho deste capital pretendido;

03. Preocupe-se em conceber um material extenso, com muitas e muitas folhas de papel, sem nem mesmo reservar um breve espaço a um resumo conciso e executivo do negócio. Sim analistas dispõe de todo o tempo do mundo para avaliar uma incógnita;

04. Não esclareça com bom detalhamento as memórias de cálculo;

05. Não apresente um claro estudo de viabilidade econômico-financeiro;

06. Projete apenas por um único ano, no lugar de 5, 6 ou mais anos;

07. Não se preocupe em abordar sobre as possíveis estratégias de saída de um potencial investidor;

08. Não apresente as taxas internas de retorno;

09. Não posicione o negócio no contexto que envolva concorrentes, mercados e segmentações;

10. Conceba uma modelagem financeira engessada que não permita a formatação de novos e adversos cenários;

11. Dedique um bom espaço para a retórica politicamente correta nas empresas. Investidores adoram isso.

12. Carregue no otimismo com as informações que apresentar. Neste caso não se importe em expor fundamentações.

Boa sorte e até o próximo.

Livro apresenta soluções práticas para franqueados obterem sucesso

– Recomendado por especialistas a todos que desejam trabalhar com franquias.

– Escrito pelos sócios da Praxis Business, empresa especializada no mercado de franchising brasileiro.

O livro Gestão do Ponto de Venda – Os Papéis do Franqueado de Sucesso (DVS Editora), desenvolvido pelos sócios da Praxis Business, empresa especializada em franchising, chega para contribuir na transformação de franqueados em empresários bem-sucedidos. A publicação é resultado de uma análise prática e atual sobre os desafios, alternativas e soluções para o desenvolvimento do ponto de venda.

Dos mesmos autores de Gestão Estratégica do Franchising, voltado a empresas que desejam estabelecer uma estratégia de franquias, o livro Gestão do Ponto de Venda explora as boas práticas, caminhos e exemplos de franqueados que executam com excelência a gestão de seus negócios, nas áreas de finanças, pessoas e vendas. Com isso, os autores pretendem:

Fornecer conhecimento Prático, Atualizado e Relevante (PAR) para o Franchising & Varejo.

Aliar prática e teoria na medida exata sobre a operação de um negócio franqueado.

Provocar reflexões relevantes sobre a Gestão de uma Unidade Franqueada.

Compartilhar conhecimento dos autores ao longo das experiências diferenciadas de cada um.

Ser uma fonte de consultas e inspirações sobre assuntos pertinentes à operação e gestão da unidade franqueada.

Gerar resultados consistentes para os negócios e carreiras de todos os envolvidos.

As empresas franqueadoras precisam estar em constante ritmo de evolução e mudanças, dadas as necessidades do mercado e dos consumidores, cada vez mais exigentes e informados, num cenário de aumento de custos diversos. Sendo assim, é imprescindível a capacitação dos franqueados para o desenvolvimento global do negócio. Gestão do Ponto de Venda foi produzido justamente para atender essa necessidade.

Gestao do Ponto de Venda - Os papeis do franqueado de sucessoPortanto, a obra é indicada tanto para redes franqueadoras que pretendem apoiar a transformação de seus franqueados em empresários – para atuarem de forma alinhada às suas diretrizes e padrões –, para os próprios franqueados, que gerenciam uma ou mais unidades, ou ainda para empresários independentes que pretendem aperfeiçoar a gestão de seu negócio.

SOBRE A PRÁXIS BUSINESS

Em setembro de 2009 Adir Ribeiro fundou a empresa. Segundo os gregos “Praxis é o processo

pelo qual uma teoria, lição ou habilidade é executada ou praticada, se convertendo em parte da experiência vivida.” Fundada como Praxis Education, seu foco era em treinamentos.

Em 2010, a empresa passou a desenvolver projetos de Consultoria e redefiniu seu posicionamento para Consultoria e Educação Corporativa. Novos sócios trouxeram suas experiências à empresa: Mauricio Galhardo – Sócio-Diretor Administrativo-Financeiro, Leonardo Marchi – Sócio-Diretor de Educação Corporativa e Luis Gustavo Imperatore – Sócio-Diretor de Consultoria.

