4 perfis destrutivos ao empreendedorismo

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Todos sabemos sobre a importância das pessoas para qualquer empreendimento ou projeto dignos de serem chamados assim, sabemos também no quanto o mundo corporativo idealiza padrões de comportamento que nada tem haver com seres humanos de carne e osso. Conhecemos também os rótulos que insistem em tornar excessivamente simples, algo complexo como a psicologia humana de um profissional.

SUGESTÕES DE LEITURA:
+ Esses livros ajudam você a se tornar um empreendedor de sucesso.

Mas neste texto quero fugir de tudo isso, de todo o bobajal corporativo com seus modismos inúteis, e também da perda de tempo em acreditar na existência do profissional perfeito, que só existe nas ficções, filmes e em algumas palestras.

Empreendedorismo - pressimas práticas

Aqui quero tratar de gente normal e seus respectivos perfis, todos absolutamente reais e fáceis de encontrar no dia-a-dia, mas que devem ser evitados.

Vamos lá:

Perfil 1 – Desonesto Bandidinho

Ele pensa que é muito esperto. Na verdade tem certeza absoluta de que é o mais esperto da empresa. Ele não trabalha, mas faz constantes jogos de performance para provar a necessidade da manutenção do seu emprego. Não só não trabalha com aplicação, mas também não toma decisões, da mesma forma que é desleal com colegas, subordinados e superiores. Ele tem verdadeira adoração pelas iniciativas antiéticas e a dissimulação é o seu modelo operacional cotidiano favorito, repleto de frases feitas e embromação.

 

Perfil 2 – Alpinista Corporativo

Primo irmão do Desonesto Bandidinho, sua conduta não chega a ser desonesta, mas costumeiramente induz seus contratantes ao erro, uma vez que visa única e exclusivamente a sua ascensão profissional, que em sua ótica se traduz em uma baia melhor, em símbolos corporativos fúteis de status concedidos por seus chefes, ou mesmo no convite cedido pela empresa para participar da palestra de algum guru qualquer. No lugar de buscar realização e reconhecimento legítimo acompanhado de crescimento profissional sólido e recompensa financeira, ele busca apenas a superficialidade, pois em sua ótica estreita, parecer ser é melhor do que ser efetivamente. As características mais latentes para identifica-lo são a bajulação insistente de superiores hierárquicos e a sua própria instabilidade, uma vez que raramente fica mais de um ano e meio em cada emprego.

 

Perfil 3 – Enrolador Convicto

Esse, ao menos, não tem nenhum parentesco com o Desonesto Bandidinho, atuando com convicção e lutando para preservar sua condição embromatória. A sua falta de energia produtiva acompanhada de total insegurança para tomar decisões e assumir riscos, acaba por forjar um comportamento dissimulador constante, que objetiva confundir o interlocutor ao longo dos processos de trabalho. Ele é geralmente bem

humorado, sua apresentação pessoal é impecável e sorri com facilidade, sempre desarmando as constantes cobranças de seus pares, subalternos e superiores. Ao contrário do Alpinista Corporativo, costuma trabalhar na mesma empresa e na mesma função por longos períodos de tempo.

 

Perfil 4 – Bravo Impaciente

Entre estes estão as vítimas do loucura corporativa produzida em alguns ambientes de trabalho. Por conta disso, muitas vezes são vítimas do próprio sistema. Entretanto há os que envergam esse perfil com orgulho e satisfação, na falsa crença de que desta forma serão mais respeitados e ouvidos. Com o tempo são gradativamente deixados de lado, transformando-se de profissionais reconhecidos em problemas a serem resolvidos.

 

Por fim desejo que sejam cuidadosos na contratação, sem cair na ilusão dos perfis perfeitos e irreais, mas ao mesmo tempo evitando transforma sua empresa em um manicômio.

Boa sorte, e boas escolhas.

8 características que identificam o empreendedorismo de conveniência

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da DVS Editora e da Revista Criática.

Antes de tudo uma definição: O empreendedorismo de conveniência se estabelece quando o sujeito está empresário. Algo circunstancial, sem muita ou nenhuma convicção, geralmente de olho no elenco de vantagens e benefícios de se tornar dono do seu próprio tempo e nariz. E em épocas de crise, muitas vezes operando em compasso de espera para se recolocar no mercado de trabalho.

Via de regra, esse tipo de empreendedor toca seus negócios atolados em saudosismos corporativos. As fofocas de corredor, os joguinhos políticos, a competição pela competição, o 13º salário, as férias remuneradas, as novas modinhas de gestão.

Evidentemente que não existe nenhum demérito em ser empregado em uma empresa. Eu mesmo fui durante um bom tempo e posso afirmar que o aprendizado que obtive não tem preço. Mas assim como a vida de empresário, a vida de um executivo competente exige características próprias, e estômago (haja estômago).

business-839788_1280

Tudo passa por uma questão de perfil. Conheço muitas pessoas que não enxergam o menor prazer em correr os riscos que um negócio próprio oferece, e isso precisa ser respeitado. Da mesma forma, conheço muita gente que sonha em abandonar seus empregos para tocarem empreendimentos próprios, e que detestam viver sob a liderança de alguém. Há ainda aqueles que atuam como executivos, mas tentam a todo custo e sacrifício empreender dentro dos seus próprios empregos.

O problema ocorre quando há a incompatibilidade de perfis, ou seja: executivos convictos, mas ocasionalmente tentando se transformar em empresários, ou empreendedores fanáticos, mas desprovidos dos seus negócios, cumprindo rotinas corporativas.

Pensando nisso montamos uma lista de autoanálise para ajudar na identificação dos sintomas do empreendedorismo de conveniência, que podem estar gritando dentro de você.

