As 10 características do “não empreendedor”

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial e membro dos conselhos editoriais da  DVS Editora e da Revista Criática.

Meus caros, antes de tudo um esclarecimento: o “não empreendedor” é diferente do anti-empreendedor. O primeiro simplesmente não tem vocação para a coisa, e o segundo atrapalha e emperra por vocação. O primeiro aceita-se e se respeita, o segundo precisa ser combatido. É simples.

Em épocas onde o empreendedorismo ganhou ares de atividade glamurosa (Rockefeller gargalharia com isso), comete-se o equívoco de ingenuamente adotarmos como padrão que todos os colaboradores e parceiros de qualidade são necessariamente empreendedores. Mas isso não é uma verdade.

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É o mesmo engano aplicado ao conceito de “capacidade de liderança”. Observem os cursos de formação afetos ao mundo corporativo. Todos querem “formar líderes”, mas caso esse intento fosse atingido, viveríamos o caos nas organizações – onde o excesso de pretensos caciques tornaria tudo muito disfuncional.

No mundo do empreendedorismo não é diferente. Trata-se portanto de perfil, capacidade e tino. E não é para qualquer um, além do que muitas pessoas competentes e necessárias nas organizações passariam longe da ideia de se tornarem “empreendedoras”. Grandes executivos e dirigentes encaram com tranquilidade a missão de conduzir os empreendimentos dos outros, mas não podem nem pensar em montar algo próprio e correr os riscos inerentes do processo. Contudo, como é óbvio, não deixam de ser importantes ou necessários por conta disso.

Então, para evitarmos depositar expectativas exageradas ou julgarmos de forma preconceituosa, convido-os a conhecer suas genuínas e legítimas características.

Não empreendedores:

01. Não são dotados de paciência para montar operações do “zero”. E com isso enxergam em uma estrutura de suporte de trabalho, algo essencial para o desempenho de suas atividades;

02. Não estão dispostos a viver sem a garantia de sua remuneração. Esse requisito é imprescindível para a sua paz de espirito e bom desempenho produtivo;

03. Sim , eles estão dispostos a trocar o projeto (que para você pode ser a grande missão de uma vida) por uma posição melhor, com maior status ou remuneração. E isso não é um pecado e nem uma falha de caráter.

04. Sua satisfação profissional, e capacidade produtiva dependem de um dos quatro fatores a seguir (se acumulados, melhor): status, boa remuneração, desafios que tornam o trabalho estimulante, alguma estabilidade profissional;

05. Nem sempre se sentem confortáveis na tomada de riscos novos, preferindo muitas vezes viver uma vida mais previsível no trabalho;

06. (não é a regrar, mas é muito comum) Necessitam de regras claras para navegar sem correr riscos desnecessários. Em geral padecem em fases ainda não completas de processos de implantação de novos negócios ou projetos;

07. Podem perder toda a admiração, orgulho ou apego por uma empresa ande estejam atuando e que eventualmente comece a apresentar sinais de fragilidade econômica;

08. Estão sempre atentos a manutenção de sua empregabilidade, permanecendo com o “radar” ligado para não perderem novas oportunidades em outras empresas que ofereçam condições superiores ou mesmo mais adequadas;

09. Geralmente convivem bem com o conceito de hierarquia ou com a relação líder-liderado;

10. Eventualmente são cuidadosos para não ferirem suscetibilidades.

Até o próximo.

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