No final de 2011, publicaram o livro Gestão Estratégica do Franchising, também pela DVS Editora. Em 2012 a empresa ampliou sua atuação com a área de Atendimento & Vendas, gerida pelo novo Sócio-Diretor, Tonini Junior, e passou a se chamar PRAXIS BUSINESS. Em 2014, completou 5 anos e consolidou-se no mercado de Franchising & Varejo.

Gestão do Ponto de Venda – Os Papéis do Franqueado de Sucesso
Autores: Adir Ribeiro, Maurício Galhardo, Leonardo Marchi, Luís Gustavo Imperatore, Tonini Júnior
Editora: DVS Editora
Páginas: 296
Preço: R$ 45
ISBN: 978-85-8289-099-8

Você não precisa falir para ser tornar um empreendedor

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Como se tornar um empreendedor de sucesso

Meus caros, a vida empreendedora pode atrair muito. A lista de motivos é extensa: liberdade profissional, controle da própria agenda, o comando na condução dos rumos do próprio trabalho, a garantia de não ser descartado do mercado quando atingir mais de cinquenta primaveras, a possibilidade de ganhos substanciais, etc, etc, etc.

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+ Livros que o guiarão pela sua jornada empreendedora

Contudo, o senso de sobrevivência financeira vai falar alto (caso seja você um empresário de potencial e dotado de bom senso) e poderá fazer surgir algumas nuvens no seu planejamento. Mas na maioria dos casos não há motivo para desanimo e é bom você saber que é perfeitamente possível iniciar a sua estrada no empreendedorismo sem com isso liquidar suas reservas.

Vejamos:

1. Tente iniciar sua vida de empresário com negócios que demandem o mínimo de investimentos em equipamentos, estoques e estruturas comerciais ou de processamento onerosos;

2. Olhe com carinho para as atividades que podem nascer da sua própria qualificação profissional;

3. Ao montar seu modelo de negócios pense nas estruturas de soluções que sua capacitação pode desenvolver e oferecer;

4. Não se importe em começar com estrutura mínima. Admita a possibilidade de trabalhar em um “home office”, desde de que tenha disciplina para tanto e não seja seduzido pela proximidade da geladeira ou da cama do seu quarto;

5. Analise os serviços de escritórios virtuais disponíveis. Em alguns deles, você poderá contratar a recepção personalizada de uma telefonista que lhe encaminhará os recados e locar, sempre que necessário, uma sala para reuniões;

6. Desenvolva parcerias estratégicas com empresas mais consolidadas e bem instaladas, a partir de uma relação de complementariedade. Isso permitirá o compartilhamento de ambientes corporativos estruturados, além de possibilitar o intercâmbio técnico entre equipes;

7. Tome cuidado com os custos mensais constantes – ou “custeio”, para os mais clássicos. São eles que podem fragilizar a sua sustentação financeira caso não conte com entradas mensais também recorrentes;

8. Esteja pronto para uma jornada de longo prazo;

9. Mas desenvolva fontes de receita para o curtíssimo, o curto, e o médio ou longo prazo;

10. Reúna parceiros de confiança e que compartilhem ideias parecidas. Juntos serão mais fortes e institucionalmente mais respeitados;

11. Seja disciplinado e cuidadoso com a sua disponibilidade de tempo, uma vez que terá que se multiplicar por muitos, a não ser que deseje bancar o custo fixo de dois ou três colaboradores. Nunca a máxima “tempo é dinheiro” fará tanto sentido.
Boa sorte e até o próximo. [Via Revista Criática]

Livro aborda aspectos positivos e negativos do humor

Descubra como funciona o humor e por que ele é tão importante para o bem-estar físico e mental. Acompanhe a trajetória do humor nacional e internacional e entenda o que leva humoristas a se envolverem em tantas polêmicas.

Ha! Ha! Ha! – O Bom, o Ruim e o Interessante do HumorO livro Ha! Ha! Ha! – O Bom, o Ruim e o Interessante do Humor (DVS Editora), do professor Victor Mirshawka, apresenta uma visão ampla tanto do papel do humor na sociedade como da influência que ele exerce sobre cada um de nós. Uma pessoa bem-humorada, por exemplo, é valorizada na sociedade, não só em momentos de descontração como também no ambiente de trabalho.

