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16 fev

Preciso urgente de um AGENTE LITERÁRIO!

Eu sei! Eu sei…

Você está louco para ver o seu nome no livro impresso e nas estantes das livrarias, mas antes que você saia buscando agentes literários ou editoras feito um maluco, pare um minuto e procure se familiarizar com a forma como eles trabalham, isso o ajudará na maneira correta de abordá-los.

Se você fizer isso, lembre-se de que estará mais preparado para enfrentar o mercado, provavelmente sairá na frente dos milhares de autores que tem o mesmo sonho que você, e economizará tempo e dinheiro, além de evitar as famosas lamentações que tanto ouço:

  • “Mandei meu manuscrito para diversas editoras, mas nenhuma respondeu”;
  • “Gastei dinheiro com postagem e o retorno foi zero”;
  • “O único agente literário que me respondeu fez eu pagar adiantado pelo serviço, mas cadê a minha editora?”.

 

Então, pare! Você já demandou tempo para tornar o seu manuscrito o melhor, o mais cativante, o que custa fazer o mesmo para garantir uma boa publicação?

Em geral, o trabalho do escritor é escrever. Dificilmente o autor está preparado para enfrentar o mercado e buscar uma editora. Primeiro, porque isso demanda tempo, e o tempo é o bem mais precioso do escritor. Segundo porque demanda paciência e conhecimento.

Por outro lado, o trabalho de uma agente literário é justamente encontrar editoras para os manuscritos de seus clientes.

Agora pense.

Num mercado onde existem mais autores do que editoras – lembrem-se de que você está concorrendo não somente com autores brasileiros, mas também com estrangeiros –, as editoras estão literalmente entupidas de pilhas e pilhas de manuscritos não solicitados. Por esse motivo, torna-se cada vez mais recomendável garantir um agente com bons contatos e boa reputação, e mais difícil também, eu confesso.

Um agente literário apresentará seu manuscrito diretamente para os editores e procurará negociar um contrato justo.

As grandes editoras também preferem manuscritos encaminhados pelos agentes porque, do contrário, teriam de lidar com uma série de obras que não tem o perfil da casa – sim, primeiro erro do autor desavisado – e que muitas vezes tem qualidade insatisfatória – segundo erro desse mesmo autor.

Por meio do agente, as editoras entendem que os manuscritos apresentados já passaram por uma triagem e que vale a pena, pelo menos, dar uma espiadinha.

Além disso, um bom agente garante que o manuscrito de seu cliente chegará nas mãos do editor que busca aquele determinado gênero. Por meio de suas conexões com a indústria, o agente estará ciente dos gostos e das necessidades de cada editor.

Outra característica importante do agente literário é estar constantemente atento às mudanças do mercado, por exemplo:

  • O que significará para meu cliente a fusão de duas editoras?
  • Quais são as novas casas editoriais que abriram?
  • Quais gêneros despertam mais interesse? E assim por diante.

Por fim, espera-se, também, que um bom agente literário fique atento a outras oportunidades que o manuscrito possa gerar – o que não quer dizer, ressalto, que todo livro tem como virar filme, música, animação ou qualquer outro produto.

Agora que você já sabe do que um agente literário é capaz, vem uma pergunta crucial: você está preparado para um agente?

Essa única perguntinha traz muitas outras, como:

A última pergunta reflete outro erro muito comum do autor desavisado – lembra dele?

Enviar um manuscrito incompleto para um agente literário, ou para uma editora, é um total desperdício de tempo. Além disso, não é profissional enviar uma versão para o agente e depois outra só porque você decidiu que precisava dar aquela “mudadinha” no rumo da história. Isso queimará você.

Outra coisa que precisa estar bem claro é que os agentes literários não são mágicos, não tiram coelhos da cartola, nem desaparecem diante dos seus olhos. Portanto, eles não podem resolver problemas que só competem ao autor.

O agente não é responsável por melhorar seu manuscrito, é papel do autor escrever uma boa obra. Ele também não é seu terapeuta, então, não adianta bancar o tipo ansioso e ligar dez vezes ao dia fazendo mil cobranças – não, não e não! Com essa conduta, você só fará com que ele desista de você. Deixe-o trabalhar, porque afinal, ele é seu parceiro e também tem interesse que você seja bem publicado. E mais, o agente tem seus próprios problemas, então não vai querer um autor alta manutenção para aumentá-los.

Por fim, mas não menos importante, o agente literário não é seu banco. Respeite as datas de pagamento contratuais. Nada de pedir adiantamento ou que ele “quebre o seu galho”.

Importante alertar que pode ser que seu texto não seja apropriado para uma agência. Muitas delas não representam poesia, artigos de revista, contos ou material acadêmico. Isso não quer dizer que não são trabalhos valorosos, quer dizer apenas que a comissão do agente muitas vezes não justificará o trabalho que ele terá com essas obras.

Outra dica, desenvolva suas habilidades, geralmente agências querem clientes que possam produzir mais de um livro, o interessante é desenvolver carreiras, não representar um livro.

James McSill – Em um mercado em que menos que 5% dos bons textos conseguem sequer ser autopublicados, mais de 75% dos autores que procedem das consultorias de James McSill atingem a tão almejada publicação comercial. James trabalha em vários países com textos para literatura, teatro, cinema, TV e Storytelling Corporativo. | ©mcsill |  james@mcsill.com

 

 

 

 

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