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Em busca da igualdade entre os sexos

igualdade entre os sexosMasculino e feminino: apesar das diferenças ainda existentes, é de se esperar que no novo cenário social que está surgindo, no século XXI, não haverá vencedores e nem vencidos entre homens e mulheres, mas sim a colaboração e a harmonia no trabalho conjunto prevalecendo a inteligência e a competência das pessoas, única e exclusivamente.

Por Victor Mirshawka

A tese de que as mulheres não gostam da política organizacional das empresas, o que leva as empresas a se inclinarem mais a favor do gênero masculino é bastante contestado no livro de Peninah Thomson e Jacey Graham com o título O Lugar da Mulher é na Direção.

Elas contam a seguinte anedota no seu livro: trinta executivos de nível médio, homens e mulheres se reuniram para falar sobre o novo programa de diversidade de sua empresa.

O moderador iniciou o debate pedindo para que cada um expusesse sua visão sobre como era trabalhar para a empresa do ponto de vista masculino e feminino.

As mulheres se puseram imediatamente à tarefa e começaram a escrever em ritmo vertiginoso.

Os homens pareciam totalmente desconcertados.

Quando o moderador lhes perguntou se havia algum problema, um deles contestou : “Desculpe-me, mas creio que não entendi bem a pergunta!!!”

Realmente, o espanto do homem tem o seu motivo, pois trabalhar para a empresa não tem muito a ver com enfoque feminino ou masculino, mas sim com a eficácia que não tem gênero.

Talvez as mulheres não progridam tanto quanto os homens nas organizações pois não gostam de competir tanto quanto eles.

As economistas Muriel Nierdele da Universidade de Stanford e Lise Vesterlung da Universidade de Pittsburgh, num artigo publicado no final de 2005, enfatizam: “Sim, as mulheres têm receio de competir com os homens, que por sua vez são competitivos demais.

Isso é que reduz as possibilidades de sucesso delas, quando concorrem por uma promoção ou um cargo mais remunerado.

Para as mulheres, não agrada o clima de competição. Os homens por sua vez são mais otimistas, confiam mais em si mesmos que as mulheres, o que explicaria, em parte, sua disposição em competir.”

Lois P. Frankel, coach (conselheira ou instrutora) executiva de renome internacional, confirma que viu muitas profissionais talentosas naufragarem ou não progredirem por não quererem competir, isto é, serem pouco ousadas.

No seu livro, Mulheres Ousadas Chegam mais Longe, ela diz: “Muitas mulheres encontraram maneiras para superar os estereótipos aprendidos desde a infância e fazer uso do seu poder, aprimorando um estilo característico de comunicação e comportamento, adotando e modificando atitudes rotuladas de ‘masculinas’ e alcançando assim um grande sucesso profissional.

No meu modo de ver uma mulher (e também um homem) precisa desenvolver as seguintes dez características para ser bem-sucedida na sua carreira:

A maioria das pessoas me descreve como profissional.

Tenho reputação de ser confiável.

Sou conhecida por minha personalidade firme e positiva.

Já me disseram que sou competente.

Quando falo, os outros têm a impressão de que sou inteligente.

Sinto-me bem por ser direta e objetiva.

Minha maneira de falar faz com que os outros me considerem uma pessoa que tem boa dicção e idéias claras.

Nos assuntos relativos ao ambiente de trabalho sou politicamente astuta.

Minha maior qualidade é a autoconfiança.

Minhas ações me demonstram que sei fazer marketing pessoal.

Uma mulher que tem todas as características há pouco citadas sabe falar, pensar, reagir, fazer marketing de si mesmo, criar uma excelente imagem e competir, com o que tem tudo para chegar a qualquer posto que imaginar.”

Um bom exemplo de uma mulher brasileira ousada certamente é o da Danuza Leão.

Por sinal no seu livro, com o título Quase Tudo, ela mostrou alguns dos seus segredos e do seu poder.

Sobre essa obra comenta Danuza Leão: “O que fiz e o que me aconteceu, as minhas vontades, os meus sonhos e os meus acasos estão nesse livro.

Vivi bastante tempo com três homens Samuel Wainer, Antônio Maria e Renato Machado e escrevi tudo o que foi importante nesses relacionamentos para mim.

Aliás, quando se é jovem, a gente se apaixona fácil. Depois de uma certa idade, mais calejada, cada mulher pode começar a fazer radiografias dos homens que conhece e já sabe mais ou menos o que pode acontecer no seu relacionamento com cada um deles.

Com mais idade ainda, você já faz tomografia: vê tudinho. Aí fica difícil, porque a paixão é não saber, é o mistério. Isso não deve desaparecer!!!