Diante da importância do humor e para estudá-lo a fundo, Victor Mirshawka divide o tema em três partes. O lado o bom – conforme mencionado acima –, o ruim e o interessante do humor. De acordo com suas pesquisas, o autor traz à tona os efeitos colaterais das piadas, já que todas acabam, de alguma forma, ofendendo alguém. “Toda piada contém alguma crítica ou uma superioridade intolerável”, destaca. Nesse ponto podemos enquadrar humoristas que estão constantemente envolvidos em polêmicas. O livro mostra que é preciso ter muito cuidado para que o humor não se torne excessivamente agressivo ou desmoralizante.

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Por fim, o aspecto interessante está relacionado ao riso – uma reação capaz de trazer benefícios à saúde física e mental. O livro explica, por exemplo, que rir pelo menos 20 vezes ao dia é essencial para o bem-estar, e contribui para isso com um texto leve, descontraído e recheado de piadas. Afinal de contas, para estudar o humor é preciso também praticá-lo.

Mirshawka dedica ainda dois capítulos a um histórico composto pelos principais humoristas dos últimos 100 anos, especialmente os brasileiros. Entram aí, inclusive, os grandes sucessos recentes do cenário nacional como Danilo Gentili, Fábio Porchat, Fernando Caruso, Marcelo Adnet, entre outros. Claro que para chegar até eles o autor acompanha o desenvolvimento de diversos setores como TV, teatro, publicações impressas e cinema.

Os grande humoristas internacionais também são abordados em Ha! Ha! Ha!, que destaca as grandes contribuições de artistas como Jerry Lewis, Roberto Bolaños – o eterno Chaves, Jerry Seinfeld, os integrantes do grupo Monty Python e mais. Desse modo, o livro destina-se a qualquer um que se interesse ou queira entender como o humor funciona, ou que simplesmente goste de dar boas risadas: o que faz muito bem!

SOBRE O AUTOR
Victor Mirshawka é engenheiro, mestre em Estatística, professor, autor de dezenas de livros, gestor educacional, palestrante e consultor. Diretor do Conselho de Ensino da FAAP e editora da revista Criática.

Ha! Ha! Ha! – O Bom, o Ruim e o Interessante do Humor
Autor: Victor Mirshawka
Editora: DVS Editora
Páginas: 400
Preço: R$ 50
ISBN: 978-85-8289-098-1

Conheça os 9 tipos de inteligência humana: em quais você se destaca?

(Créditos: Charly W. Karl | Creative Commons)(Créditos: Charly W. Karl | Creative Commons)

Até a década de 1980, o único modo utilizado para avaliar a inteligência dos seres humanos eram testes de QI. Foi quando uma equipe de pesquisadores liderada pelo psicólogo Howard Gardner, em Harvard, nada satisfeitos com o modelo vigente, lançaram um novo olhar sobre o tema e chegaram à conclusão de que existem vários tipos de inteligência e que avaliar apenas um aspecto – a capacidade de lidar com operações aritméticas, por exemplo – não poderia ser conclusiva.

A diferença das inteligências no mundo animal e uma série de outros critérios foram utilizados para categorizar a inteligência humana em 9 tipos. A pesquisa até hoje é controversa no mundo científico, mas no campo da educação era prova seu valor pois ajuda profissionais da área a desenvolver a capacidade intelectual de crianças muito diferentes entre si.

Veja abaixo os 9 tipos de inteligência humana e encontre dicas de leitura para desenvolver algumas dessas inteligências [Fonte: WikiPédia]:

 

1) Inteligência Lógico-matemática.

A capacidade de confrontar e avaliar objetos e abstrações, discernindo as suas relações e princípios subjacentes. Habilidade para raciocínio dedutivo e para solucionar problemas matemáticos. Cientistas possuem esta característica.

DICA DE LEITURA:
+ Os números governam sua vida: A influência velada das probabilidades e da estatística em tudo o que você faz.
+ Matemática para Empreendedores

 

2) Inteligência Linguística.

Caracteriza-se por um domínio e gosto especial pelos idiomas e pelas palavras e por um desejo em os explorar. É predominante em poetas, escritores, e linguistas, como T. S. Eliot, Noam Chomsky, J. R. R. Tolkien, W. H. Auden, Fernando Pessoa, Machado de Assis, Haruki Murakami, George R.R. Martin, entre outros.