Vamos lá:

01. Você detesta a ideia de gastar significativamente menos do que ganha para com isso formar um capital de segurança;

02. Os jogos políticos corporativos fazem falta ao seu cotidiano;

03. A sensação de exercer poder e liderança sobre pessoas e equipes é algo de extrema relevância para a sua satisfação profissional;

04. Lhe incomoda a ideia de persistir em um projeto por vários anos, movido por crença realista, sonho e responsabilidade assumida;

05. A relativa estabilidade que um emprego formal oferece, são de grande importância para a sua saúde psicológica profissional;

06. Benefícios incorporados ao seu pacote de remuneração e recompensa, tais como: carro; reembolso escolar para seus filhos e outros agregados de comodidade, são fundamentais para o seu equilíbrio financeiro;

07. Seus estímulos profissionais são em grande parte alimentados pela perspectiva de mudança recorrente de missão, desafios e responsabilidades;

08. Você sofre com longas jornadas de trabalho solitário, sem colegas para lhe acompanhar no almoço ou para escutar o desabafo de suas aflições.

Vou concluir com uma frase, das mais batidas e comuns, mas apropriada como poucas para encerrar esse texto: “o sábio sempre reconhece suas limitações”

Boa sorte, e boas escolhas.

As 10 características do “não empreendedor”

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Meus caros, antes de tudo um esclarecimento: o “não empreendedor” é diferente do anti-empreendedor. O primeiro simplesmente não tem vocação para a coisa, e o segundo atrapalha e emperra por vocação. O primeiro aceita-se e se respeita, o segundo precisa ser combatido. É simples.

Em épocas onde o empreendedorismo ganhou ares de atividade glamurosa (Rockefeller gargalharia com isso), comete-se o equívoco de ingenuamente adotarmos como padrão que todos os colaboradores e parceiros de qualidade são necessariamente empreendedores. Mas isso não é uma verdade.

1728-closeup-of-business-man-burying-head-in-hand-pv[1]

É o mesmo engano aplicado ao conceito de “capacidade de liderança”. Observem os cursos de formação afetos ao mundo corporativo. Todos querem “formar líderes”, mas caso esse intento fosse atingido, viveríamos o caos nas organizações – onde o excesso de pretensos caciques tornaria tudo muito disfuncional.

No mundo do empreendedorismo não é diferente. Trata-se portanto de perfil, capacidade e tino. E não é para qualquer um, além do que muitas pessoas competentes e necessárias nas organizações passariam longe da ideia de se tornarem “empreendedoras”. Grandes executivos e dirigentes encaram com tranquilidade a missão de conduzir os empreendimentos dos outros, mas não podem nem pensar em montar algo próprio e correr os riscos inerentes do processo. Contudo, como é óbvio, não deixam de ser importantes ou necessários por conta disso.

Então, para evitarmos depositar expectativas exageradas ou julgarmos de forma preconceituosa, convido-os a conhecer suas genuínas e legítimas características.

Não empreendedores:

01. Não são dotados de paciência para montar operações do “zero”. E com isso enxergam em uma estrutura de suporte de trabalho, algo essencial para o desempenho de suas atividades;

02. Não estão dispostos a viver sem a garantia de sua remuneração. Esse requisito é imprescindível para a sua paz de espirito e bom desempenho produtivo;

03. Sim , eles estão dispostos a trocar o projeto (que para você pode ser a grande missão de uma vida) por uma posição melhor, com maior status ou remuneração. E isso não é um pecado e nem uma falha de caráter.

04. Sua satisfação profissional, e capacidade produtiva dependem de um dos quatro fatores a seguir (se acumulados, melhor): status, boa remuneração, desafios que tornam o trabalho estimulante, alguma estabilidade profissional;

05. Nem sempre se sentem confortáveis na tomada de riscos novos, preferindo muitas vezes viver uma vida mais previsível no trabalho;

06. (não é a regrar, mas é muito comum) Necessitam de regras claras para navegar sem correr riscos desnecessários. Em geral padecem em fases ainda não completas de processos de implantação de novos negócios ou projetos;

07. Podem perder toda a admiração, orgulho ou apego por uma empresa ande estejam atuando e que eventualmente comece a apresentar sinais de fragilidade econômica;

08. Estão sempre atentos a manutenção de sua empregabilidade, permanecendo com o “radar” ligado para não perderem novas oportunidades em outras empresas que ofereçam condições superiores ou mesmo mais adequadas;

09. Geralmente convivem bem com o conceito de hierarquia ou com a relação líder-liderado;

10. Eventualmente são cuidadosos para não ferirem suscetibilidades.

Até o próximo.

VEJA TAMBÉM:
Livros-empreendedorismo
+ 5 livros para você se dar bem nos negócios

Gestores, chega de tiros no pé

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Meus caros, não é novidade o fato de que vivenciamos mais uma crise, mais uma queda do voo da galinha. É a história dos ciclos econômicos, que no caso brasileiro por razões conhecidas são bem curtos – o que vale para a prosperidade e também para a derrocada (frutos de uma economia de baixa produtividade, mas que opera de forma diversificada).

serious businessman with five hands holding placards with questi

Por outro lado não vou cair na armadilha dos clichês ou da autoajuda de botequim e afirmar o ululante, de que nas fases de crise residem inúmeras oportunidade. É tão óbvio que não merece muita consideração.

Portanto serei hoje mais ácido, afirmando que em fases de crise uma grande sacada é não perder a oportunidade de não fazer bobagens, e evitar atirar no próprio pé de preferência. E se isso também lhe parece óbvio, convido a uma observação cuidadosa ao redor, e aposto que verá muitas armas apontadas para o próprio pé.

