7 atitudes para liquidar uma sociedade sem traumas

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da DVS Editora e da Revista Criática.

Caros leitores, muitas vezes os ciclos profissionais se encerram e por mais que não tenhamos nos planejado para isso, rompimentos fazem parte da história empreendedora de qualquer empresário, e lidar bem com isso requer tato e maturidade.

Nem sempre é assim, não se trata de uma sentença (existem sim, sociedades que atravessam o túnel do tempo), e nem tão pouco esses encerramentos precisam ser necessariamente dramáticos, traumáticos, ou do tipo mais assustador, litigiosos. No lugar disso, com uma boa dose de habilidade e racionalidade evitam-se desgastes emocionais, a epopeia no nosso “ágil” sistema judicial, e sobretudo os impactos negativos ao negócio, que tal como um filho nenhuma responsabilidade tem com o fim deste casamento.

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Em resumo, é preciso entender que um rompimento pode se dar por inúmeras razões, mas saber conduzir o processo de separação, traça a linha divisória entre uma dissolução de sociedade estruturada ou conturbada, com maior ou menor impacto na condução cotidiana da empresa.

Vamos lá:

01. Uma eventual separação entre sócios, por mais que não seja desejada, pode ser prevista no contrato social ou no contrato de sociedade, onde regras claras evitam desgastes desnecessários e disfuncionais para o negócios e as relações;

02. Conduza o processo munido de paciência e tranquilidade. Por mais preparado que você esteja para enfrentar essa etapa, é bem possível que a outra parte não esteja e o sucesso do processo está diretamente ligado ao formato final, que será sempre fruto de uma estruturação que não deixe margem para dúvidas, e nem cicatrizes que venham a se abrir em dolorosas feridas no futuro, atrapalhando a vida empresarial e profissional dos ex-sócios;

03. Se possível auditem os números da empresa, por meio de um grupo especializado e isento da condução do processo de apuração de direitos e obrigações;

04. Seja ágil naquilo que lhe couber, pois a burocracia oficial envolvida não será, e isso potencializa as possibilidades de desgaste que eventualmente você já tenha conseguido evitar;

05. Ao decidirem se separar, estabeleçam um acordo para conduzirem o processo, que eventualmente pode envolver o sigilo diante de colaboradores, fornecedores e clientes. Isso não apenas organiza a condução da dissolução como protege a empresa e os sócios envolvidos de boatos, fofocas e outras conversas de corredor totalmente desprovidas de qualquer valor agregado;

06. Se possível, e sobretudo se a carga emocional envolvida for maior do que a capacidade das partes para administrá-la, contratem um mediador isento;

07. Por último, caso independentemente de todos os cuidados, a separação seja conturbada nos seus motivos já na origem, evitem as cansativas ladainhas com troca de acusações e atribuição de culpas, e no lugar disso, saibam que assim como em qualquer desastre, nada acontece fora de um roteiro tomado pela sucessão de erros e equívocos. Por isso, calma e tolerância devem ser ingredientes cultivados em todas as fases do processo.

Boa sorte

Mercado editorial brasileiro ganha dois novos selos

A DVS Editora – especializada em livros de negócios e de desenvolvimento pessoal – aproveita seus mais de dez anos de experiência no mercado editorial brasileiro para lançar dois novos selos: Catatau Livros, voltado para o público infantil, e Abajour Books, dedicado à publicação de romances e livros de variedades.

Abajour Books aposta em diversidade

Com a iniciativa, a empresa expande sua área de atuação e passa a trabalhar com praticamente todos os tipos de livros, de autores nacionais e internacionais. A prova disso foram os três livros de estreia da Abajour Books. “Interlúdio”, do consultor literário anglo-brasileiro James McSill foi o primeiro deles. O romance conta a conturbada história de amor entre dois homens que precisam lutar o tempo todo contra dogmas e preconceitos.

Em seguida, a Abajour Books apostou na autobiografia da lutadora de MMA, Ronda Rousey e lançou no Brasil o livro “Minha Luta, Sua Luta”. Na obra, que obteve grande sucesso de público, a Campeã invicta no UFC conta toda sua tortuosa trajetória até se tornar uma vencedora!

Livros-Abajour

Para mostrar toda sua diversidade, o novo selo publicou também “Arte Zen para colorir”, explorando o novo e crescente mercado dos livros de colorir para adultos. A publicação é recheada por ilustrações de temas geométricos, animais, florais, plantas, letras, zendalas, etc. Tudo pode ser pintado, inclusive a capa.

“Com a Abajour Books, poderemos investir em novos autores, tanto de ficção quanto de não-ficção, que tenham boas histórias para contar, além de buscarmos outros modelos criativos e envolventes, que façam crescer o interesse pela leitura e a paixão pelos livros”, explica Sergio Mirshawka, sócio-fundador da DVS Editora.

Catatau Livros busca os talentos da internet

Já a Catatau, voltada a crianças de três a nove anos, estreou colocando no mercado o livro “Petty Lee e seus amigos”. Originalmente, os personagens fazem parte de histórias em quadrinhos que são publicadas em uma página própria no Facebook. A ideia é dar prioridade aos ilustradores e autores nacionais – embora traduções não estejam descartadas.