DICA DE LEITURA:
+ Redigir – Agir por escrito: Desenvolva sua redação e criatividade
+ Book in a Box: Técnicas Básicas para Estruturação de Romances Comerciais

 

3) Inteligência Musical.

Identificável pela habilidade para compor e executar padrões musicais, executando pedaços de ouvido, em termos de ritmo e timbre, mas também escutando-os e discernindo-os. Pode estar associada a outras inteligências, como a lingüística, espacial ou corporal-cinestésica. É predominante em compositores, maestros, músicos, críticos de música como por exemplo, Ludwig van Beethoven, Leonard Bernstein, Midori, John Coltrane, Mozart, Maria Callas.

 

4) Inteligência Espacial.

Expressa-se pela capacidade de compreender o mundo visual com precisão, permitindo transformar, modificar percepções e recriar experiências visuais até mesmo sem estímulos físicos. É predominante em arquitetos, artistas, escultores, cartógrafos, geógrafos, navegadores e jogadores de xadrez, como por exemplo Alexander von Humboldt, Michelangelo, Frank Lloyd Wright, Garry Kasparov, Louise Nevelson, Helen Frankenthaler, Oscar Niemeyer.

DICA DE LEITURA:
+ Aerotrópole: o modo como viveremos no futuro

 

5) Inteligência Corporal-cinestésica.

Traduz-se na maior capacidade de controlar e orquestrar movimentos do corpo. É predominante entre atores e aqueles que praticam a dança ou os esportes, como por exemplo Cristiano Ronaldo, Marcel Marceau, Martha Graham, Michael Jordan, Pelé, Eusébio, Messi, Sébastien Loeb.

 

6) Inteligência Intrapessoal.

Expressa na capacidade de se conhecer, é a mais rara inteligência sob domínio do ser humano pois está ligada a capacidade de neutralização dos vícios, entendimento de crenças, limites, preocupações, estilo de vida profissional, autocontrole e domínio dos causadores de estresse, entre outros diversos comandos de vida que permite a pessoa identificar hábitos inconscientes e transformá-los em atitudes conscientes.

DICA DE LEITURA:
+ 8 ou 80: Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram aí, dentro de você
+ A revolução do pouquinho: Pequenas atitudes provocam grandes transformações
+ Chi Mental: Estratégias de sucesso para a sua vida pessoal e profissional

 

7)Inteligência Interpessoal.

Expressa pela habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros. Encontra-se mais desenvolvida em políticos, religiosos e professores, como por exemplo o Mahatma Gandhi e Adolf Hitler .

DICA DE LEITURA:
+ Redes: o Despertar da Consciência Planetária
+ Saber Negociar – Competência Essencial

 

8) Inteligência Naturalista.

Traduz-se na sensibilidade para compreender e organizar os objetos, fenômenos e padrões da natureza, como reconhecer e classificar plantas, animais, minerais, incluindo rochas e gramíneas e toda a variedade de fauna, flora, meio-ambiente e seus componentes. É característica de biólogos, geólogos mateiros, por exemplo. São exemplos deste tipo de inteligência Charles Darwin, Rachel Carson, John James Audubon, Thomas Henry Huxley.

 

9) Inteligência Existencial.

Investigada no terreno ainda do “possível”, carece de maiores evidências. Abrange a capacidade de refletir e ponderar sobre questões fundamentais da existência. Seria característica de líderes espirituais e de pensadores filosóficos como por exemplo Jean-Paul Sartre, Søren A. Kierkegaard, Frida Kahlo, Alvin Ailey, Margaret Mead, Bento XVI e o Dalai Lama.

DICA DE LEITURA:
+ Ruídos Mentais: Reflexão em Pequenas Doses
+ Insight: textos que promovem uma profunda reflexão

 

Com base no que leu acima, qual é o seu tipo de inteligência?

Empresariado em cima do muro: prejuízo na certa

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Caros leitores, relutei muito em retomar a abordagem político-econômica para este texto que agora escrevo, olhando pela janela do meu escritório na região da Avenida Paulista o caldeirão em fogo constante e ameaçando ferver a qualquer momento, por conta do atual panorama. Foi então que concluí ser impossível no momento escapar a essa pulsão, e decidi me render.

