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Os piores inimigos no cenário econômico

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.

Caros leitores, desde que me tornei economicamente ativo – no início com a posição privilegiada de quem estava apenas começando, mas depois vivenciando na pele as consequências da gangorra de expectativas do entorno do ambiente de negócios – apurei o gosto pela observação, mas com foco especial nas reações e prognósticos captados com aqueles que representam a infantaria nas trincheiras de nossa economia, a saber: o empresariado.

Durante todo esse tempo, convivendo com suas inquietações e angústias, fui aprendendo que o conjunto de problemas conjunturalmente constantes é tão vasto e abrangente que tentar dizimar a todos de uma só vez, ou durante o ciclo de poder de um grupo político (sim, não se iluda, a maior parte das soluções encontram-se em gabinetes governamentais) é tão impossível como contraproducente. Isso sem levar em consideração que diferentes setores apresentam distintas demandas – além daquelas com impacto majoritário. Com esse cenário, o que resta é a seleção de alvos, e em seguida encará-los, um a um, no compasso da viabilidade e da disposição política dos mandatários de ocasião.

O cardápio de alvos é extenso, vejamos: infraestrutura precária com impactos logísticos disfuncionais; baixa qualificação técnico-profissional; complicações nas questões relacionadas ao comércio internacional que dependem da política de atuação de nossa diplomacia; complexa e pesada carga tributária; legislação trabalhista desatualizada e inflexível; massacrante burocracia em praticamente todos os níveis das relações institucionais; insegurança jurídica por conta da confusa legislação e do sistema judiciário lento e oneroso.

Mas quando a conversa se aprofunda e da choradeira se tenta avançar em busca de soluções concretas, eis que surgem duas unanimidades: insegurança jurídica e a interminável burocracia. A opinião recorrente é a de que qualquer ambiente de negócios que esteja ancorado em uma democracia de verdade, traz consigo complicações e regulações a serem tratadas. Contudo, com regras claras que se somam a um eficiente sistema jurídico e sem complicações processuais desnecessárias (burocracia), todo o resto, pode ser enfrentado e aperfeiçoado.

Com a aproximação das eleições em 2014, entraremos em um período fértil para essas discussões, e é bom que isso ocorra, fartamente, pois nada será resolvido por meio da inércia e muito menos com omissão. Será preciso engajamento, e uma agenda comum, livre da prisão das ideologias, profunda, crível e focada.

Em breve não teremos mais opções. Ou enfrentamos de frente os problemas e obstáculos que teimam em se perpetuar, ou jamais conheceremos um Brasil resultante da alta competitividade.

Até o próximo

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