978-85-68054-01-7“A nossa intenção é que Petty Lee cresça e vire uma marca. Já temos um segundo volume pensado”, conta Sérgio Mirshawka. O projeto ganha vida com ilustrações de Luiz Perez Lentini e textos de Sandro Casarini e Fabiana Gradela Casarini.

Os lançamentos pela DVS Editora continuam

A editora continua com sua rotina normal de lançamentos com livros sobre negócios, empreendedorismo, marketing, administração, criatividade, etc. Entre as publicações de autodesenvolvimento, a grande novidade é o próximo livro de Daniel C. Luz, que está em fase de finalização e deve chegar ao mercado neste segundo semestre. Autor dos best-sellers Insight, Insight II e Fênix, Daniel C. Luz é um dos escritores mais vendidos da casa.

As 10 características do “não empreendedor”

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Meus caros, antes de tudo um esclarecimento: o “não empreendedor” é diferente do anti-empreendedor. O primeiro simplesmente não tem vocação para a coisa, e o segundo atrapalha e emperra por vocação. O primeiro aceita-se e se respeita, o segundo precisa ser combatido. É simples.

Em épocas onde o empreendedorismo ganhou ares de atividade glamurosa (Rockefeller gargalharia com isso), comete-se o equívoco de ingenuamente adotarmos como padrão que todos os colaboradores e parceiros de qualidade são necessariamente empreendedores. Mas isso não é uma verdade.

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É o mesmo engano aplicado ao conceito de “capacidade de liderança”. Observem os cursos de formação afetos ao mundo corporativo. Todos querem “formar líderes”, mas caso esse intento fosse atingido, viveríamos o caos nas organizações – onde o excesso de pretensos caciques tornaria tudo muito disfuncional.

No mundo do empreendedorismo não é diferente. Trata-se portanto de perfil, capacidade e tino. E não é para qualquer um, além do que muitas pessoas competentes e necessárias nas organizações passariam longe da ideia de se tornarem “empreendedoras”. Grandes executivos e dirigentes encaram com tranquilidade a missão de conduzir os empreendimentos dos outros, mas não podem nem pensar em montar algo próprio e correr os riscos inerentes do processo. Contudo, como é óbvio, não deixam de ser importantes ou necessários por conta disso.

Então, para evitarmos depositar expectativas exageradas ou julgarmos de forma preconceituosa, convido-os a conhecer suas genuínas e legítimas características.

Não empreendedores:

01. Não são dotados de paciência para montar operações do “zero”. E com isso enxergam em uma estrutura de suporte de trabalho, algo essencial para o desempenho de suas atividades;

02. Não estão dispostos a viver sem a garantia de sua remuneração. Esse requisito é imprescindível para a sua paz de espirito e bom desempenho produtivo;

03. Sim , eles estão dispostos a trocar o projeto (que para você pode ser a grande missão de uma vida) por uma posição melhor, com maior status ou remuneração. E isso não é um pecado e nem uma falha de caráter.

04. Sua satisfação profissional, e capacidade produtiva dependem de um dos quatro fatores a seguir (se acumulados, melhor): status, boa remuneração, desafios que tornam o trabalho estimulante, alguma estabilidade profissional;

05. Nem sempre se sentem confortáveis na tomada de riscos novos, preferindo muitas vezes viver uma vida mais previsível no trabalho;

06. (não é a regrar, mas é muito comum) Necessitam de regras claras para navegar sem correr riscos desnecessários. Em geral padecem em fases ainda não completas de processos de implantação de novos negócios ou projetos;

07. Podem perder toda a admiração, orgulho ou apego por uma empresa ande estejam atuando e que eventualmente comece a apresentar sinais de fragilidade econômica;

08. Estão sempre atentos a manutenção de sua empregabilidade, permanecendo com o “radar” ligado para não perderem novas oportunidades em outras empresas que ofereçam condições superiores ou mesmo mais adequadas;

09. Geralmente convivem bem com o conceito de hierarquia ou com a relação líder-liderado;

10. Eventualmente são cuidadosos para não ferirem suscetibilidades.

Até o próximo.

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Uma obra para alavancar o sucesso dos franqueados!

Tudo sobre Franquias

Adir Ribeiro, especialista em gestão estratégica do franchising e varejo, atuando há mais de 20 anos no mercado; Maurício Galhardo, especialista em finanças, governança corporativa, fusões e aquisições que já treinou mais de 12 mil pessoas no varejo e franchising; Leonardo Marchi, especialista em gestão de capital humano para franchising e varejo, com mais de 15 anos de atuação como consultor e palestrante; Luís Gustavo Imperatore, especialista em análise e estruturação de modelos de franquias, varejo e outros canais de vendas; e Tonini Jr., especialista em excelência na gestão de vendas, com mais de 25 anos de experiência como instrutor de pessoas e encantamento de clientes são os autores do livro Gestão do Ponto de Venda – Os Papéis do Franqueado de Sucesso, que tem como objetivo principal contribuir com a perenidade e avanço do sistema de franchising e varejo a partir do conhecimento prático, atualizado e relevante (PAR) sobre a gestão empresarial da unidade (loja, revenda, escritório comercial, escola, prestação de serviços etc.).

