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Sete coisas que este CEO odeia nos negócios

Eu desfruto do luxo de poder atuar em várias áreas – como acadêmico, cientista, homem de negócios e consultor. E, assim como tudo nesse mundo, há coisas boas e más para cada carreira. A verdade é que estar envolvido em alguma empreitada é extremamente recompensador em termos de dinheiro, sociedade e de educação, mas existem algumas poucas coisas que particularmente me frustam em se tratando de negócios. Aqui vão elas, de acordo com uma ordem particular minha.

Por Jeffrey M. Stibel

Ego. Por que as pessoas simplesmente não conseguem conter seus egos? Eu costumava achar que isso ocorria em poucos casos, mas eu juro que posso sentir o cheiro dos egos inflamados quando entro em certas reuniões de negócios. Confiança é uma coisa, mas o mundo dos negócios existe a arrogância, que vai muito além disso.

Dinheiro. Se o dinheiro não tiver envolvido em tudo, os negócios podem ser muito divertidos. Fazer dinheiro deveria ser algo secundário. O dinheiro surge quando você para de pensar sobre riqueza e começa a pensar sobre valores. Nós todos éramos piadistas e descontraídos quando o dinheiro era algo secundário no início da internet (quando poucas pessoas sabiam como ganhá-lo), mas aí a bolha da internet estourou e a coisa mudou. Mas a verdade é que a maioria das empresas que colocam o dinheiro como algo secundário se saem melhor do que aquelas que o focam como prioridade. Basta comparar empresas como Google, Amazon, eBay, Lehman, Citi e Wachovia.

Viajar. Deve haver uma maneira melhor para fazer negócios. Eu viajo constantemente e quanto mais eu odeio, mais eu não consigo evitar. Telefone e e-mail são muito indiferentes; vídeo conferência é muito impessoal, e é simplesmente importante demais olhar alguém nos olhos e construir um relacionamento de verdade. (Talvez a Cisco me mande seu novo sistema de conferência por telepresença e isso mude meu modo de pensar…)

Linguagem corporativa. Sinergia, um lado vendedor, soluções corporativas, ouvido para ouvido, olho no olho, pensar fora da caixa, ser um facilitador…. preciso dizer mais?

Reuniões. A maioria dos homens de negócios passam metade das suas vidas em reuniões. Por quê?

Livros de negócios. Para ser justo, nem todos os livros de negócios são ruins, mas a maioria deles cheiram mal. O livro de negócios médio é desprovido de qualquer coisa remotamente útil. Mesmo os melhores livros de negócios costumam ter uma grande ideia e nada mais,  além de uma enxurrada de exemplos, estudos de caso e palavreado barato. É raro encontrar um autor que pode conduzir um assunto de negócios ou tecnologia e incorporá-lo em uma história provocativa que torne a leitura a verdadeira alegria que deveria ser.

Tempo. Eu ficaria feliz se pudéssemos eliminar a jornada de oito horas por dia. Embora não seja prático, isso traria um monte de coisas boas. Primeiro, isso forçaria os gerentes a serem mais criativos na maneira como engajam seus empregados. Segundo, isso forçaria os empregadores a focar e aproveitar melhor o tempo que gastam com trabalho. Eu nem consigo imaginar o número de horas que passo trabalhando na semana, mas que realmente não sinto como se estivesse trabalhando. Se as coisas não estão dando certo, ou se simplesmente não está rolando, eu vou para casa, e digo para o meu time fazer o mesmo. Se está doente, cansado, aborrecido… simplesmente vá para casa. Volte quando estiver disposto a realmente se dedicar ao trabalho e se não estiver afim, simplesmente desista e vá atrás de outro – a vida é muito curta e trabalhar realmente pode ser algo bom.

O que você acha? O que te incomoda mais sobre o mundo dos negócios?

Sobre o autor

Jeffrey M. Stibel é o autor da obra Conectado pelas ideias (DVS Editora) e criador do Google AdSense (programa de gerenciamento de anúncios relevantes), além de um cientista do cérebro e empreendedor que ajudou a criar diversas empresas de capital aberto e fechado.

O autor também é presidente da Web.com, empresa de capital aberto que ajuda empreendedores a iniciar e desenvolver seus negócios na Web. Stibel também é presidente da BrainGate, empresa especializada em implantes no cérebro que capacita pessoas para o uso do pensamento para controlar dispositivos elétricos.

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