O empregado e a Gestão de Carreira

É recorrente ouvirmos que a gestão de carreira está nas nossas mãos. Entretanto, existem outros atores que influenciam e interferem na velocidade e alcance do nosso objetivo de carreira.

Empregabilidade, autogestão de carreira estão na moda, mas apesar de todo o esforço, nem sempre o objetivo é alcançado. Por vezes, faltam estratégias e ações estruturadas de modo a potencializar a velocidade e o alcance de nossos sonhos.

Por Cláudio Queiroz

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Precisamos urgentemente de figuras públicas empresariais

Caros Leitores, antes de tudo, preciso contextualizar aquilo denomino como uma figura pública empresarial. Não se trata aqui de uma medição por conta da cobertura midiática, ou sobre o volume de entrevistas concedidas a revistas, sites e jornais especializados em gestão, negócios ou economia. Da mesma forma, não se trata dos legítimos e acertados apelos para que deixemos de lado os complexos de inferioridade típicos do terceiro mundo, em troca de uma atitude acertadamente mais altiva, confiante e determinada.
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Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial e membro do conselho editorial da DVS Editora.
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Trata-se (e aqui estou cobrando), sobretudo de uma atuação crítica e incisiva daqueles que em última instância representam a parcela de contribuintes de maior impacto para a brutal, bilionária e massacrante arrecadação pública brasileira. Algo que transcenda ideologias, preferências políticas ou interesses setoriais. Continue lendo

Encerrada NRF 2012 com reflexões sobre liderança transformadora

Nós criamos essa Hot News para antecipar algumas informações deste que é o maior evento de varejo do mundo e essa é o último número desta edição. A NRF terminou ontem (dia 18 de janeiro – quarta-feira), foi um dia diferente, um ritmo mais tranquilo… a feira de tecnologia que ocorre em paralelo foi encerrada na terça…

Para nós que estamos com o grupo da ABF a NRF continua! Seguimos agora para mais dois dias de visitas a empresas de diferentes segmentos, por exemplo: tecnologia (NCR), locadora de veículo (HERTZ), vamos visitar a rede mais antiga dos EUA que se chama “The famous Nathans” uma rede de fastfood cujo produto principal é o hot dog, entre outras. Continue lendo

Aeroporto é arma para competir, diz autor de ‘Aerotropolis’

Ao negligenciar os investimentos em aeroportos, o Brasil corre o risco de ficar para trás na competição global com outros emergentes.

Por MARIANA BARBOSA, publicado originalmente na Folha Online.

Essa é a opinião do professor da Universidade da Carolina do Norte John Kasarda. O autor de “Aerotropolis“, lançado em março nos EUA –e com previsão de sair no Brasil, pela DVS Editora, em novembro,– concedeu entrevista à Folha por telefone.

*”INTERNET FÍSICA”

A cidade construída no entorno do aeroporto permite maior e mais rápida conectividade e a formação de redes de negócios globais. Os aeroportos formam uma internet física que movimenta produtos e pessoas. Um terço do comércio mundial viaja de avião –embora a carga aérea represente só 1% do volume. Você só pode competir como economia global se tiver infraestrutura aeroportuária.

VANTAGENS

Uma “aerotrópolis” oferece serviços para apoiar negócios que são de alguma forma ligados à aviação, mas também a milhares de passageiros. O conceito atrai empresas com cadeias de suprimento globais, com componentes produzidos em meia dúzia de países e que são montadas num sétimo país.

BRASIL

O aeroporto é a primeira, e a última, impressão que se tem de um país. Hoje o Brasil não tem a mais atraente porta de entrada. Quando você sai do Galeão até chegar a Copacabana, o que se vê pelo caminho tampouco é atraente.Apresentei o conceito da aerotrópolis à Infraero, mas nada aconteceu. A exceção foi Belo Horizonte [Confins], que é um aeroporto pequeno.

BRICS

A China e a Índia estão andando muito mais rápido e o Brasil está ficando para trás. É uma pena. O país tem muito potencial para ser líder. O problema é a burocracia governamental. O governo não opera no ritmo dos negócios.

PRIVATIZAÇÃO

Só vi o anúncio preliminar, mas achei muito bom. É preciso agir rápido por conta da Copa. A exploração de terrenos no entorno dos aeroportos, sobretudo nos mais importantes, tem de ser feita de forma eficiente, atraindo empresas que dependem dessa proximidade. Os que não dependem só contribuem para piorar o trânsito.