Conceitualmente, a lei 8.955, de 15 de dezembro de 1994, considerada a lei das Franquias, definiu franquia da seguinte maneira: 

➡ “Franquia empresarial é o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços e, eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício.”

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Da esquerda pra direita, os autores: Tonini Júnior, Adir Ribeiro, Maurício Galhardo, Leonardo Marchi e Luís Gustavo Imperatore.

Os autores, por sua vez, apresentam para franchising a seguinte conceituação:

“É uma estratégia de expansão dos negócios e acesso ao mercado, que envolve a transferência de know-how (conhecimento), know-why (porque saber) e métodos (como fazer) entre duas partes, a franqueadora (detentora do conhecimento, marca e produtos/serviços) e o franqueado (terceiro independente que investe e opera o negócio), com foco na construção de uma relação de longo prazo, visando resultados sustentáveis e duradouros e na ampliação de participação de mercado, de forma rentável e dentro de modelos de negócios em que o planejamento e a gestão estratégica são fundamentais para a consecução dos resultados esperados.”

Gestao do Ponto de Venda - Os papeis do franqueado de sucessoNa sua definição de franchising, o psicólogo australiano Gregory Nathan destacou o relacionamento entre as pessoas. Ele explicou: “Franchising é uma relação de forte interdependência entre as pessoas. Se prestarmos atenção em contratos, finanças e mercados e ignorarmos a dimensão humana do franchising – os sentimentos, motivações e comportamento das pessoas –, ignoraremos o núcleo da relação da franquia. Trata-se de trabalhar com pessoas em um relacionamento altamente interdependente, quando há visões diferentes a conciliar. Esses são os desafios diários do franchising ou de qualquer outra parceria de negócios.”

Assim, os autores destacam que para um franqueado ter sucesso deve desenvolver o seguinte tripé:

➡ Finanças – Isso significa ter uma correta visão dos negócios, sabendo controlar os seus principais indicadores, as receitas, os custos, fluxo de caixa, capital de giro necessário etc. É o lado frio, calculista e racional que todo franqueado precisa ter para tomar as suas decisões apoiado em métricas e fatos.

➡ Pessoas – É preciso ter um ambiente saudável de trabalho entre a equipe e para alcançar isso o franqueado não pode agir somente como sendo dono, mas sim um líder facilitador do engajamento, do alinhamento das pessoas com a missão da empresa.

➡ Vendas – De nada adianta um negócio estar controlado e as pessoas alinhadas e treinadas se não existirem clientes para que possam ser feitas as vendas.

Para se obter vendas é essencial desenvolver boas campanhas locais de propaganda e a divulgação do negócio, além de cuidar com esmero do ambiente e imagem interna e externa do ponto de venda, possuir um bom cadastro de clientes e ampliar cada vez mais o seu número!!!

Bem, esse livro prepara os franqueados e todos os envolvidos no sistema para um novo modelo de negócio, mais profissional e focado em resultados!!

Você quer aperfeiçoar a sua capacidade de persuasão e a sua influência?

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Como a persuasão é o ingrediente mágico que ajuda as pessoas a progredirem nas suas profissões e nos seus negócios, bem como garantir relações pessoais felizes e duradouras, a resposta para a pergunta provocação é sim!!!

De fato, a persuasão é a habilidade fundamental dos indivíduos mais bem-sucedidos que conseguem com que as pessoas façam para alguém o que ele de fato deseja e que isso não seja um acidente, tampouco uma coincidência.

Pois é, para tornar-se um especialista em como persuadir, uma boa maneira, valendo-se do “método de aprender a aprender” é ler com atenção o livro Máxima Influência – As 12 Leis Universais de Persuasão Efetiva(Editora DVS) escrito por Kurt W. Mortensen.

Eis aí as suas 12 leis de persuasão:

1ª Lei – Conectividade: Quanto mais alguém se sente conectado ou semelhante a você, e querido ou atraído por você, mais persuasivo você se torna.

2ª Lei – Envolvimento: Quanto mais você engajar os cinco sentidos de uma pessoa, envolvendo-a mental e fisicamente, e criar a atmosfera certa para a persuasão, mais eficaz e convincente se mostrará.

3ª Lei – Estima: Todos os seres humanos precisam de elogios, reconhecimento e aceitação, e precisam muito disso.
Portanto, em um processo de persuasão, as pessoas agirão e se comportarão de um modo específico para validarem os cumprimentos recebidos.

4ª Lei – Obrigação ou reciprocidade: Quando alguém faz algo por nós, sentimos uma forte necessidade de retornar o favor, ou seja, há uma compulsão de retribuir.

5ª Lei – Dissonância: As pessoas irão naturalmente agir de uma maneira que seja consistente com suas experiências e seus compromissos.

6ª Lei – Embalagem verbal: Quanto mais habilidoso você se mostrar no uso da linguagem e das técnicas visuais, mais persuasivo será.

7ª Lei – Associação: É fundamental saber valer-se dos desencadeadores mentais e as âncoras que irão gerar os sentimentos, bem como as emoções e os pensamentos certos para criar um ambiente persuasivo.