Então, na dúvida, vale a pena destacar:

01. Modinhas de gestão. Em épocas de crise, as modinhas de gestão ganham corpo como tábuas de salvação. Por favor, deixe-as de lado e foque em fazer o dever de casa, e bem feito. É aquela coisa…boa refeição preparada com cuidado, servida por um garçom minimamente atencioso (sem ser afetado), numa mesa bem posta com peças limpas e local arejado: pronto a receita elementar, e sem precisar arcar com despesas dispensáveis para “encantar o cliente”;

02. Caixa negligenciado. Cuide do caixa como uma leoa protege a sua cria. Pode parecer óbvio demais, mas é espantoso como muitas empresas não conseguem calcular com precisão a sua Geração Livre de Caixa. Se necessário procure um especialista, e de preferência construa uma modelagem que lhe permita construir cenários para enxergar o futuro refletindo as ações que você está tomando no presente;

03. Temor em demitir. Efetive uma revisão do seu quadro de colaboradores. Observe se não existem gorduras (sim, não estou me importando com a “bota” do pensamento politicamente correto). Mas seja cuidadoso, gente talentosa não se encontra na esquina, então avalie se alguns recursos estratégicos, mesmo que por hora pouco demandados, não poderiam ser mantidos. Afinal a crise vai passar e você vai precisar deles novamente. Vale aqui um redesenho de funções e processos, se ao final existirem excedentes realmente desnecessários, e cuja dispensa não acarretará perdas sensíveis para a empresa, corte-os. Isso mesmo mande embora;

04. Gerenciamento emocional e desorganizado. O momento suplica por objetividade. A empresa agradecerá se puder ser tocada com um plano de trabalho objetivo e detalhado, contendo cronograma e distribuição clara de responsabilidades, com ancoragem em metas atingíveis;

05. Conduzir o processo comercial apenas sob pressão. Trata-se de equívoco muito comum, acredita-se que sob pressão absoluta profissionais de orientação comercial trazem melhores resultados. Nem sempre é assim. A pressão deve ser algo natural, por conta de uma ótica meritocrática e da distribuição de metas e premiações, mas a gestão da dinâmica comercial precisa de racionalidade e combate a perda de tempo.

Por último vale a máxima de que “menos é mais”, não exagere na sofisticação gerencial, não troque o sistema em meio a turbulência. O momento exige o básico eficiente.

Até o próximo.

SUGESTÃO DE LEITURA:
+ Este livro ajuda você a gerir seu negócio

Empreendedorismo: fatos, verdades e equívocos

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Caro leitor, já se foi o tempo em que abrir mão de uma carreira sólida (em areia movediça, é claro) em uma grande empresa para abrir o próprio negócio causava espanto e estranheza. Quando eu mesmo comecei, vivenciei um pouco desse estado.

Estava lá bem instalado em um banco de investimentos, quando decidi seguir a estrada solo do empreendedorismo. Eu me recordo ainda, como se fosse hoje, dos olhares espantados dos meus colegas de MBA ao escutarem o relato da minha decisão. Valeu a pena.

Naquela época (e calma, não faz tanto tempo assim), a expressão “empreendedorismo” pouco era pronunciada, os cursos de gestão e negócios não abordavam o assunto e pouquíssima literatura dedicada existia à disposição.

Contudo, em meio a tanta carência, existia também a falta de algo que nunca é demais faltar no mundo real: os clichês e conceitos, quase sempre desconectados da realidade, empacotados e anunciados com frases pré-fabricadas, pronunciadas por mestres que muitas vezes jamais empreenderam na vida (ou se empreenderam, invariavelmente colecionaram uma leva de quebradeiras travestidas e explicadas por afirmações do tipo “ah, matamos a primeira hipótese e estamos seguindo a segunda”, como se o ambiente de negócios e o universo legal/fiscal vivenciado pelo empresário brasileiro – esteja instalado em São Paulo, no Rio Grande do Sul ou em Manaus – fosse idêntico ao enfrentado na Califórnia, ou em outros polos e regiões no mundo, que para turbinar a livre iniciativa coloca à disposição ambientes extremamente desburocratizados em uma dinâmica pouco punitiva ao fracasso e irrigada com um sistema de crédito amigável).

Sugiro a conversa com um empresário de verdade (que tenha enfrentado crises, consequências pessoais difíceis por conta do caminho que decidiu escolher e perseverado construindo e colocando cada tijolo para erguer algo sólido), independentemente do porte ou setor de atuação, para questionar se este mundo colorido, leve e engraçadinho existe. Ele vai rir de você.

Então, para encurtar esse assunto e provocar um mergulho na realidade, compartilho abaixo alguns fatos bem reais sobre o mundo empreendedor, que vale a pena sim e pode trazer muita realização e bons lucros, desde que saibamos sonhar e ambicionar sem tirarmos os pés do chão.

Vamos lá:

01. Você não enfrentará menos pressão e uma carga de trabalho mais suave ao se tornar dono da sua própria empresa. Ao contrário, a pressão se multiplicará e sua carga de trabalho será exaustiva;

02. Você terá contato íntimo com a loucura burocrática do Brasil. Isso é chatíssimo e tomará um tempo precioso do seu processo criativo. Para compensar, você terá de contar com os finais de semana ou feriados e eventualmente se acostumará a acordar muito mais cedo do que acordava e encerrar seu dia tarde da noite;

03. Nem sempre seus familiares apoiarão da forma que você necessita, a dedicação que terá de dirigir para o seu projeto/negócio;

04. Você de fato vai ganhar liberdade e autonomia, que pode ser muito prazeroso para alguns, mas muitos sofrem com isso. Junto com esses benefícios vem a solidão. O empreendedorismo é sim uma atividade bastante solitária. Ao final do dia, você e seus sócios precisam tomar decisões difíceis, pagar as contas e arcar com as responsabilidades, enquanto seus funcionários vão descansar tranquilamente;

05. Você terá que ser duro muitas vezes e encarar isso com naturalidade para não sucumbir. Nem sempre você vai conseguir manter a máscara do “líder legal” e parecerá muito mais com o “chefe chato”. Não há como escapar dessa dualidade.

