6 dicas certeiras para engajar uma equipe e potencializar resultados

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da DVS Editora e da Revista Criática.

Meus caros, não deixa de ser um clichê a afirmativa de que sem engajamento não há produtividade. É óbvio e recorrente. Será mesmo?

O fato é que você pode reunir os melhores, mais comprometidos e inventivos profissionais, contudo, caso não se sintam engajados (de verdade, e sem blá-blá-blá corporativo) a sua produtividade e, consequentemente, a performance do seu negócio sofrerão.

Teamwork and team spirit - Hands piled on top of one another .

Pode ser possível que você não perceba esse movimento, caso a sua empresa esteja apresentando bons resultados, mas o questionamento deveria ser: até onde eu poderia ter isso com um engajamento profundo e duradouro?

E é a partir dessa abordagem que elaborei as dicas a seguir:

01. Estabeleça objetivos claros, dimensionáveis e com parâmetros de desempenho bem especificados. Isso fornece o “norte”, a direção para a qual a equipe deve rumar. Preocupe-se em desenvolver isso com cuidado e precisão, afinal, algo tão importante não pode mudar a todo tempo. É preciso que seja algo mais permanente e bem comunicado;

02. Abra um leque de metas e submetas envolvendo toda a equipe, criando assim uma rede de colaboração, em que a contribuição de cada um é essencial para o êxito do conjunto. Isso cria a sensação de interdependência necessária para o engajamento, além de permitir a implantação de um coerente sistema de bonificação. É também a base operacional para um modelo meritocrático;

03. Ainda sobre meritocracia, vale dizer que valorizar o mérito confere peso ao esforço individual em benefício do coletivo e evita injustiças como a possibilidade de um camarada acomodado e descompromissado com a operação acessar os mesmos benefícios remuneratórios daqueles engajados e comprometidos. Sem meritocracia, não haverá engajamento que perdure;

04. Entenda que por mais compromissadas que estejam as pessoas da sua equipe com o projeto e seus objetivos principais, antes e em primeiro lugar sempre estarão os objetivos pessoais e o legado individual que se constrói. Não caia na tentação do bobajal corporativo, em que candidatos afirmam nas entrevistas – mesmo que com mensagens subliminares – que se anularão em prol da empresa onde querem trabalhar. Isso simplesmente não existe. Sendo assim, facilite ao máximo para interconectar a necessidade de construção de um legado individual com a construção do legado do seu negócio. Não é fácil, mas caso obtenha esse estado, poderá chamá-lo de estado da arte do engajamento. Um bom caminho é o reconhecimento moral (mesmo sem remuneração e, “pelamordedeus”, sem quadrinhos na parede) pelos feitos e realizações;

05. Construa um ambiente de respeito entre as distintas gerações, onde a diversidade possa coexistir para além da retórica do politicamente correto (essa chatice), mas onde o indivíduo é realmente respeitado.

06. Abandone o blá-blá-blá motivacional e trate os seus colaboradores como adultos preparados e fortes como de fato devem ser, ou deveriam estar tentando ser (a fortaleza interior é uma luta permanente, nunca se está absolutamente pronto).

Até o próximo.

Características de um ambiente antiempreendedor

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Meus caros, sabemos que nem sempre é necessário desenvolver o próprio negócio para ser atuar com a mentalidade e com a ação empreendedora.

Este espírito transformador de sonhos e anseios em realidade e coisas concretas, permeia o imaginário idealizado de qualquer organização que se preze.  Não é de outra forma que se desenvolve um corpo de colaboradores comprometidos, dotados de senso de iniciativa e realização, tão necessários para encarar a competitividade, cada vez mais forte e complexa.

Contudo, como sempre, entre o sonho e a realidade existe uma estrada de distância. Muitas vezes esse desejo organizacional, por mais que faça sentido e seja imperioso, pode não passar de simples retórica, daquelas que eventualmente se escutam nas festas de confraternização de final de ano ou em outras comemorações semelhantes.

Transformar colaboradores em empreendedores nos seus campos de atuação dentro da empresa, demanda mais do que bons propósitos e registros em apresentações corporativas, mas sobretudo exige um clima corporativo fértil para o desenvolvimento de uma mentalidade que pode ser fatalmente massacrada com a falta de alguns cuidados.

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Então, caso seja você um executivo ou colaborador, que deseje colocar para fora o seu empreendedorismo a serviço da empresa onde trabalha e em benefício da sua própria realização, não se iluda, algumas características corporativas, se não confrontadas e modificadas, podem sepultar para sempre qualquer ambiente digno de um empreendedor.