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8ª Lei – Equilíbrio: Lógica e a emoção devem se manter mescladas e equilibradas.
As emoções desencadeiam ações, enquanto a lógica justifica o acordo. A fusão adequada entre emoção e lógica fala tanto à parte consciente quanto à porção inconsciente da mente, aumentando sua habilidade de persuadir.

9ª Lei – Expectativa: É vital usar a expectação para influenciar e assim criar resultados, pois geralmente o que é projetado, acaba se realizando. Somos muito influenciados ou afetados quando alguém nos oferece duas opções diferentes, e em sequência.

11ª Lei – Validação social: É indiscutível o desejo inato nas pessoas de pertencerem a um certo grupo ou a uma maioria.

12ª Lei – Escassez: Quanto mais escasso se torna um item, mais aumenta o seu valor e mais as pessoas se tornam ávidas por possuí-lo.

Pelo simples medo de perderem uma boa oportunidade, a escassez leva as pessoas a tomarem atitudes rápidas.

Bem, o nosso conselho é leia logo o livro Máxima Influência de Kurt W. Mortensem para com isso, por si só, aprender a ser mais influente, tornar-se de fato mais influente e começar a se sentir mais influente, situando-se assim, entre os 3% das pessoas que conseguem de certa forma orientar melhor o seu futuro.

Gestores, chega de tiros no pé

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Meus caros, não é novidade o fato de que vivenciamos mais uma crise, mais uma queda do voo da galinha. É a história dos ciclos econômicos, que no caso brasileiro por razões conhecidas são bem curtos – o que vale para a prosperidade e também para a derrocada (frutos de uma economia de baixa produtividade, mas que opera de forma diversificada).

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Por outro lado não vou cair na armadilha dos clichês ou da autoajuda de botequim e afirmar o ululante, de que nas fases de crise residem inúmeras oportunidade. É tão óbvio que não merece muita consideração.

Portanto serei hoje mais ácido, afirmando que em fases de crise uma grande sacada é não perder a oportunidade de não fazer bobagens, e evitar atirar no próprio pé de preferência. E se isso também lhe parece óbvio, convido a uma observação cuidadosa ao redor, e aposto que verá muitas armas apontadas para o próprio pé.

Então, na dúvida, vale a pena destacar:

01. Modinhas de gestão. Em épocas de crise, as modinhas de gestão ganham corpo como tábuas de salvação. Por favor, deixe-as de lado e foque em fazer o dever de casa, e bem feito. É aquela coisa…boa refeição preparada com cuidado, servida por um garçom minimamente atencioso (sem ser afetado), numa mesa bem posta com peças limpas e local arejado: pronto a receita elementar, e sem precisar arcar com despesas dispensáveis para “encantar o cliente”;

02. Caixa negligenciado. Cuide do caixa como uma leoa protege a sua cria. Pode parecer óbvio demais, mas é espantoso como muitas empresas não conseguem calcular com precisão a sua Geração Livre de Caixa. Se necessário procure um especialista, e de preferência construa uma modelagem que lhe permita construir cenários para enxergar o futuro refletindo as ações que você está tomando no presente;

03. Temor em demitir. Efetive uma revisão do seu quadro de colaboradores. Observe se não existem gorduras (sim, não estou me importando com a “bota” do pensamento politicamente correto). Mas seja cuidadoso, gente talentosa não se encontra na esquina, então avalie se alguns recursos estratégicos, mesmo que por hora pouco demandados, não poderiam ser mantidos. Afinal a crise vai passar e você vai precisar deles novamente. Vale aqui um redesenho de funções e processos, se ao final existirem excedentes realmente desnecessários, e cuja dispensa não acarretará perdas sensíveis para a empresa, corte-os. Isso mesmo mande embora;

04. Gerenciamento emocional e desorganizado. O momento suplica por objetividade. A empresa agradecerá se puder ser tocada com um plano de trabalho objetivo e detalhado, contendo cronograma e distribuição clara de responsabilidades, com ancoragem em metas atingíveis;

05. Conduzir o processo comercial apenas sob pressão. Trata-se de equívoco muito comum, acredita-se que sob pressão absoluta profissionais de orientação comercial trazem melhores resultados. Nem sempre é assim. A pressão deve ser algo natural, por conta de uma ótica meritocrática e da distribuição de metas e premiações, mas a gestão da dinâmica comercial precisa de racionalidade e combate a perda de tempo.

Por último vale a máxima de que “menos é mais”, não exagere na sofisticação gerencial, não troque o sistema em meio a turbulência. O momento exige o básico eficiente.

Até o próximo.

SUGESTÃO DE LEITURA:
+ Este livro ajuda você a gerir seu negócio

Redes sociais: quando a simplicidade racional fala alto

Por: Rafael Tanaka, blogueiro, roteirista, especialista em redes sociais e articulista da Plataforma Brasil Editorial.

As redes sociais não param de crescer, mas algumas empresas ainda desconhecem a real necessidade para seus negócios, ou até mesmo quando as utilizam, acabam com alguma frequência, trabalhando da maneira incorreta, mas porque será?