06. Caso seja você um empreendedor precavido e com a cabeça no lugar, sua dinâmica de aquisição de bens materiais, conforto e supérfluos vai se reduzir drasticamente, mesmo que já esteja na fase onde ganha mais dinheiro do que ganhava como empregado. O motivo é simples: o seu contato com a realidade econômica e suas consequências em caso de estresse e insucesso passa a ser tão real, que cada gasto é observado com cautela. E, acredite, isso é muito bom.

07. Não se prenda a padrões e clichês estruturais ou de comportamento na construção do seu negócio. Você não precisa ser nem o “líder legal”, nem “o chefe rabugento”, nem o “oráculo visionário do futuro” ou mesmo ambicionar ter uma sala de convivência com jogos e almofadas colorias e bolas de basquete misturadas com raquetes e mesas de pingue-pongue. Tudo isso pode ser muito legal e realmente divertido, mas não pode se transformar em um propósito em si. No lugar disso, seja você mesmo, desde que muito eficiente, e preocupe-se em contar com uma estrutura funcional e organizada de trabalho. Não perca tempo.

08. Muito do que se lê sobre empreendedorismo passa a impressão a um observador com pouca astúcia de que, “no mundo de hoje”, empreender necessariamente relaciona-se com inovação ou inovação tecnológica. Isso é falso, e você não precisa lidar com tecnologia, com a web ou com a inovação necessariamente dita para se tornar um empreendedor bem sucedido. O mundo não pode prosseguir sem agronegócio, fertilizantes, açougues, hotéis, serviços para pets, serviços domésticos, segurança privada, supermercados, lojas de rua (quase nenhuma ou pouquíssimas operações de e-commerce são rentáveis), restaurantes, bares, casas noturnas, serviços de limpeza e lavanderias, estruturas de escritórios compartilhados, iniciativas culturais, produção de conteúdo, cinema, teatro, consultorias presenciais com empenho de cérebros humanos realmente preparados e privilegiados, etc., etc., etc., etc. E naturalmente tudo aquilo que é intrinsecamente ligado à tecnologia da informação e do processamento. Não se enquadre em modelos. Procure trabalhar com o que você gosta de fazer e diferencie-se seja pela exploração de um nicho de mercado, de uma forma nova ou significativamente melhor de atender e trabalhar, pelo atendimento de necessidades reais, ou simplesmente fazendo melhor aquilo que muitos já fazem há séculos.

09. Dependendo do negócio que pretende montar, você não precisará necessariamente de um investidor, seja um “anjo” ou um venture. Necessitará, sim, de alguma reserva para eventualidades e coberturas. Trate o processo de atração de um investidor de risco com o máximo de maturidade e apenas se for mesmo imprescindível.

10. Acostume-se com o fato de que por mais que adore atuar no setor onde decidiu empreender, muitas vezes (cotidianamente) terá de se dedicar a atividades chatas e desagradáveis. Isso faz parte e talvez seja o antídoto para que não se transforme em um compulsivo pelo trabalho e deseje sustentar uma vida pessoal e afetiva satisfatória e totalmente dissociada da sua empresa. Não abra mão desse equilíbrio.

11. Por último, é importante que se entenda que empreender está mais para um estilo de vida que decidiu viver do que para um passeio no bosque. Exigirá paciência, resiliência, sangue frio e força. Não é para qualquer um e não é nada fácil, mas vale muito a pena.

Até o próximo.

12 pontos que você deve evitar para não destruir o seu plano de negócios

Empreendedorismo

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Caro leitor, caso seja você um empreendedor que está desprovido de capital próprio para tocar a sua ideia e necessita do capital de terceiros, seja ele originado em um venture capital ou em um conjunto de investidores anjo, um Plano de Negócios será peça fundamental para o êxito da captação.

Neste contexto é redundante explorar sobre o quanto de efetividade e clareza devem estar expressos no documento que será elaborado, e é óbvio que ninguém deseja projetar o seu negócio a partir de um Plano de Negócio ineficaz e sem sentido, mas por mais elementar que isso possa parecer, algumas armadilhas no momento de sua concepção, podem resultar justamente no efeito contrário ao desejado.

VEJA TAMBÉM:
+ Livros que ajudam você a empreender

Então, já que existem inúmeras publicações que abordam como concebê-los, mas quase nenhuma ou pouquíssimas deixam claro o que não se deve fazer na hora de montar o seu business plan, decidimos caminhar na contramão e exibir justamente o que deve ser evitado a todo custo.

Vamos lá:

01. Ocupe um imenso espaço do conteúdo com informações subjetivas, retóricas e de entendimento abstrato do negócio;

02. Não apresente uma tese clara de investimentos, explicitando objetivos e destinos claros, e nem se preocupe em detalhar o empenho deste capital pretendido;

03. Preocupe-se em conceber um material extenso, com muitas e muitas folhas de papel, sem nem mesmo reservar um breve espaço a um resumo conciso e executivo do negócio. Sim analistas dispõe de todo o tempo do mundo para avaliar uma incógnita;

04. Não esclareça com bom detalhamento as memórias de cálculo;

05. Não apresente um claro estudo de viabilidade econômico-financeiro;

06. Projete apenas por um único ano, no lugar de 5, 6 ou mais anos;

07. Não se preocupe em abordar sobre as possíveis estratégias de saída de um potencial investidor;

08. Não apresente as taxas internas de retorno;

09. Não posicione o negócio no contexto que envolva concorrentes, mercados e segmentações;

10. Conceba uma modelagem financeira engessada que não permita a formatação de novos e adversos cenários;

11. Dedique um bom espaço para a retórica politicamente correta nas empresas. Investidores adoram isso.

12. Carregue no otimismo com as informações que apresentar. Neste caso não se importe em expor fundamentações.

Boa sorte e até o próximo.