Agora estou tratando apenas de ser feliz, pois já não me falta muito tempo.

Quero fazer tudo o que quiser e nada que eu não queira. Acho que tenho esse direito. Aliás, qualquer pessoa tem esse direito. Lendo livros, vendo DVDs, cuidando dos dois gatos, encontrando uns poucos amigos, posso dizer que estou na fase mais feliz na minha vida, pois posso também dizer o que quiser. E isso não é pouco. É quase tudo.”

Nesse início do século XXI, em 2006, no Brasil a mulher está cada vez mais presente na educação brasileira e 57% dos universitários são do sexo feminino, sendo que dos que estão concluindo os seus cursos 64% são mulheres, o que de fato indica que no máximo em uma década a maior parte dos cargos de gerência média estará nas mãos das mulheres.

O indicador ruim para as mulheres é que hoje não está mais correta a música It’s Raining Man (Está Chovendo Homem), um grande sucesso na década de 80, pois segundo os dados do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), de 1992 a 2003, aumentou em 57% o número de mulheres a mais, isto é, o “excedente”  feminino em 2003 era de 4,3 milhões, numa população total de 174 milhões de pessoas.

Agora em 2006 esse excedente deve estar próximo dos 5,5 milhões o que significa “escassez de homem no mercado matrimonial” e por extensão para se ter um namorado ou parceiro.

A dificuldade em arranjar parceiro fez com que surgissem serviços para ajudar o público feminino, como é o caso do site Par Perfeito.

Na Internet no Brasil, no início de 2006, os usuários eram 48% mulheres e 52% homens, com o que se tinha uma relação mais favorável porém essa é uma indicação irreal para a solução do problema.

Não é por acaso que existe uma febre de livros e filmes para que as mulheres possam entender e encantar os homens.

Um exemplo típico é o sucesso do seriado Sex and the City, no qual quatro solteironas batalham continuamente para ter um bom parceiro ou então do livro de Greg Behrendt e Liz Tuccilo, que virou best-seller, com o sofisticado título. He’s Just Not That Into You – The No-Excuses Truth to Understanding Guys (Ele Simplesmente Não é Tão a Fim Assim de Você – A Verdade sem Rodeios para Entender os Homens).

É um verdadeiro guia sem meias palavras para mulheres, como sugere o intertítulo, sobre o que os homens, supostamente querem de um relacionamento, seja ele qual for: sexo de uma noite, namoro casual, namoro sério, casamento, transa entre amigos…

Ele surgiu inspirado na série televisiva Sex and the City, já fora do ar.

As mulheres que precisam se esforçar tanto para vencer no trabalho, agora também precisam cada vez mais se “diferenciar” para conquistar a “alma gêmea” do outro sexo…

O que de fato se constata a cada ano que passa, em particular no Brasil, e na maioria dos países ocidentais é que a discussão sobre a distinção entre os gêneros no ambiente de trabalho está começando a ficar ultrapassada.

E os especialistas na seleção de executivos confirmam que as empresas não oferecem nenhuma resistência em contratar lideranças femininas.

Muitas organizações já perceberam claramente que a diversidade cria um ambiente mais produtivo e compreenderam que, ao oferecer melhores condições de trabalho para as mulheres, que também são mães, retêm grandes talentos.

Estamos porém ante um desafio positivo e aberto: os homens e as mulheres têm que trabalhar juntos e eficazmente, em prol de uma sociedade melhor, com idêntica responsabilidade e contribuições destacadas.

As qualidades masculinas e as femininas precisam umas das outras nessa tarefa coletiva, pois o bem comum se alcança mediante um trabalho conjunto.

Assim, a discriminação da mulher não representa apenas uma ofensa para ela. Constitui também uma vergonha para o homem, sendo um problema que não pode mais perdurar.

No novo cenário social que está surgindo, no século XXI, não haverá vencedores e nem vencidos entre homens e mulheres, mas sim a colaboração e a harmonia no trabalho conjunto prevalecendo a inteligência e a competência das pessoas, única e exclusivamente.

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Escritor por Victor Mirshawka, o Qualidade com Humor, traz temas variados, de competitividade à liderança, de criatividade ao controle de processos, de fé religiosa ao cuidado com a saúde, de empreendedorismo à gestão de talentos, etc. Tudo isso para que o leitor tenha mais sabedoria. O leitor do Qualidade com Humor em todos os assuntos abordados terá também uma pitada de humor, mas sempre com a finalidade de estimular uma análise mais descontraída do tópico descrito com o intuito de elevar mais ainda sua sabedoria superior. Quanto mais um indivíduo desenvolver a sua sabedoria superior, mais saberá tolerar e menos usará a sabedoria inferior para julgar e criticar.

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