Indecisão

E não é com lamento que vejo a sociedade civil acordar da apatia na qual se enfiou em anos recentes, alimentada em seus sonhos (e em muitos devaneios brazuca-megalômanos é verdade) e em suas geladeiras e contas bancárias, por conta de um ciclo econômico e político sem sustentação e que agora se extinguiu, nos mandando a fatura com juros, correção monetária e elevação das taxas tributárias. A vida é assim –  e a história está aí para comprovar-  maluquices ideológicas de esquerda e de direita sempre terminam em frustração, pesar e arrependimento. Contudo, o aprendizado fica, e aprender com isso é uma obrigação.

Porém dessa nossa sociedade tão multifacetada, que os ideólogos de plantão tentam a todo custo rotular como “a elite”, ‘a burguesia”, “os trabalhadores”, “a elite branca”, “a voz das ruas”, “o povo” etc. etc pinça-se um grupo (como tantos outros) que caracterizam o ambiente empreendedor.

Eles estão presentes em todas as classes sociais, mas de uma maneira geral compram riscos, e assumiram um modo de vida onde são os próprios geradores dos meios que resultam no seu sustento ou acúmulo de capital. Mais do que isso, enfrentam o holocausto burocrático no qual o nosso ambiente de negócios se transformou, dão como quase certo a derrota em quase qualquer ação trabalhista que contra eles seja movida, e ainda precisam conviver bem humorados com os estigmas ideológicos (ah me esqueci, precisam participar também de iniciativas sócio-ambientais voluntárias, mesmo que o negócio ocupe uma sala de apenas vinte metros quadrados). Em resumo, essa gente rala –  e sem reconhecimento – mas talvez estejam atuando sem perceber, fortalecendo as iniciativas dos seus próprios algozes, ao não se organizarem.

Sabemos que uma democracia moderna, sólida, próspera e madura depende da atuação equilibrada de todas as forças que politicamente podem se expressar, e se uma destas forças se cala, o conjunto todo se subtrai com o benefício do contraditório desaparecendo. Assim, um empresariado desarticulado tende a permanecer em cima do muro (sim existe uma legião de insatisfeitos e indignados), e sem coesão sofre a diluição dos seus pleitos, que de maneira geral, podem apostar, converge totalmente com a linha da razoabilidade desejada pela esmagadora maioria da população (aqui sem rótulos), ou seja, viver em paz, com liberdade, credores dos serviços públicos que devem se obrigar a ser bons diante da carga tributária exorbitante que pagamos, com instituições fortes que nos protejam de absurdos, maluquices e experimentos ideológicos dogmáticos, e com isso prosperar e fazer prosperar.

Trata-se portanto de uma força política adormecida, ainda em apatia, com setores importantes caindo nas garras da cooptação do poder estatal (esse último acaba sempre dando em cadeia ou em noites mal dormidas regadas a tarjas pretas), tendo que suportar a bota regulatória cada vez mais hostil, impostos opressivos e uma economia por vezes tocada por ineptos condutores de experimentos.

O contrário, resultaria em normalidade, estabilidade, mantendo lubrificadas as engrenagens do pendulo democrático, maior bolo de riqueza a se distribuir pelo trabalho e certamente dias mais amenos.

Até o próximo.

 A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação

9 dicas para identificar a “produção de espuma” que pode atrapalhar seu sucesso

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Meu caro, você vem construindo o seu negócio e a sua carreira empreendedora com trabalho árduo, sacrifícios e efetividade. Nunca há tempo para perder, seu convívio social e familiar por vezes é prejudicado, e eventualmente até mesmo o sua saúde padece. Sim não é para qualquer um.

Porém, com o passar do tempo e depois de alguns êxitos, os resultados começam a aparecer tornando-se cada vez mais constantes e, finalmente, o seu projeto começa a ganhar corpo, demandar novos talentos e colaboradores. Em resumo você precisa de gente, capaz e comprometida. Afinal de contas, um negócio ainda não maduro (vale também para os maduros, mas a ineficiência dos recursos humanos em um empreendimento ainda pequeno, pode cobrar a sua própria sobrevivência) e bem administrado não pode negligenciar a importância de contar com um pessoal competente, dotado de iniciativa e senso de realização.

Contudo, nem sempre é o que acontece, e muita gente ruim pode se aproximar e atuar como parasitas, loucos para grudar em um foguete que tem tudo para subir, tentando usufruir dos resultados mas sem contribuir efetivamente com nada para isso. Pelo contrário, operam como pesos extras sem somar nada ou quase nada, mas aparentando um grande composto de qualidades a disposição. São os produtores de espuma.