Você não precisa falir para ser tornar um empreendedor

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Como se tornar um empreendedor de sucesso

Meus caros, a vida empreendedora pode atrair muito. A lista de motivos é extensa: liberdade profissional, controle da própria agenda, o comando na condução dos rumos do próprio trabalho, a garantia de não ser descartado do mercado quando atingir mais de cinquenta primaveras, a possibilidade de ganhos substanciais, etc, etc, etc.

VEJA TAMBÉM:
+ Livros que o guiarão pela sua jornada empreendedora

Contudo, o senso de sobrevivência financeira vai falar alto (caso seja você um empresário de potencial e dotado de bom senso) e poderá fazer surgir algumas nuvens no seu planejamento. Mas na maioria dos casos não há motivo para desanimo e é bom você saber que é perfeitamente possível iniciar a sua estrada no empreendedorismo sem com isso liquidar suas reservas.

Vejamos:

1. Tente iniciar sua vida de empresário com negócios que demandem o mínimo de investimentos em equipamentos, estoques e estruturas comerciais ou de processamento onerosos;

2. Olhe com carinho para as atividades que podem nascer da sua própria qualificação profissional;

3. Ao montar seu modelo de negócios pense nas estruturas de soluções que sua capacitação pode desenvolver e oferecer;

4. Não se importe em começar com estrutura mínima. Admita a possibilidade de trabalhar em um “home office”, desde de que tenha disciplina para tanto e não seja seduzido pela proximidade da geladeira ou da cama do seu quarto;

5. Analise os serviços de escritórios virtuais disponíveis. Em alguns deles, você poderá contratar a recepção personalizada de uma telefonista que lhe encaminhará os recados e locar, sempre que necessário, uma sala para reuniões;

6. Desenvolva parcerias estratégicas com empresas mais consolidadas e bem instaladas, a partir de uma relação de complementariedade. Isso permitirá o compartilhamento de ambientes corporativos estruturados, além de possibilitar o intercâmbio técnico entre equipes;

7. Tome cuidado com os custos mensais constantes – ou “custeio”, para os mais clássicos. São eles que podem fragilizar a sua sustentação financeira caso não conte com entradas mensais também recorrentes;

8. Esteja pronto para uma jornada de longo prazo;

9. Mas desenvolva fontes de receita para o curtíssimo, o curto, e o médio ou longo prazo;

10. Reúna parceiros de confiança e que compartilhem ideias parecidas. Juntos serão mais fortes e institucionalmente mais respeitados;

11. Seja disciplinado e cuidadoso com a sua disponibilidade de tempo, uma vez que terá que se multiplicar por muitos, a não ser que deseje bancar o custo fixo de dois ou três colaboradores. Nunca a máxima “tempo é dinheiro” fará tanto sentido.
Boa sorte e até o próximo. [Via Revista Criática]

6 clichês do empreendedorismo que são tão vazios quanto uma bolha de sabão

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Meus caros, com um ano novinho pela frente, nada seria mais natural para gestores e empreendedor, do que um exame cuidadoso das táticas e métodos a serem adotados na jornada que se inicia.

Em meio a modinhas e inovações requentadas de última hora, ninguém quer experimentar o fracasso (muito embora, este seja de um valor didático inestimável), evidentemente que 10 entre 10 profissionais buscam o êxito nos seus empreendimentos e projetos, e neste caso fazer melhor, ou fazer diferente, pode ser justamente a peça do quebra-cabeça a faltava para uma execução brilhante e singular.

Clichês do Empreendedorismo

Contudo, para o que o tiro não saia pela culatra, vale a pena atentar para algumas realidades. A regra geral é a de que não há regra, a não ser o valioso e atemporal “bom senso” que é primo irmão do “senso crítico” e primo de segundo grau da saudável desconfiança.

Desta vez faremos a nossa abordagem a partir de alguns clichês muito propalados, mas que merecem um olhar de lupa. Vejamos:

1. “Líderes induzem, mas jamais dizem o que deve ser feito”
Sim, estamos na era onde as habilidades de liderança pouco a pouco diluem as antigas capacidades dos antigos chefes. Tudo bem, mas um líder que não consegue exercer nenhum comando nos momentos críticos, ou nos pontos de inflexão (muitas vezes cotidianos ou semanais, dependendo da atividade) pouco vai servir para levar a cabo um projeto ou empreendimento ambicioso. Além do mais, convenhamos, se todos são líderes, quem vai dizer o que deve ser feito? Ou melhor, se ninguém disser o que deve ser feito, teremos que contar com uma organização onde as pessoas se movimentam e atuam de forma automática e em absoluta sintonia de adivinhação?