Vamos lá:

1. Um modelo de liderança disfuncional. Independentemente de uma estrutura vertical com comandos claros, ou matricial com multiplicidade de coordenação, o que interessa mesmo, é que líderes, chefes, diretores, encarregados, supervisores, ou qualquer outra coisa semelhante (o título do cargo é absolutamente irrelevante) estejam preparados para lidar com o senso de iniciativa, voluntarismo e autodeterminação típicos das pessoas empreendedoras –  o que significa bom senso, autoconfiança, desprendimento e elevada maturidade profissional;

2. A inexistência de um planejamento claro com objetivos, metas e ações. Essa situação fatalmente transformará o ambiente em uma baderna generalizada, onde a atuação de um colaborador pode se chocar diretamente com a atuação de outro (e ambos sendo bons empreendedores) neutralizando o resultado geral. É necessário que se tenha uma direção clara para ser seguida, possibilitando convergir esforços e energia criadora;

3. Um ambiente dominado pela retórica inflamada (ou o velho blá, blá, blá) pelas modinhas de gestão ou pela ditadura do politicamente correto. O resultado disso é a transformação de um combustível profissional fortemente realizador em pura encenação. Preocupados com a própria sobrevivência no emprego, os colaboradores imersos neste tipo de cenário tendem a atuar como caixa de ressonância da “ordem” vigente. Deixam de lado a originalidade, escondem a criatividade e a iniciativa, e claro, torcem para uma boa oportunidade surgir para que possam cair fora dali o mais rápido possível;

4. Instabilidade excessiva. Não se discute aqui a necessidade de ajustes, adaptações e calibragens recorrentes em função da competitividade e das inevitáveis batalhas mercadológicas, mas a mudança pela mudança, ou o transformar pelo transformar, por si só, acabam por gerar uma rotina cansativa, sugadora de energia e muito chata.

Alista poderia ser bem maior, mas creio que esses são a base de tudo.

Cuidado coma suas escolhas profissionais e boa sorte.

Até o próximo.

7 práticas que detonam até as melhores equipes

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Meus caros, você certamente se preocupa em ser um bom líder, ou quem sabe em ser um ótimo chefe. Quer que sua equipe confie na sua capacidade de condução, deseja que comprem as brigas que você elege para encarar, e talvez espere que tenham o mesmo comprometimento, assim como a mesma disposição ao risco que você.

Até aqui tudo perfeito, ou melhor, legítimo, a única questão é que os seus anseios, eventualmente, podem não encontrar correspondência no mundo real. Desejo é uma coisa, realidade é outra que pode estar a quilómetros de distância.

Contudo essa diferença pode ser algo absolutamente natural, refletindo uma certa idealização, ou quem sabe fruto de uma dinâmica comportamental, a saber, a sua.

Então, já rumando para um desfecho, aqui vai um questionamento. Você atrapalha a sua equipe? Vamos ajuda-lo a responder.

Você atrapalha a sua equipe quando:

1. Centraliza excessivamente as atividades, decisões e condutas, condenando eventualmente uma grande equipe de trabalho à apatia;

2. O contrário também é verdadeiro (dependendo da forma como é isso é feito). Você delega tanto e com tanta intensidade, mas também de forma tão bagunçada, que ninguém que esteja assumindo cargas relevantes de responsabilidade consegue ter clareza sobre o que fazer realmente, de que forma agir, ou se está ou não ultrapassando limites perigosos. A consequência é o ativismo de movimentação. Todos atuando de forma performática, tal qual em um teatro cotidiano, mas realizando e concretizando praticamente nada;

3. Você é inseguro e não tem coragem de assumir os seus próprios erros, temendo que tal comportamento o rotule como fraco ou incompetente. Como resultado, uma equipe absolutamente incapaz de assumir responsabilidades.

4. Você exige em excesso ou cobra resultados e metas absolutamente irrealistas. O resultado disso é uma verdadeira fraude corporativa. Ou seja todos gostam de ser enganados, porque assim se engana mais fácil. Em resumo, mais uma vez muita retórica, muito blá blá blá, e mínimos resultados palpáveis;

5. Você implanta um modelo de reconhecimento sem regras claras, avesso à meritocracia e ao reconhecimento de que, sim, algumas pessoas são mesmo melhores, mais capazes e mais brilhantes do que outras. No lugar disso, sem nenhum critério ou padrão conhecido, seleciona os eleitos para quem direciona todo o reconhecimento profissional e financeiro. Isso desmotiva e fragiliza a energia de qualquer equipe que se preze, além de afastar os talentos, naturalmente.

6. Você se deixa influencias por modinhas de gestão e se ilude com o poder dos rótulos geracionais (me refiro aos rótulos “geração x”, “geração y”, “geração k” e sei lá mais o que). Com isso inibe a riqueza que é construir uma equipe de trabalho multifuncional, capaz e rica em experiências e trocas profissionais, que no final acabam por potencializar talentos e garantir amadurecimento. Contudo construirá um ambiente profissional infantilizado, incompetente e ressentido.

7. Você empenha um comportamento agressivo, irascível e desrespeitoso, e com isso não sabe escutar com devida profundidade aquilo que vem da sua base de trabalho. O resultado imediato será o afastamento de talentos (alguns nem se aproximarão para não precisarem se afastar) e no lugar deles um exército de eunucos profissionais, sem ideias próprias, sem energia criativa, e claro, sem nenhum prazer em trabalhar.

Para encerrar, muito cuidado, não seja você mesmo o maior inimigo do seu negócio.

Até o próximo.