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Abrace a irracionalidade dos seus colegas!

Alguma vez você já se perguntou por que colegas perfeitamente sensatos, racionais e inteligentes resistem ou rejeitam ideias perfeitamente sensatas, racionais e inteligentes? Obviamente não é porque eles são estúpidos. Há apenas uma coisa acontecendo que nós não percebemos.

Por Ron Ashkenas

Aqui está um exemplo rápido: Um grande, superlotado hospital urbano estava tentando liberar leitos, reduzindo o número de pacientes que ficam desnecessariamente tempo demais no hospital. Para este fim, uma análise mostrou que um piso em especial parecia nunca dar alta para pacientes nos finais de semana. Quando a enfermagem e a equipe administrativa foi questionada sobre estes dados, a enfermeira-chefe insistiu que ela não iria apoiar qualquer tentativa de aumentar as altas nos finais de semana, dizendo apenas que não era um bom momento para os pacientes a deixar o hospital. Numa primeira análise, sua posição não fazia sentido. Eventualmente, ela presenciou o fato de que há vários anos alguns pacientes haviam perdido alguns itens pessoais durante as altas no fim de semana. Assim, para garantir a sua segurança, a enfermeira-chefe quis ter a certeza de que os itens pessoais dos pacientes só poderiam ser desbloqueados do cofre na presença dela (apenas ela tinha a chave) – e ela não trabalha nos finais de semana!

É fácil rir de uma história como essa. A realidade é que a enfermeira estava fazendo o que achava melhor, mas que a fazia parecer irracional perante os outros. No entanto, uma vez que o motivo desconhecido que levou a enfermeira a ter essa atitude foi revelado, seu comportamento passou a fazer sentido. Isso levou a uma revisão não só do processo de alta, mas também a uma melhor forma de assegurar a propriedade pessoal dos pacientes.

O comportamento irracional é parte da condição humana. Há uma longa lista de coisas que nós sabemos que deveríamos evitar, mas que acabamos fazendo; assim como a uma lista de coisas boas para nós, mas que evitamos. Isso explica porque as pessoas fumam cigarro, dirigem depois de beber ou não escovam os dentes. Em algum nível, conscientemente ou não, cada um de nós tem uma razão convincente – como uma gratificação de curto prazo, aceitação pelos pares, conveniência, estilo de vida, e muitos mais – para fazer a coisa “errada”.

As organizações, é claro, são compostas de pessoas, que agem irracionalmente em vários momentos e aparentemente fazer a coisa “errada”. Então não é nenhuma surpresa recorrermos a colegas, chefe ou subordinados que simplesmente parecem não considerar sugestões razoáveis. Se você se encontrar em uma situação como essa, aqui vão dois simples conselhos racionais para se manter em mente:

Não tente combater a irracionalidade com a racionalidade. Isso irá deixar você mais frustado e a outra pessoa mais defensiva. Não importa o quão bem construídos sejam os seus argumentos, você não conseguirá levá-los em frente até entender a motivação que está guiando a outra pessoa.

Foque-se em descobrir, entender e compreender a racionalidade do outro. Mesmo que o seu adversário esteja sendo movido por alguma motivação inconsciente, é importante decifrá-la. A resistência à lógica aparente sempre vem de algum lugar, e não conseguirá quebrar isso até entender os motivos que a geram. Por exemplo, vendedores normalmente são pouco maleáveis no que diz respeito a adotar outros “modos de venda” porque têm medo que seus ganhos sejam afetados ou mesmo a sua relação com os clientes. Até entender e lidar com os motivos subjetivos que os levam a esse tipo de comportamento, será difícil fazer com que os mesmos mudem sua postura.

Anos atrás, um executivo sênior me disse que administrar uma organização seria bem mais fácil se não houvessem pessoas envolvidas. Por um outro lado, também não seria nada interessante.

Adquira já o seu!


SIMPLESMENTE EFICAZ: OBRA DA HAVARD BUSINESS PRESS CHEGA AO BRASIL POR PREÇO MAIS EM CONTA

Colaborador de Jack Welch discute em livro as dificuldades do dia a dia de um gerente, e como solucioná-las;

Autor Roh Ashkenas é responsável por dinamizar empresas e instituições como JP MorganChase, Cisco Systems, Federal Reserve Bank de Nova York, Banco Mundial e Johnson & Johnson.

 

Pense num livro da Havard Business Press, editora norte-americana, referência em management, por um preço mais acessível para o seu bolso? Foi o que a DVS Editora fez. Por apenas R$ 42, a editora coloca no mercado a obra Simplesmente Eficaz, de Ron Ashkenas, que mostra como tomar as rédeas da complexidade, não de forma rígida, sequencial ou prescrita, mas em consonância com as necessidades da sua organização.

O autor Roh Ashkenas fez parte da equipe original que colaborou com o então CEO Jack Welch no desenvolvimento da abordagem Work-Out, da General Eletric – uma das transformações corporativas de maior alcance e mais bem-sucedidas da história. Desde então, Ron tem adaptado e aprimorado a metodologia, aplicando-a em várias empresas listadas na Fortune 500.

“As organizações são organismos sociais que precisam cumprir suas missões em ambientes em constantes mudanças e cada vez mais turbulentos. Líderes precisam criar estratégias de simplificação personalizadas e compatíveis com as condições específicas enfrentadas”, afirma Ashkenas.

Simplesmente Eficaz deve ser usado como um recurso para gerentes, consultores e outros indivíduos dispostos a participar dessa busca sem fim. O livro oferece uma estrutura que leva a compreender as principais fontes de complexidade geradas pela forma de gerenciamento, instrumentos de diagnóstico para avaliar os níveis de complexidade que nos cercam, além de uma gama de ferramentas e uma estratégia geral para conseguir uma maior simplificação.

“Um livro essencial para qualquer gerente em busca de uma forma mais simples e eficaz de levar projetos a cabo”

Jim McNereney – presidente e CEO da Boeing

“Ron Ashkenas destaca que a simplificação é um ditame dos negócios. No mundo global e extremamente competitivo em quem vivemos, precisamos encontrar maneiras de facilitar as ações adotadas pelas pessoas. Simplesmente Eficaz apresenta um guia sobre como comandar o primeiro passo.”

Jeff Kindler – presidente e CEO da Pfizer