2. “Toda inovação é bem vinda”
A afirmação é linda, e muitas vezes bate com a realidade, principalmente naqueles casos de aplicação tecnológica imediata na vida cotidiana (muito comum no universo das tecnologias da informação, das telecomunicações, de saúde, da construção civil, ou de transporte). No entanto, quando a inovação ocorre no mundo dos conceitos e práticas de conduta, de novo, um olhar de microscópio, pode proteger você do desperdício de tempo e de dinheiro. Por um simples motivo: aquilo que pode ser excepcionalmente aplicável em uma empresa, pode ser destrutivo em outra. Práticas que tornam o trabalho mais produtivo em um organização, podem travar completamente outros ambientes. A singularidade produtiva de cada caso, negócio ou projeto, deve sempre nos impor a necessidade e a coragem de criticar padrões empacotados. Sem isso nos transformamos em micos corporativos a inspirar as tirinhas de Dilbert. (em tempo, o nazismo foi na sua época entendido como uma inovação do pensamento político)

3. “A disciplina mata a criatividade”
Esta afirmação é tão vazia e sem nexo que vou resumir o comentário sugerindo para aqueles que acreditam nela um pouco de leitura sobre a vida e a obra de Leonardo DaVinci;

4. “Agora que a crise está passando, enfrentaremos anos de bonança”
De todos os clichês mais comuns, esse é um dos mais perigosos. Ele esconde a realidade de que é justamente a bonança, construída com disciplina econômica, planejamento criteriosos e muito, mas muito dever de casa bem feito. Quando esses elementos são deixados de lado em função de uma crença exageradamente otimista no futuro, o que se colhe recebe o nome de “crise econômica”;

5. “Larguei a vida corporativa para tocar meu próprio negócio e com isso levar uma vida mais equilibrada” 
Poucas afirmações são tão desconectadas da realidade do que essa, a não ser que o empreendedor em questão seja de mentirinha. Empresários de verdade invariavelmente sacrificam, e muito, a vida pessoal e seu equilíbrio em prol dos seus sonhos e projetos, colhendo no dia a dia algumas aflições, uma boa dose de ansiedade, medo controlado dos perigos inerentes à aventura – e saiba que quem não tem medo, ou é louco ou é infantil – ou não sabe com o que está lidando. E mesmo assim, com tudo isso, ainda preferem viver nesse redemoinho. Sim, não se pode ter tudo na vida;

6. “Investidores gostam de risco”
Pode ser, talvez o investidor ficcional retratado em alguma obra cinematográfica ou da dramaturgia. Investidores de verdade fogem dos riscos e das incertezas. Porém como é impossível evitá-los, aprendem a aplicar seus recursos em cenários compostos pela melhor composição de riscos/ incertezas. Não é por outro motivo que governos muito interventores da economia e que a todo momento mudam as regras do jogo acabam por afugentá-los. O resultado? Como sempre, “crises econômicas”.

Até o próximo.

VEJA TAMBÉM


LIVROS QUE AJUDAM VOCÊ A SE DAR BEM NOS NEGÓCIOS
 – Aproveite e conheça também uma série de livros voltados à empreendedores. São obras consagradas que trazem valiosos insights tanto para quem já possui um negócio quanto para quem ainda irá iniciá-lo. Clique aqui e veja alguns exemplos.

12 dicas para lidar com momentos mais difíceis de uma vida empreendedora

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Meu caro, você fez tudo certo. Aprimorou o seu senso empreendedor – afinando a sua conduta a realidade que iria encontrar, estudou minuciosamente o mercado, concebeu um plano de negócios detalhado e factível, trouxe gente competente para tocar a guerra ao seu lado (livrou-se ao longo do tempo dos embromadores de plantão), gerenciou as finanças com rigor e fugiu das modinhas da época.

A receita perfeita estava ali, implantada e viva no dia a dia da sua empresa. Logo, os prognósticos eram os melhores, muito embora você jamais tenha cedido a tentação de exagerar no otimismo, sempre muito realista e pragmático, como são todos os bons e longevos empresários. Em resumo, um excelente capitão dos mares, tocando o seu barco lindo e ajustado, rumo a mares conhecidos e outros nem sequer já navegados, em uma história de aventuras, realização e descobertas.

dicas-de-empreendedorismo

Contudo, deixando a poesia de lado, o fato é que depois de alguns meses ou semestres, a conclusão é de que os resultados não refletem as expectativas (mesmo que bem realistas), o resultado final do seu fluxo de caixa anda em declínio e talvez o seu mercado não esteja assim percebendo o seu negócio como algo tão espetacular ou inovador como você julgava.

O que fazer? Como reagir? O nosso largará a toalha? Pendurará a chuteira? A resposta é não. Se ele for um empreendedor genuíno, enfrentará o caos.

Seguem aqui algumas dicas, para enfrentar o mais sombrio (ou glorioso) momento.

Dicas de empreendedorismo – o front psicológico:

1. Antes de tudo, a aceitação. Meu amigo, saiba que os números não mentem e se eles lhe informam que o seu negócio não vai bem, não discuta com a realidade crua e nua que eles trazem. Sim o seu negócio está em declínio e isso precisa ser aceito e encarado. De frente.

2. Assuma a responsabilidade. A liberdade de conduzir o próprio futuro, de traçar o próprio roteiro da caminhada e se guiar nela com total autonomia cobram o seu preço. Quanto antes isso acontecer, mais rapidamente você se sentirá retomando energia para ajustar as coisas e eventualmente até mesmo recomeçar a partir de parte do que construiu.

3. Neste processo de aceitação e de auto responsabilização, não se permita abater pela percepção dos erros cometidos. Eles são inevitáveis, você não é perfeito e é falível. Entendido isso, saiba que de nada adiantará o exercício da auto punição.

4. Retome rotinas pessoais que eventualmente tenham sido esquecidas, por conta do correria do cotidiano. Tente ir dormir mais cedo – tornando o seu sono mais reparador, cuide do peso, retome exercício físicos com regularidade, se aproxime das pessoas próximas e de confiança que você sabe que estarão ao seu lado – aconteça o que acontecer e trate de incluir lazer e quem sabe um saudável hobby na sua vida, afinal de contas você já existia antes do seu empreendimento (e “você” sempre será para você, o empreendimento dos empreendimentos). Com isso você restaurará a sua autoestima e o equilíbrio físico e psicológico tão necessários para a tomada de boas decisões e o abastecimento energético para implantá-las. (E se não der certo? Sei lá, recomendo que procure um médico imediatamente).