Sendo assim, identifique-os o mais rápido possível e não ofereça uma segunda chance aos participantes.

Você localiza os sinais da produção de espuma quando:

1. A superficialidade tomam conta do dia a dia, fugindo do aprofundamento e da tensão natural de quem esta realmente preocupado em realizar alguma coisa útil ede valor;

2. As soluções apontadas sempre remetem aos cansativos modismos de gestão, de forma desconectada da realidade, e onde a retórica tomada de frases feitas e “lugares comum” tomam conta de discussões que deveriam ser profundas e com abordagem detalhada e realista;

3. Dúvidas e questionamentos não surgem quando temas complexos são colocados em cima das mesas de reunião e trabalho;

4. O apego a sinais de status corporativo assume uma importância superior ao desejo de reconhecimento pela realização por meio de remuneração financeira;

5. Discussões acaloradas não ocorrem e nenhuma tensão derivada do processo de concretização pode ser observada;

6. A valorização do “generalista” assume contornos patológicos pela incapacidade de reconhecer a importância do aprofundamento e do aparato de conhecimento técnico;

7. O conhecimento técnico é desvalorizado;

8. Perde-se tempo demais em demandas pessoais e seus impactos;

9. A vaidade excessiva passa a ser encarada como algo a ser cultivado e arma de relacionamento e posicionamento social no ambiente de trabalho.

Por fim, saiba que a lista é extensa, mas aqui já temos uma boa amostragem para facilitar a sua identificação.

Até o próximo.

O valor econômico da dissidência corporativa

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Caros leitores, desta vez um pouco do “mundo corporativo”, suas aventuras e desventuras. Ao longo da minha vida profissional, tive o privilégio de vivenciar uma boa diversidade de experiências e situações. Não faltaram fusões, aquisições, agudas reestruturações organizacionais, e alguns naufrágios. Ricas passagens, de onde acredito que o maior aprendizado (sem desmerecer o técnico e metodológico), de longe, foi e continua sendo, originado na oportunidade de observar a complexidade do impacto humano nas organizações.

Trata-se de algo multifacetado, que teima em desafiar modelos preestabelecidos e a própria lógica, seja ela natural, ou convenientemente fabricada. Uma conjugação que nasce das vivências individuais de cada participante do “jogo”, forjando crenças, ilusões e certezas absolutas, ou quem sabe, certeza sobre nada.

É juntamente por isso, creio eu, que determinada prática ou método naturalmente aceito em uma determinada empresa, em um determinado setor, é impensável ou “fora de cogitação” em outra empresa, muitas vezes do mesmo segmento.

No entanto, seja olhando a minha trajetória pelo retrovisor, ou observando o momento atual, sempre me deparo com um típico indivíduo presente em quase todas as situações. Ele se incorpora em diferentes pessoas, independentemente da experiência profissional, formação técnica, ou posição hierárquica. Trata-se do dissidente. Demonizado, injustiçado e preterido pela insana cultura do “yes man” ou do “tudo é possível se você acreditar”, esse sujeito é vítima das mais vigorosas perseguições corporativas. Ele é o obstáculo, a “pedra no sapato” o “cara do contra”.

Naturalmente, muitas vezes é fonte geradora de inúmeros problemas, porém, em outras ocasiões, traz salvação, lucidez, e uma visão pé no chão – e de longo alcance por meio do seu ceticismo saudável –  dos acontecimentos.

O fato, leitores, é que cada vez mais noto que muitas lideranças detestam dissidências ou críticos habilitados e corajosos – para alguns espíritos corporativos mais desprovidas de auto confiança, audácia e coragem são o equivalente a xingar a mãe. Para estes profissionais, não é nada fácil conviver com “essa gente resistente” com voz crítica que resiste aos absurdos, ao impossível, à insensatez , e se recusa a trabalhar de joelhos para manter o emprego.