Lucro com aplicativos

Vejamos:

01. Qual rede social devo usar? A grande maioria das pessoas ou pequenas empresas que possuem seus negócios e querem estar nas redes sociais, começam abrindo várias contas e nem sabem o que procuram atingir. Não conhecem com clareza o público que atingirão e nem mesmo o conteúdo a ser disponibilizado. Faça uma pesquisa nas atuais redes e tente enquadrar objetivos de comunicação, mensagem e público alvo. Muito provavelmente você terá de atuar em mais de uma rede.

02. Exercite o conhecimento sobre a rede social escolhida. Não apenas descubra qual é a melhor e a mais necessária para seu momento nos negócios, mas estude-a em profundidade, e constantemente. Sempre há algo novo para aprender. Um bom caminho de aprendizado e ajuste é descobrir como seus concorrentes ou empresas no mesmo ramo de negócio lidam com elas. Identifique seus erros e acertos e implante as melhorias a seu favor.

03. Possua o perfil completo – Um grande problema é não disponibilizar informações completas sobre o seu perfil. Não esqueça o básico: e-mail, tel. e endereço. Pode parecer óbvio, mas vai se assustar se pesquisar sobre a quantidade de empresas que cometem esse erro. Oportunidades podem ser facilmente perdidas por conta desse equívoco.

04. Atualize. Quando eu digo atualize, não necessariamente você precise postar conteúdo todos os dias, pense e pesquise no que é melhor postar e na hora certa. Descubra os melhores horários (aqui é importante pensar sobre o momento do dia onde seu público alvo está mais ativo).

05. O que se devo postar? Essa é uma das questões mais importantes para a sua efetividade nas redes sociais. Será necessário que o conteúdo seja um vetor de diálogo com o seu público alto, transmitindo a mensagem de forma adequada e engajadora. Seja objetivo, sem ser frio.

06. Converse, participe, conheça. Falar em nome da sua empresa é uma coisa, mas não seja um robô. Uma das piores coisas que existem é receber respostas automáticas definidas pelo sistema. Responda ao seu público de forma humanizada e com clareza. Faça seu melhor e os usuários irão reconhecer a qualidade.

07. Tempo é Dinheiro. Preserve seu tempo e mantenha a qualidade da sua ação em redes sociais, trazendo para o trabalho um profissional especializado. Você pode até ter as ideias, mas operacionalizar isso cotidianamente, de forma consistente e livres de erros básicos pode consumir muito do seu tempo (e você vai precisar do seu tempo para atender a deliciosa burocracia da vida empresarial brasileira).

08. O que dizem sobre mim. Você já possui as redes sociais certas e ativas e seu conteúdo é relevante e está atualizado da melhor maneira possível, bem, agora é necessário se preocupar com o que as pessoas estão falando sobre você. Pesquise menções, comentários, e até mesmo pesquisas no Google. Essas informações são preciosas e seu conhecimento pode contribuir gerando não apenas novos negócios, mas também a oportunidade de se posicionar positivamente diante de críticas e posições hostis.

Por fim, não se prenda a paradigmas, opere o básico bem feito e explore novas rotas.

Boa sorte e até o próximo.

Monitoramento e métricas de mídias sociais - Diego Monteiro e Ricardo AzariteSUGESTÃO DE LEITURA:
+ “Monitoramento e Métricas de Mídias Sociais”, livro do cofundador da plataforma de monitoramento de mídias sociais Scup

6 dicas certeiras para engajar uma equipe e potencializar resultados

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da DVS Editora e da Revista Criática.

Meus caros, não deixa de ser um clichê a afirmativa de que sem engajamento não há produtividade. É óbvio e recorrente. Será mesmo?

O fato é que você pode reunir os melhores, mais comprometidos e inventivos profissionais, contudo, caso não se sintam engajados (de verdade, e sem blá-blá-blá corporativo) a sua produtividade e, consequentemente, a performance do seu negócio sofrerão.

Teamwork and team spirit - Hands piled on top of one another .

Pode ser possível que você não perceba esse movimento, caso a sua empresa esteja apresentando bons resultados, mas o questionamento deveria ser: até onde eu poderia ter isso com um engajamento profundo e duradouro?

E é a partir dessa abordagem que elaborei as dicas a seguir:

01. Estabeleça objetivos claros, dimensionáveis e com parâmetros de desempenho bem especificados. Isso fornece o “norte”, a direção para a qual a equipe deve rumar. Preocupe-se em desenvolver isso com cuidado e precisão, afinal, algo tão importante não pode mudar a todo tempo. É preciso que seja algo mais permanente e bem comunicado;

02. Abra um leque de metas e submetas envolvendo toda a equipe, criando assim uma rede de colaboração, em que a contribuição de cada um é essencial para o êxito do conjunto. Isso cria a sensação de interdependência necessária para o engajamento, além de permitir a implantação de um coerente sistema de bonificação. É também a base operacional para um modelo meritocrático;

03. Ainda sobre meritocracia, vale dizer que valorizar o mérito confere peso ao esforço individual em benefício do coletivo e evita injustiças como a possibilidade de um camarada acomodado e descompromissado com a operação acessar os mesmos benefícios remuneratórios daqueles engajados e comprometidos. Sem meritocracia, não haverá engajamento que perdure;