Dicas de empreendedorismo – o front prático:

5. Repense o negócio, incluindo produtos e/ou serviços envolvidos, estrutura de precificação, relacionamentos comerciais e estratégias de gestão e vendas. Tente analisar o projeto a partir de um enfoque panorâmico. Depois divida suas conclusões com sócios e colaboradores de maior confiança e comprometimento (assim você forma o seu gabinete de crise, mesmo eu seja composto por apenas duas pessoas).

6. A partir das conclusões levantadas, realize ajustes no seu plano de negócios. Lembre-se a culpa não é do seu business plan, mas provavelmente das premissas assumidas e dos conteúdos inseridos nas variáveis da operação.

7. Esteja disposto a enxugar a operação até o ponto do novo alinhamento estratégico-operacional. Isso vai demandar decisões difíceis e situações desconfortáveis para você e para as pessoas que trabalham para você? Sim, vai, e pare de choramingar. A vida empresarial é assim mesmo.

8. Conceba uma lista detalhada de ações práticas, com responsabilidades definidas, orçamento aplicado se for o caso, e principalmente prazos realistas e exequíveis.

9. Nesta lista, jamais esqueça das ações ligadas a eficiência financeira da operação. Com reserva de recursos fica muito mais fácil atravessar por crises e temporais.

10. Da mesma forma, contemple nesta lista as eventuais gestões de negociação com os credores. Nesta caso em particular, cuide de expor a situação com clareza, deixando claro qual é o plano de saneamento e estabilização da empresa, e estabeleça novos prazos de normalização nos pagamentos. Se você for cuidadoso nos cálculos e firme no cumprimento do que repactuou, provavelmente sairá dessa com mais credibilidade do que tinha anteriormente.

11. Aproveite o tranco para amadurecer como empreendedor. Pare de se comparar a outros casos e ícones do empreendedorismo, aprendendo que cada um tem a sua própria história e lenda.

12. Para finalizar, recobre a visão de longo prazo, deixando um pouco a pressa de lado, e aproveite mais o caminho do que a chegada. Isso trará uma nova perspectiva de empreendedorismo, mais saudável, sólida e sustentável.

Boa sorte e até o próximo.

VEJA TAMBÉM


LIVROS QUE AJUDAM SEU NEGÓCIO
 – Aproveite e conheça também uma série de livros voltados à empreendedores. São obras consagradas que trazem valiosos insights tanto para quem já possui um negócio quanto para quem ainda irá iniciá-lo. Clique aqui e veja alguns exemplos.

Características de um ambiente antiempreendedor

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Meus caros, sabemos que nem sempre é necessário desenvolver o próprio negócio para ser atuar com a mentalidade e com a ação empreendedora.

Este espírito transformador de sonhos e anseios em realidade e coisas concretas, permeia o imaginário idealizado de qualquer organização que se preze.  Não é de outra forma que se desenvolve um corpo de colaboradores comprometidos, dotados de senso de iniciativa e realização, tão necessários para encarar a competitividade, cada vez mais forte e complexa.

Contudo, como sempre, entre o sonho e a realidade existe uma estrada de distância. Muitas vezes esse desejo organizacional, por mais que faça sentido e seja imperioso, pode não passar de simples retórica, daquelas que eventualmente se escutam nas festas de confraternização de final de ano ou em outras comemorações semelhantes.

Transformar colaboradores em empreendedores nos seus campos de atuação dentro da empresa, demanda mais do que bons propósitos e registros em apresentações corporativas, mas sobretudo exige um clima corporativo fértil para o desenvolvimento de uma mentalidade que pode ser fatalmente massacrada com a falta de alguns cuidados.

Veja também:
+ Livros que ajudam você a empreender melhor

Então, caso seja você um executivo ou colaborador, que deseje colocar para fora o seu empreendedorismo a serviço da empresa onde trabalha e em benefício da sua própria realização, não se iluda, algumas características corporativas, se não confrontadas e modificadas, podem sepultar para sempre qualquer ambiente digno de um empreendedor.

Vamos lá:

1. Um modelo de liderança disfuncional. Independentemente de uma estrutura vertical com comandos claros, ou matricial com multiplicidade de coordenação, o que interessa mesmo, é que líderes, chefes, diretores, encarregados, supervisores, ou qualquer outra coisa semelhante (o título do cargo é absolutamente irrelevante) estejam preparados para lidar com o senso de iniciativa, voluntarismo e autodeterminação típicos das pessoas empreendedoras –  o que significa bom senso, autoconfiança, desprendimento e elevada maturidade profissional;

2. A inexistência de um planejamento claro com objetivos, metas e ações. Essa situação fatalmente transformará o ambiente em uma baderna generalizada, onde a atuação de um colaborador pode se chocar diretamente com a atuação de outro (e ambos sendo bons empreendedores) neutralizando o resultado geral. É necessário que se tenha uma direção clara para ser seguida, possibilitando convergir esforços e energia criadora;

3. Um ambiente dominado pela retórica inflamada (ou o velho blá, blá, blá) pelas modinhas de gestão ou pela ditadura do politicamente correto. O resultado disso é a transformação de um combustível profissional fortemente realizador em pura encenação. Preocupados com a própria sobrevivência no emprego, os colaboradores imersos neste tipo de cenário tendem a atuar como caixa de ressonância da “ordem” vigente. Deixam de lado a originalidade, escondem a criatividade e a iniciativa, e claro, torcem para uma boa oportunidade surgir para que possam cair fora dali o mais rápido possível;

4. Instabilidade excessiva. Não se discute aqui a necessidade de ajustes, adaptações e calibragens recorrentes em função da competitividade e das inevitáveis batalhas mercadológicas, mas a mudança pela mudança, ou o transformar pelo transformar, por si só, acabam por gerar uma rotina cansativa, sugadora de energia e muito chata.