Contudo, não é fácil ser um dissidente dias de hoje. Para se proteger, precisam de disfarces durante os eventos e congressos – muitas vezes de teor disfarçadamente técnico – mas na verdade de forte cunho motivacional ou comportamental barato, tão comuns ao dia a dia do executivo padrão. Precisam ingerir doses e doses de paciência e fundamentar com precisão os seus argumentos, encarando a solidão de quem é possuidor de convicções próprias e ainda lidar com o fato de eventualmente serem preteridos – ao menos por algum tempo – na cena corporativa.

Mas sabem que ao final do capítulo serão na maioria das vezes recompensados, ou em último caso poderão puxar o carro e partir para outra experiência corporativa onde inteligência e lucidez contam pontos. Por tudo isso, tenho que admitir: gosto desses “resistentes”, da sua força para dizer não quando a maioria diz sim, de sua capacidade em criticar o que deve ser criticado, navegando contra a maré, enfrentando o conjunto, o grupo, o status quo, de assumir o pessimismo quando ele fizer sentido.

Profissionais que desejam destaque genuíno, e longa vida profissional, precisam entender que não se submeter ao curso corrente das águas ajuda a manter a sanidade, a se olhar no espelho com mais orgulho, a preservar a integridade de suas capacidades e com isso a sua própria empregabilidade futura.

Façamos justiça, muitas vezes dizer não, evita tragédias anunciadas, protege reputações (algumas empresas envolvidas no “petrolão” adorariam poder contar com um bom dissidente) e bons fluxos de caixa.

Até o próximo.

10 mandamentos da autossabotagem empresarial que você deve evitar a qualquer custo

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Caros leitores, poucos empreendimentos são tão complexos, tão viscerais e envolventes do que montar um negócio e dele sobreviver. Envolve trabalho duro, disciplina absoluta, disposição a inúmeros sacrifícios, sangue frio, eventualmente alguns enfrentamentos familiares difíceis (com consequências inesperadas), além do desprendimento diante do abismo que pode se abrir no meio do caminho.

Durante um bom tempo, o empreendedor vive a vida no fio da navalha, num constante gerenciamento de riscos e em permanente expectativa. No percurso, muitos valores e capacidades são acessados e por vezes desenvolvidos. Força de caráter, determinação, capacidade de superação constante, concentração, Com o tempo, e depois de uma boa estrada percorrida, o êxito se aproxima e com ele surge uma nova classe de riscos e perigos. Alguns destes, com impactos de toda ordem, priorizam afetar e operar na mente do empresário, sendo portanto essencial o seu reconhecimento, sem o qual será impossível combatê-los.

Tratam –se dos efeitos da autossabotagem, muito comuns quando a fase mais crítica já passou e se experimenta os louros da vitória (que quase sempre é efêmera quando nos descuidamos). Fruto de um conjunto de equívocos de julgamento e permeado de preconceitos irreconciliáveis, eles podem matar o futuro da sua empresa para sempre.

Assim senso, listamos alguns mandamentos para nunca seguir.

1. Crie complexidades gerenciais, abandonando a simplicidade, burocratizando com novas “modinhas” de gestão e conceitos propalados por “especialistas” que jamais construíram um único empreendimento bem sucedido que seja.

2. Se estiver vivenciando uma fase de bonança econômica, com o alto empresariado em estado de graça (principalmente se for em apoio ao governo de plantão) mídia internacional glorificando a pujança do seu país e a mídia interna despejando boas notícias cotidianamente, desenvolva a crença de que daqui em diante tudo o que se pode esperar é mais êxitos, mais mercados e por conta disso você pode finalmente relaxar um pouquinho.

3. Uma vez absolutamente convicto do sucesso do seu plano de negócios, tome dívidas financiando o seu capital de giro (sem se importar em enxugar para valer a sua estrutura) e sem nenhum plano de contingência.

4. Após colecionar algumas vitórias deixe a mente voar, pensando grande, muito grande e longe. Afinal você não chegou aqui por acaso e uma “energia” o acompanha e protege. Com esse caldo deixe a sua megalomania fluir, afinal de contas você sabe que pode vencer todos os obstáculos que surgirem, basta acreditar. E além do mais você está sempre acompanhado pelo signo da sorte, e pode contar com ela.

5. Após os primeiros tempos mais difíceis e depois de alguns sacrifícios duros enfrentados, ao invés de tornar a experiência passada em uma estrutura cultural permanente na espera de novos tempos também complicados, afrouxe um pouco ! Não seja tão duro com você mesmo e sua equipe, deixe de lado essa disciplina financeira tão rigorosa e deixem as coisas fluir mais naturalmente.