04. Entenda que por mais compromissadas que estejam as pessoas da sua equipe com o projeto e seus objetivos principais, antes e em primeiro lugar sempre estarão os objetivos pessoais e o legado individual que se constrói. Não caia na tentação do bobajal corporativo, em que candidatos afirmam nas entrevistas – mesmo que com mensagens subliminares – que se anularão em prol da empresa onde querem trabalhar. Isso simplesmente não existe. Sendo assim, facilite ao máximo para interconectar a necessidade de construção de um legado individual com a construção do legado do seu negócio. Não é fácil, mas caso obtenha esse estado, poderá chamá-lo de estado da arte do engajamento. Um bom caminho é o reconhecimento moral (mesmo sem remuneração e, “pelamordedeus”, sem quadrinhos na parede) pelos feitos e realizações;

05. Construa um ambiente de respeito entre as distintas gerações, onde a diversidade possa coexistir para além da retórica do politicamente correto (essa chatice), mas onde o indivíduo é realmente respeitado.

06. Abandone o blá-blá-blá motivacional e trate os seus colaboradores como adultos preparados e fortes como de fato devem ser, ou deveriam estar tentando ser (a fortaleza interior é uma luta permanente, nunca se está absolutamente pronto).

Até o próximo.

10 Características de uma geração iludida – seja ela qual for

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Meus caros, já é antiga, e cansativa, a retórica que envolve os conflitos de gerações na condução dos negócios e da vida empreendedora. Repleta de chavões e clichês, ela embala uma ruptura de diálogo perigosa, potencializando preconceitos, desconhecimento e fatalmente emitindo uma mensagem subliminar (por vezes explícita) desmerecendo gerações compostas por profissionais mais maduros.

Desconectada da realidade e míope na mínima observação cotidiana, pois desconhece exemplos de prodígios sempre presentes em todas as gerações, com muitos remanescentes ainda bem ativos com mais de sete décadas bem vividas.

Geracoes
Foto de Carissa Rogers | Flickr

E pior, sua prática é recorrente e cíclica, sempre promovendo a geração mais recente como a mais preparada e melhor talhada para o presente e o “futuro”. Mas isso não é de hoje, sempre foi assim, questionemos nossos avós, por favor. O resultado disto é o equívoco onde a geração do ‘momento” em breve será a geração “ultrapassada” e “velha”, cuja contribuição “obsoleta” deve ser esquecida.

Recentemente visitei um fundo de venture capital focado em startups, que entoava logo na recepção a seguinte inscrição “aqui não valorizamos a experiência”. Li aquilo e achei tão pueril que acabei rindo sozinho, e me segurei muito para não continuar rindo quando a reunião começou.

Durante a reunião… o mesmo do mesmo….. a eterna repetição de frases feitas e bobajais corporativos, que foram o suficiente para me convencer de que não seriam investidores talhados para o desafio que representava. E eu estava em busca de parceiros investidores a altura dos meus clientes, uma gente na faixa dos 23 anos, mas decidida, capaz e com as mãos enfiadas na massa, reunindo características boas de várias gerações. (Como? É simples, eles eram inteligentes para saber que a geração aplaudida de hoje será a renegada de amanhã, e por isso mesmo sempre filtraram este tipo de bobagem).

Contudo, já que nem todas as pessoas são providas da astúcia suficiente para identificar essas armadilhas, destaco abaixo algumas características típicas do iludido geracional, (seja a sua geração a A, X, Y, Z, ou W) esse enganado.

01. Ele acredita na excepcionalidade da sua geração porque presenciou caras na faixa dos trinta anos fazerem um bom dinheiro vendendo seus empreendimentos (Sempre foi assim, a excepcionalidade não é exclusividade de nenhuma geração. Thomas Edison o inventor da lâmpada elétrica já era mundialmente reconhecido aos 29 anos de idade, e isso foi em 1876);

02. Acredita que o fato de dominar uma prática ou tecnologia recente, o capacita para “conquistar o mundo”. (“Conquistar o mundo” demanda coragem, energia além do comum, astúcia, resistência ao sofrimento inerente ao percurso das grandes ambições, e capacidade de reunir uma “orquestra” de gente com distintos talentos, e que invariavelmente envolverá profissionais de diferentes gerações – Portugal sucumbiu a séculos de atraso depois das grandes navegações e o Império Britânico naufragou perdendo sua posição de proeminência internacional poucas décadas após a sua valorosa revolução industrial;

03. Ele acredita que toda startup necessariamente é uma empresa de tecnologia, ou de games;

04. Ele renega a experiência, no lugar de tentar acumulá-la e ser capaz de absorve-la a partir de profissionais com mais anos de estrada;

05. Ele possui o senso crítico atrofiado, e não consegue observar nas entrelinhas da sua geração as mesmas características que deplora nas gerações anteriores. (Por exemplo: na geração anterior os funcionários eram orientados a transitar pelos corredores e elevadores da empresa trajando paletó e gravata, e ele deplora isso. Mas na sua empresa quem não usar bermuda em um dia quente e ainda assim insistir em não socializar brincando com bolas coloridas em uma sala envidraçada, será sutilmente advertido de que não está correspondendo ao perfil “esperado”, ele não consegue identificar nisso a visceral semelhança entre as duas gerações.