 

FATOR SOCIAL

O planejamento do entorno de Guarulhos pode afetar as pessoas que vivem em ali [5.000 famílias]. É preciso levar em conta o fator social, mas muitas vezes é preciso também tomar decisões difíceis, em nome da prosperidade do país. O fato dessas famílias morarem perto do aeroporto não as beneficia.

TRANSTORNO

Na China e no Oriente Médio, os aeroportos são vistos como a infraestrutura-chave para competir no século 21. No Brasil, são tidos como transtorno ou ameaça ambiental. As pessoas não entendem a importância deles para a prosperidade, que determina a qualidade de vida.

COISA DE RICO

Os mais prejudicados quando a aviação entra em crise são os produtores rurais da África, de rosas da Colômbia, que ficam sem vender para a Europa. E também os taxistas, as camareiras de hotel. Os ricos viajantes são o lado visível, mas eles sofrem apenas com a inconveniência. Os pobres são os que têm o seu sustento afetado.

 


Conheça uma Aerotrópolis!

Os principais aeroportos tornaram-se os nós-chave na produção global e sistemas corporativos oferecendo-lhes velocidade, agilidade e conectividade. Eles também são potentes motores do desenvolvimento econômico local, atraindo empresas ligadas à aviação de todos os tipos para os seus arredores, junto com elas chegam hotéis, entretenimento, varejo, convenção, comércio e exposições, e edifícios de escritórios.

A rápida expansão do aeroporto ligados instalações comerciais está servindo de portal de transição para um novo modelos de desenvolvimento das metrópoles no século 21, onde os viajantes distantes e locais podem conduzir os negócios, trocar conhecimentos, fazer compras, comer, dormir e se divertir, tudo isso ao redor do aeroporto. Esta evolução espacial e funcional está transformando os aeroportos da cidade em muitos municípios do aeroporto.

À medida que mais e mais empresas de aviação orientadas estão sendo atraídas para as cidades do aeroporto e ao longo dos corredores de transporte irradiados a partir deles, uma nova forma urbana está surgindo: a Aerotrópolis que se estende até 30 km para fora de alguns aeroportos.

Sim, a Aerotrópolis consiste em um aeroporto de uma cidade e dos corredores periféricos e agrupamentos de empresas ligadas à aviação e de desenvolvimento residencial.


 

Sobre o livro Aerotrópolis

O livro Aerotrópolis (que será lançado no segundo semestre pela DVS Editora) apresenta vários estudos de caso de cidades como Chicago (EUA), Shenzhen (China), Nova Songdo (Coreia do Sul) e Haíderabad (Índia) que atingiram grande crescimento econômico através da implantação de aeroportos gigantes. O livro também joga luz e apresenta soluções para a infraestrutura aeroportuária brasileira, já deficitária no presente e em crise de planejamento e de execução de obras visando a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

“A era do instante, com viagens que favoreceram a ubiquidade, escalas de trabalho de 24 horas, sete dias por semana e cadeias globais de suprimentos –, exigirá uma reconfiguração radical. Cidades deverão ocupar o entorno do aeroporto em círculos concêntricos de zonas comerciais e residenciais. As forças econômicas e tecnológicas que vão guiar essa transformação são irresistíveis”, afirma Kasard.

Segundo os autores Kasard e Lindsay, Aerotrópolis é uma obra de aconselhamento voltada para o público em geral, mas com elevada utilidade para empresários do setor e governantes público. O alerta é claro: os executivos e planejadores urbanos no Ocidente têm obrigação de envolver-se nessa tendência.


 

Sobre os autores

John D. Kasarda é professor de Estratégia e Empreendedorismo e Diretor do Instituto Kenan das Empresas Privadas, na Universidade de Carolina do Norte, e também integra o Instituto de Comércio Aéreo. O autor publicou mais de 100 artigos e nove livros sobre cidades aeroportuárias, infra-estrutura aeronáutica, desenvolvimento econômico e competitividade. Ele é frequentemente citado no The Wall Street Journal, The New York Times, Business Week, e mídia internacional em geral.  Kasarda já ofereceu numerosos programas voltados para executivos onde tratou de questões como logística aérea, localização empresarial, gestão da cadeia de abastecimento global e desenvolvimento aeroportuário de empresas multinacionais, como a Boeing, a Airbus, a FedEx, a Lufthansa, DHL, vias aéreas tailandesas International, Caterpillar Logistics, Prudential Real Estate , Bank of America e Deloitte & Touche.

Greg Lindsay é jornalista e já trabalhou com as revistas Time, Fortune, BusinessWeek e colabora também com a Fast Company. Nesses veículos, escreve frenquentemente sobre a intersecção entre transporte, urbanização e globalização.