6. Reduza a carga de trabalho, e pare de pensar tanto assim em outras inovações ou aperfeiçoamentos. Você lutou muito para estar aqui, agora é hora de relaxar;

7. Contenha um pouco os seus críticos e se eles forem internos coloque-os logo na geladeira. Gente assim só serve para atrair “energias” más e acabam por desestruturar o clima “positivo” do ambiente. Neutralize o senso crítico ao redor o mais rápido que puder, não deixe que isso influencie negativamente o resto da equipe;

8. Depois de tanto tempo construindo o seu negócio com rigor e disciplina operacional e financeira, cumprindo prazos, e primando pela eficiência honrando compromissos oferecendo total confiabilidade, já é hora de relaxar um pouco, caso contrário talvez o senso lúdico se vá para sempre, sem contar  com o senso de humor  – essencial ao processo inovador – que pode ser evaporado definitivamente com essa história toda de disciplina e organização ;

9. Na hora de contratar, esqueça um pouco essa caretice de formação, ética e capacidade profissional, em prol de pessoas mais divertidas e menos carrancudas. A energia que elas trazem pode provocar transformações inesquecíveis (E não perca tempo tentando conciliar, procurando os dois perfis no mesmo corpo, pois essa gente muito séria no trabalho é chata demais).

10. deixe de lado a crença de que algo poderá dar errado no futuro, desapegue-se disso, e apegue-se à certeza do sucesso. Ai sim, tudo vai dar certo, basta acreditar.

Até o próximo.

Mundo corporativo: o imprescindível equilíbrio

Por: Carlos Jenezi, especialista em desenvolvimento de produtos e articulista da Plataforma Brasil Editorial.

As empresas são o reflexo de seus líderes, não há como negar. Dentre tantos conceitos e verdades sobre o mundo corporativo, essa é umas das que perduram e resistem ao passar do tempo. Não existe missão, visão, valores ou qualquer frase bonita em um quadro na parede que supere o papel do líder na construção da cultura de uma empresa. A razão é muito simples: são eles que tomam as principais decisões.

Quando falamos em cultura, falamos de um conceito difícil de descrever. Em resumo é a cara que empresa tem perante o mercado, seus clientes, funcionários. É o caminho estratégico (um dos mais importantes) que ela escolher para si como rota para o sucesso, o modus operandi que supostamente a diferencia dos concorrentes e a faz chegar em suas metas de longo prazo.

Neste contexto, colocar os gestores como principais “guardiões da cultura” funciona relativamente bem na maioria das vezes, já que os líderes costumam ser contratados, entre outros motivos, por sua adequação aos conceitos de gestão – em diversos aspectos – que a empresa prega e que em algum momento escolheu como caminho a seguir. O problema está no período de crise.

Empresas com cultura corporativa fraca costumam sucumbir ao menor sinal de problema, normalmente por despreparo de seus líderes em lidar com as tempestades que as empresas impreterivelmente irão passar ao longo do caminho. O que acontece com bastante frequência é justamente a liderança abandonar temporariamente os pilares de gestão em busca de uma solução rápida para a crise, num tipo de “licença poética” para abandonar as regras do jogo em busca da salvação. O que estão fazendo na verdade é enfraquecer ainda mais a corporação, justamente no seu pior momento, um verdadeiro suicídio. Isso se reflete em cortes irracionais de investimentos (não custos!), mudanças bruscas na estratégia, pressão desproporcional sobre colaboradores, entre tantos outros tropeços. Aqueles que deveriam passar tranquilidade e segurança para a empresa acabam transmitindo nervosismo e insegurança, agravando ainda mais a crise.

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Atuar com equilíbrio e serenidade em períodos tempestuosos é uma característica que todo líder deveria buscar em sua vida profissional. Não é algo fácil de se alcançar, já que as pressões contrárias são muitas, sejam elas do mercado, dos acionistas ou até mesmo dos outros gestores. Manter a confiança na estratégia, na cultura, ou seja, nos pilares de gestão, é ter confiança na própria empresa, além de respeitar a sua história.

Atuando ou não dessa forma, provavelmente a empresa irá sobreviver, a tempestade irá passar e logo virá a bonança. A questão é: qual empresa sobrará?