06. É desprovido do conhecimento da história como ciência, (afinal ele deplora a experiência), e observa nisso uma vantagem;

07. Não gosta de enfrentar a realidade. Quando sua empresa sucumbi ao endividamento, ou aos conflitos de sociedade, ele não quebrou ou faliu, apenas passará para uma nova “hipótese” de negócio;

08. Ele renega as gerações mais jovens, então, preso ao passado com uma bola de ferro no calcanhar, não consegue admitir suas virtudes e prodígios, e talvez por isso mesmo crie uma barreira que acaba por barrar a disponibilização das suas próprias virtudes e capacidades;

09. Esquece que a história é cíclica e que os negócios são sempre submetidos aos ciclos econômicos, e por isso mesmo fica eufórico com períodos de bonança, esquecendo-se de que o abismo sempre nos espreita. (Após a primeira guerra mundial, muitos europeus e importantes empresários no mundo afirmavam com convicção de que a “era” das guerras e das destruições em grande escala tinham finalmente acabado e que dali em diante viveriam apenas paz, bonança econômica e êxitos tecnológicos. Esqueceram –se apenas de combinar com os alemães, mas tudo bem);

10. Ele não aceita o próprio envelhecimento e não abre espaço para as gerações mais novas, bloqueando a sua própria capacidade de reciclagem. (O fim político do homem que brilhantemente liderou a Inglaterra no seu momento mais difícil, Winston Churchill, foi melancólico).

Até o próximo.

8 situações que profissionais talentosos de verdade não suportam

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Caros leitores, sejam vocês empreendedores, executivos corporativos que empreendem dentro das empresas onde estejam lotados, ou mesmo profissionais de qualquer outro setor, e independentemente de qualquer rótulo, precisam concordar com este escriba que não há projeto, negócio, trabalho ou qualquer operação digna de ser qualificada de “competente”, “confiável” ou “eficiente” sem o decisivo impacto do “dedo” de gente competente e talentosa.

Profissionais talentosos

Nada que possa gerar algum valor econômico com o mínimo de relevância pode prescindir disso, e muito já se escreveu sobre como atrair, reter e formar gente talentosa, atividade que por si só também demanda grande capacidade (contrate um selecionador fraco e veja os resultados ao longo de alguns meses, caso queira questionar essa afirmativa). Contudo, pouco se fala das reações a determinadas circunstancias que podem no seu contexto denunciar os falsos talentos. Em resumo, vale a sentença “se está aguentando é porque há algo de errado”.

Então desta vez, listamos algumas situações que gente talentosa (de verdade) não tolera e não suporta por muito tempo. Podem aguentar por um período, alimentados na esperança de tentar provocar alguma mudança, mesmo que em um processo desgastante, mas jamais tolerariam por muito mais do que isso.

Assim, deixemos bem claro que profissionais de primeira linha não aceitam:

01. Remuneração abaixo da sua realidade de mercado, sem perspectivas concretíssimas – além de promessas vagas e jogadas ao vento – de participar de algo maior (exceção justa para aqueles que estão recomeçando depois de um tombo feio);

02. Assédios de qualquer ordem, que tragam agressão à dignidade;

03. Humilhações, desrespeito e destemperos por parte de superiores, sócios ou parceiros descontrolados e de dificílimo trato;

04. A ausência de perspectivas reais de crescimento econômico ou, no mínimo, de relevante aprendizado que por sua vez trará ganhos econômicos no futuro;

05. Se contentar apenas com o reconhecimento;

06. Incompetentes ou mesmo quem coloque “panos quentes” na incompetência alheia;

07. Sacrifícios recorrentes em troca de nada, apenas por lealdade, sem observar a justa recompensa no horizonte (desde que não seja apenas uma miragem, é óbvio);

08. Metas totalmente fora da realidade, e cujo (óbvio) não atingimento represente um atestado formal de incapacidade.

A lista poderia até ser mais extensa, mas se considerarmos isso, desrespeitaremos o universo das exceções que sempre precisam ser levadas a sério.

Até o próximo.

A autossabotagem empresarial em cinco atos

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Caros leitores, desta vez vou mirar as baterias para o cotidiano empresarial, com especial atenção aos erros e equívocos, que de tão comuns e recorrentes, trazem o risco de não provocar a indignação e o incômodo necessários aos empreendedores iniciantes, que pouco a pouco e corajosamente, vão transformando a cara do nosso universo empresarial.

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Tratam-se de situações muito comuns, mas uma vez que sua ocorrência é tolerada e digerida, podem afetar o desempenho e o futuro de iniciativas fantásticas e inovadoras, mas assassinadas no berço pela falta de cuidado e atenção.

Vamos lá:

Ato de auto sabotagem 1 – Um ambiente com comunicação inacessível ou ineficaz. Jamais permita que o toque do telefone ocorra por mais de três vezes sem atendimento. Dou outro lado da linha pode estar um potencial cliente irritado, que depois de escutar o toque por quatro vezes, poderá concluir que foi melhor não ter sido atendido.

Ato de auto sabotagem 1 – O estabelecimento de metas impossíveis. Pode acreditar, eu, você, a sua e a minha equipe possuem limitações. Para evitar que as metas e objetivos traçados não se transformem em peça de folclore, por conta do mais absoluto descrédito, estabeleça apenas aquilo que de fato possa ser realizado. Depois disso cobre com rigor.