Alista poderia ser bem maior, mas creio que esses são a base de tudo.

Cuidado coma suas escolhas profissionais e boa sorte.

Até o próximo.

8 dicas para sua empresa chegar sã e salva a 2016

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Caro leitor, por favor não me jogue pedras, é evidente que não quero atrasar a sua vida em dois anos, mas a realidade precisa ser encarada. E de frente.

Contudo, caso não esteja acompanhando as análises econômicas (praticamente unânimes) e os prognósticos de alguns destacados representantes da classe empreendedora brasileira, eu mesmo afirmo com segurança: provavelmente não enfrentaremos nenhum vendaval, mas certamente atravessaremos uma boa ventania antes de nos depararmos com um ano novinho em folha, onde poderemos avançar com segurança.

Sim meu amigo, considerando o ano atual, estagnado diante do marasmo econômico e em ponto morto por causa das eleições e da expectativa do impacto (político e econômico) da copa, o próximo (2015) será o ano dos ajustes difíceis.

Nada mais natural, depois da euforia dos últimos anos, e das bobagens governamentais que desestabilizaram o processo econômico, o dever de casa grita para ser feito. E então, caso sejamos bem sucedidos nos ajustes e sortudos diante das políticas do novo governo que virá (seja ele encabeçado por quem quer que seja), teremos um 2016 mais interessante. Convenhamos já era hora.

Sendo assim, e conscientes de que dois anos passam muito rápido, e é claro, sem deixar de lado as oportunidades que todas as fases difíceis também nos trazem – principalmente para empresas pequenas com grande participação  de mercado para se conquistar – listamos abaixo alguns cuidados e precauções para enfrentarmos a ventania que se aproxima.

1. Não deixe de investir, é nessa hora, em que os ativos se depreciam em valor que se aproveita para apostar no futuro (isso sem dúvida funciona melhor, caso você tenha tomado o cuidado em manter alguma liquidez de recursos);

2. Separe claramente o que é investimento do que é custeio (gastos correntes). Isso é fundamental para uma gestão financeira eficiente – que por si só é essencial em qualquer época, mas nas fases difíceis torna-se vital;

3. Controle os custos com rigor. Em épocas de trovoadas, não se gasta com o que não é necessário (por isso você separou o custeio do investimento, lembra?). Um bom caminho é combater hábitos de consumo desnecessários. A velha e rasgada pergunta sempre será útil: “Nós precisamos mesmo disso?”;

4. Fuja das soluções cosméticas e das modinhas de gestão. A hora é de assertividade, objetividade, eficiência e boas métricas;

5. Deixe um pouquinho de lado essa chatice da ditadura do politicamente correto e endureça o seu coração. Sim, descarte colaboradores incompetentes. Simples assim. É duro? Sim, mas quem disse que não seria em algum momento?

6. Ajuste o seu planejamento. Observe se ele não está muito distante do cotidiano operacional (a frente de batalha), e corte as costumeiras gorduras retóricas. E a propósito, aproveite para nunca mais permitir que retornem ao documento. Este precisa ser levado a sério e operado como um instrumento de gestão constante.

7. Se sentir necessidade, calibre o posicionamento do seu negócio. Ajuste linhas de produtos e serviços e avalie criticamente a política de preços. Caso conclua que existe a necessidade de mudanças muitos fortes, implemente-as. Essa é a hora. Lembre-se, você precisa sobreviver ao desembarque para atingir a praia em 2016.

8. Mantenha o ânimo e não desista dos seus sonhos. Esta não será a última crise que enfrentará. Siga em frente, sem esquecer do aprendizado que ela vai gerar.

Até o próximo.

Oito leis para construir uma marca pessoal de sucesso

Se trabalhar a sua marca pessoal convenientemente pode obter um diferencial considerável em relação aos outros. Uma boa marca pessoal pode determinar o alcance de objetivos, a conquista de um trabalho ou cargo, o sucesso numa negociação, entre outras coisas.

Para isso, você deve cuidar de aspetos tão amplos como a apresentação pessoal, a capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal, a atitude, a postura e os comportamentos, a capacidade de liderar e motivar-se a si próprio e aos outros.

Na verdade, isso significa que a construção de uma marca pessoal leva tempo e exige ações contínuas. Em contrapartida, uma palavra mal dita ou um ato menos correto podem colocar tudo a perder.

Para facilitar este processo, Peter Montoya, guru do marketing pessoal e autor do livro A marca chamada você (DVS Editora), identificou oito leis que podem fazer a diferença na criação de uma marca pessoal de sucesso:

1. Lei da Especialização
Consiste em posicionar a marca pessoal como especialista numa dada área de ação.

2.Lei da Liderança
Passa por agir de forma a ser considerado o melhor ou um dos melhores na sua área.

3. Lei da Personalidade
Pretende construir a marca pessoal a partir da verdadeira personalidade, de forma autêntica e positiva.

4. Lei da Distinção
Procura expressar a marca de forma única para se distinguir de outras.

5. Lei da Visibilidade
Visa divulgar continuamente a marca pessoal, para que seja recordada e referenciada pelos outros.

6. Lei da Coerência
Consiste em adotar a mesma atitude em público e em privado.

7. Lei da Persistência
Dá tempo à marca pessoal para se desenvolver, até porque os resultados só são alcançados com muita determinação.

8. Lei da Boa Vontade
Torna a marca bem intencionada, gerando confiança e respeito pela mesma.

A partir daqui cabe a cada um definir a melhor forma de colocar essas leis em prática, respeitando sempre a essência do seu “Eu”… Para saber mais, adquira o livro “A marca chamada você”, de Peter Montoya. [Via]