Palestra fala sobre como conquistar os mercados trilionários da China e da Índia

Nos próximos dez anos, haverá quase 1 bilhão de consumidores de classe média na China e na Índia. Na economia global, os dois países já representam os maiores compradores de automóveis, celulares, eletrodomésticos e outros artigos, e estão ávidos por adquirir novos produtos e serviços. A grande pergunta é: como se adaptar e lucrar junto com esses mercados emergentes?

Baseado no livro O Prêmio de 10 Trilhões de Dólares – que será lançado em breve no Brasil pela DVS Editora, o Prof. Victor Mirshawka, Diretor cultural da FAAP, conduz a palestra que traça um perfil abrangente dessas novas classes médias e explica quem são esses consumidores – o que eles compram e por quê; como eles pensam e fazem suas compras; e como suas necessidades e preferências estão mudando.

SOBRE O PALESTRANTE
Prof. Victor Mirshawka – Diretor cultural da FAAP e autor de diversos livros [veja aqui] nas áreas de gestão de qualidade, criatividade, estatística, pesquisa operacional, administração, administração pública, liderança e motivação.

INGRESSO SOLIDÁRIO:
Um pacote de lenço umedecido ou R$10 que serão doados ao Lar de Idosos Vivência Feliz, instituição que ampara idosos carentes oferecendo assistência médica, odontológica e psicológica com ajuda de profissionais voluntários.

SERVIÇO
Palestra “O prémio de 10 trilhões de dólares”
Palestrante: Prof. Victor Mirshawka
Onde: FAAP São Paulo
Quando: 26 de novembro, 19h30
Ingresso: Pacote de lenço umedecido ou R$10
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Auditório 1
Higienópolis – São Paulo/SP

VAGAS LIMITADAS
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Consumo colaborativo

No nosso vocabulário a palavra “colaboração” vem sempre associada a ações de boa vontade ou princípios morais de várias origens. Só que, independentemente das possíveis relações ou referências, uma nova tendência promete alterar de modo significativo nossas práticas de consumo, e que chamo de Co-Labor Consume, algo que precisa ser observado pelos especialistas de mercado, mas também por aqueles que querem estar adiante do seu tempo e encontrar novas oportunidades de inovação.

Por Maristela Guimarães

Já sabemos que a internacionalização dos mercados, a evolução tecnológica das mídias digitais e a integração just in time dos canais de venda, associados às reflexões sobre sustentabilidade, responsabilidade social e consumo consciente, entre outros fatores, alinharam novos termômetros para a produção, gestão, distribuição e venda de bens e serviços. No entanto, a rede de pessoas que sustentam, com suas necessidades, desejos, gostos, vontades, a dinâmica do sucesso de um negócio, caminha para uma direção para além do que já sabemos.

Os efeitos benéficos das redes sociais, ou desastrosos, por exemplo, como do Wikileaks, apenas anunciam o potencial interesse das pessoas por uma maior conexão, no entanto, também revelam sinais da fragilidade do buzzmarketing diante da falta de foco e de direcionamento para os anseios e as necessidades desenhadas pelos vários perfis de usuários, pois não há ferramentas, e principalmente, não há métodos apropriados e éticos para interpretar, reunir e projetar um novo comportamento do consumidor que hoje tem suas escolhas amplamente franqueadas pelas possibilidades de acesso a informações e condições de consumo em conformidade com suas características pessoais.

Ao mesmo tempo, esse estoque infinito de possibilidades carece de uma visão verdadeiramente colaborativa no sentido de conduzir as pessoas a um consumo responsável até mesmo das próprias informações disponibilizadas, pois cada idéia é fruto de uma origem e se estende através da comunicação seguindo um processo de colaboração para ser reconhecida e valorizada, nesse sentido, tornando-se efetiva quer como iniciativa ou como um produto.

A WikiPedia, o Google e a Yahoo, cresceram e se expandiram graças a colaboração de inúmeros anônimos consumidores de suas páginas e serviços, por que não expandir essa experiência para desenvolver a consciência humana sobre novos modos de consumir não só bens e serviços, mas também idéias?

O potencial da Internet como instrumento de mobilização já é fato, resta agora o desafio de orientar e conduzir escolhas não apenas pautadas pelas estratégicas de marketing, mas por uma análise do comportamento humano com base em novos paradigmas.

 

Sobre a autora

Maristela Guimarães André é mestre em Filosofia e Ciencias Humanas e doutora em Ciências Sociais. Atua como consultora do Instituto KVT – Desenvolvimento da Consciência Empresarial, e professora de Ética, Compliance e Governança Corporativa do MBA Executivo e Pos-Graduação da FAAP. É autora dos livros: Consumo e Identidade – itinerários cotidianos da subjetividade (DVS Editora) e Ética Natural – um caminho para a construção da consciência ética (Editora KVT).