Ato de auto sabotagem 3 – A contratação de analfabetos funcionais. Sim eles existem. O analfabetismo funcional pode ser identificado quando profissionais formados em boas escolas e eventualmente dotados de alguma experiência, apresentam desconhecimentos impensáveis para as suas áreas de atuação. Algo como, um gestor financeiro não dominar as práticas da matemática financeira, desconhecer princípios contábeis ou ferramentas e modelos de gestão financeira. Fuja disto.

Ato de auto sabotagem 4 –  A institucionalização da desorganização. Não há nenhum problema em se criar um ambiente de trabalho informal, arejado e livre dos rigores corporativos tradicionais. Muito pelo contrário, estes ambientes podem (vejam bem, podem, mas não garantem nada) propiciar um ambiente de trabalho mais produtivo, agradável e dotado de alta dosagem de criatividade. Outra coisa é a informalidade ocasionar a perda de documentos e informações importantes ou a dificuldade para se localizar contratos.

Ato de auto sabotagem 5 – Um escritório de contabilidade confuso. No caso empresarial, equivale às doenças silenciosas e aparentemente indolores que atacam os seres humanos. É algo que vai corroendo, pouco a pouco e dia após dia, a situação fiscal e os controles internos, fragilizando o aparato administrativo financeiro até se transformar em uma bata quente onde ninguém terá coragem de por a mão.

Diante de uma primeira leitura, pode ser que tudo lhe pareça muito óbvio, mas o problema dos equívocos “óbvios” é que eles passam desapercebidos e camuflados, e com o tempo ganham forma, vida própria, e grande potencial destruidor.

Boa sorte e cuidado.

10 motivos para valorizarmos o fracasso ao longo da carreira

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Meus caros, começo esse texto com uma constatação inevitável: ninguém quer o fracasso. Trata-se de uma verdade! Passamos toda a nossa existência tapeando ou fugindo dele. Eventualmente o sobrepujamos, mas, às vezes, ele nos vence – e detestamos quando isso acontece.

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Contudo, tem sido muito cansativo a forma como a nossa cultura o destrata. O que observo é que sua existência vem sendo recorrentemente esquecida, ou talvez seja a sua importância que é constantemente relegada ao segundo plano. É fato que ou por medo de sua existência ou – e mais provavelmente – pela própria histeria que a busca pelo sucesso provoca, costumeiramente passamos a tratar o fracasso como um doente cuja enfermidade contagiante deve ser tratada em regime de quarentena.

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Observem que quase ninguém no universo corporativo ou empreendedor consegue admitir grandes erros, que é o sinônimo de fracasso. Os pequenos e costumeiros são tratados até com certo humor. Mas a derrocada, a grande derrapada, quase sempre é deixada para debaixo do tapete. Ninguém a admite, e é convenientemente esquecida para a manutenção da imagem perfeita e irretocável (mas evidentemente inverossímil).

E desta forma surge um mundo imaginário, com expressões bonitinhas para não assustar criancinhas e mimadinhos de plantão, e onde a experiência não conta e, obviamente, nada é o que parece ser. Uma demissão não é uma demissão, mas uma troca de perspectivas profissionais. A quebra ou falência não é uma quebra ou falência, mas uma hipótese no empreendimento que não deu muito certo (por causa do momento é claro, afinal estamos muito à frente dele, naturalmente). Uma sociedade que se desfaz, na verdade não se desfez, transformou-se em “algo maior” “mais inovador”, blá-blá-blá.

E de espuma em espuma, originadas na grande prateleira da perfumaria do embromation corporativo, pratica-se a grande injustiça de minimizar o valor do fracasso, que ajudaria a formar gente forte de verdade, e que é parte indissolúvel da história real de empreendimentos e carreiras sólidas.

Sendo assim, hoje resgatamos aqui o seu peso, mostrando com clareza a sua contribuição.

01. Com o fracasso, você aprende de uma vez por todas a lidar com as suas fraquezas e ineficiências. Sim, você não é perfeito;

02. Uma vez experimentado, podemos farejar com grande chance de acerto a sua aproximação. Quem já caiu sempre fica mais esperto e ágil;

03. Aprendemos que a experiência dos nossos pares, superiores e subalternos, sejam eles mais velhos ou mais jovens – e independentemente da geração da qual tenham saído (analógicos, x, y, z, w, 2.0 ou 3.0) -, sempre vale muito e precisa ser absorvida;

04. Que trabalhar com quem nunca levou um tombo na vida é um grande risco;

05. Passamos a distinguir prepotência de autoconfiança;

06. Que grande parte da autoconfiança, tão necessária para o sucesso e a tomada de riscos, nasce muitas vezes do enfrentamento do medo, que por sua vez nasce com algumas derrapadas;

07. Aprendemos a não levar muito a sério as pessoas que não têm medo de nada;

08. Que coragem não é não ter medo, mas reconhecê-lo, senti-lo e ainda assim enfrentá-lo;

09. Que podemos nos levantar da maioria dos tombos;

10. Que gente que caiu e depois foi capaz de se levantar vale o dobro, e que não se vivencia o sucesso sem antes fracassarmos de alguma forma.

Até o próximo.